<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485</id><updated>2012-01-21T00:46:56.445-02:00</updated><title type='text'>Indaiá Rock Zine</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-1752186670481897305</id><published>2011-12-16T17:38:00.000-02:00</published><updated>2011-12-16T17:44:10.296-02:00</updated><title type='text'>Ghost, uma moda passageira? (por Wellington Pena)</title><content type='html'>&lt;i&gt;Pela primeira vez vou abrir espaço para uma colaboração externa aqui no blog! Isso nunca foi fechado e todos são livres pra me enviar textos sobre Rock e, principalmente, sobre o Rock Indaiatubano! Mas tem que ter o mínimo de noção, hein?! Sem ataques pessoais e a outros estilos, porque o bang aqui é humilde, mas é sério (rs)! Com vocês, Wellington Pena, o famoso "Peninha":&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-S7zny5dAxOI/TuuZ9axGTnI/AAAAAAAAASM/8d-lUk52Ja4/s1600/Ghost+1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://3.bp.blogspot.com/-S7zny5dAxOI/TuuZ9axGTnI/AAAAAAAAASM/8d-lUk52Ja4/s400/Ghost+1.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ultimamente, milhares de bandas surgem no mundomusical. Existem bandas que conseguem seu espaço e tem outras que morrem antesmesmo de sair do papel! Mas o que dizer de uma banda que logo no seu primeiro álbumjá cativou boa parte dos músicos do primeiro escalão do Metal e tem tocado nosmaiores festivais do mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Estamos falando do fenômeno Ghost, banda de origem sueca que, depois do lançamento do álbum "Opus Eponymous", em janeiro de 2011, só tem viso seu nome e reputação crescerem em um ritmo intenso!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Si_BpKzm8LQ/Tuua5APLI4I/AAAAAAAAASU/1GeymFx-xnU/s1600/Ghost+-+capa.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-Si_BpKzm8LQ/Tuua5APLI4I/AAAAAAAAASU/1GeymFx-xnU/s200/Ghost+-+capa.JPG" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;Ninguém sabe ao certo quem são os músicos queformam o conjunto. Existem boatos que o vocal, &lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;PapaEmeritus, é, na verdade, Tobias Forge, ex-Crashdïet (banda de Hard Rock) eatual Repugnant (horda de Death Metal “old skull”). Os outros músicos, simplesmentechamados de “Nameless Ghouls”, diz-se por aí, são ex-membros do Candlemass e deoutras bandas, mas nada foi confirmado até o momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;O visual da banda é um dosfatores que elevam a banda: os músicos só aparecem em público com maquiagempesada e figurinos diferenciados. Os instrumentistas usam roupas de monges quecobrem até o rosto e o vocal, mais provocante, traja a roupa do mais alto postoda igreja católica, se caracterizando automaticamente como um “papa satânico”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CUAshv2_1yg/TuubTCeANBI/AAAAAAAAASs/toj8nyDbRyc/s1600/Ghost+-+Amorphis.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://4.bp.blogspot.com/-CUAshv2_1yg/TuubTCeANBI/AAAAAAAAASs/toj8nyDbRyc/s200/Ghost+-+Amorphis.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;E o que dizer do álbum “OpusEponymous”? Se você espera uma banda de Black Metal suja e crua pode tirar ocavalinho da chuva, pois o que se ouve aqui é um Heavy/Doom muito simples elimpo, que lembra muito Blue Öyster Cult e Mercyful Fate. O vocal não grita enão distorce a voz, simplesmente cantando de forma muito limpa. Os guitarristasdespejam riffs e solos no maior estilo Cult. Já o tecladista é um dosprincipais instrumentistas, moldando um clima satiricamente religioso, bem no estilodo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enigma_%28musical_project%29"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Enigma&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. As letras são muito bemelaboradas e totalmente satânicas, justificando o status de “sinistra” ao Ghost.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fxH6ZfAX-uM/TuubPNEXnUI/AAAAAAAAASc/AN8etXDsppE/s1600/Ghost+-+Phil+Anselmo.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-fxH6ZfAX-uM/TuubPNEXnUI/AAAAAAAAASc/AN8etXDsppE/s200/Ghost+-+Phil+Anselmo.JPG" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;Apenas com nove faixas e 35minutos de duração, o disco move contra a agressividade e rapidez que muitasbandas prezam hoje em dia, mas traz ao mesmo tempo uma sonoridade muito rica emtécnicas instrumentais e vocais. Começando com uma introdução bem “missa”, aprimeira faixa, “Deus Culpa”, já deixa você instigado ao que vai vir pelafrente. Logo no começo da segunda faixa, “Con Clavi Con Dio”, você já percebeque se trata de uma banda satânica, pois ela simplesmente começa com um “LUCIFERRRRR”.O final desse som deixa um ar bem mórbido ao vivo. Depois passamos pelo hit,“Ritual”, seguida da ótima “Elizabeth” (que tem uma pegada mais pesada). Destaquepara a faixa “Death Knell”, com uma introdução bem ao estilo Castlevania &lt;i&gt;(N. doE.: sim, o jogo de vídeo game!)&lt;/i&gt;, com chuva de fundo, seguido de uma bateriasimples, um riff &amp;nbsp;bem elaborado e uma letrasensacional (uma das melhores letras de músicas que já vi em minha vida). Oplay fecha com a fantástica faixa instrumental “Genesis”, perfeita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ey5cI_N3e2s/TuubREA-iiI/AAAAAAAAASk/_XtPOLg18b8/s1600/Ghost+-+Hetfield.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ey5cI_N3e2s/TuubREA-iiI/AAAAAAAAASk/_XtPOLg18b8/s200/Ghost+-+Hetfield.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;Assim que o álbum foi lançado, a revista sueca “SwedenRock Magazine” o elegeu como um dos melhores da década, ao lado de plays de nomesconsagrados, como Iron Maiden, por exemplo. Muitos músicos de renome têm sidohipnotizados pela “onda Ghost”, como Phil Anselmo, James Hetfield, Duff McKagane Tomi Joutsen (vocal do Amorphis).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;Como explicar esse fenômeno chamado “Ghost”? Será por quesuas músicas são muito grudentas e bem trabalhadas em um momento em que o Metalsó pensa em velocidade e técnicas? Difícil responder, mas temos que admitir queuma nova estrela do Metal acaba de surgir! Só resta torcer para que um dia elesaportem no Brasil para um show memorável! &lt;b&gt;(Texto: Wellington Pena / Edição: Leo)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;Para saber mais do Ghost:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://ghost-official.com/"&gt;- Site oficial&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ghost-official.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/thebandghost"&gt;- Facebook&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/thebandghost"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thebandghost"&gt;- Myspace&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-1752186670481897305?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/1752186670481897305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2011/12/ghost-uma-moda-passageira-por.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/1752186670481897305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/1752186670481897305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2011/12/ghost-uma-moda-passageira-por.html' title='Ghost, uma moda passageira? (por Wellington Pena)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-S7zny5dAxOI/TuuZ9axGTnI/AAAAAAAAASM/8d-lUk52Ja4/s72-c/Ghost+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-8371025706575336741</id><published>2011-12-14T02:06:00.000-02:00</published><updated>2011-12-14T02:10:42.409-02:00</updated><title type='text'>Resenha: Hunger e Medo da Noite, no Plebe Bar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QoBhdz5TpNA/TughTSFIujI/AAAAAAAAAR8/gHf2X-HwySM/s1600/Hunger.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-QoBhdz5TpNA/TughTSFIujI/AAAAAAAAAR8/gHf2X-HwySM/s320/Hunger.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acontecimentos diversos me permitiram presenciar uma das celebrações que já está se tornando tradicional na cena de Indaiatuba! Todos os anos, a galera que chegou do Paraná com muito orgulho e humildade para fazer Rock em Indaiatuba se reúne em um show para os amigos! Pelo menos desde 2002 essa dobradinha acontece, de um jeito ou de outro, pulando uns anos e outros não, com a diferença que a cada apresentação eles estão melhores! E foi nesse clima que estive sábado, dia 9/12/11, no Plebe Bar, para conferir mais uma festa com Hunger e Medo da Noite, com open-bar de caipirinha e uma breja na faixa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hunger abriu o show. “Ano passado deixamos o Medo abrir, eles demoraram muito e a gente tocou muito tarde. Então fomos mais espertos esse ano, chegamos 17h30 no bar para montar as coisas”, me explicou rindo sarcasticamente o Sr. Mauro Izalbert, frontman e headmaster do Hunger, bem na frente do William, o “cabeça” do Medo da Noite, que só ria concordando, mostrando o clima de camaradagem que imperava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do primeiro show que eu vi do Hunger, em 2002, na extinta A Casa, até esse, pude acompanhar a trajetória do Mauro, um verdadeiro obstinado, persistente e disciplinado batalhador de seu “sonho de vencer com sua música”. E como o Hunger evoluiu desde então! Pra começar, a formação dos caras é a melhor que a banda já teve em todos os sentidos, sem desmerecer o grande Romão, que já assumiu as baquetas do grupo! Mauro, que toca e compõe com a inteligência de poucos, tem na sua retaguarda o batera Israel, que, se não é um ás do instrumento, mostra que pegada e paixão devem fazer parte do arsenal de qualquer baterista que se preze. Nesse show, com um bumbo incrivelmente regulado, pude perceber que a consistência de sua pegada vem do trabalho quase que contínuo de seus dois pés! Parecia uma metralhadora impiedosa, intercalando rajadas de tiros absurdamente encaixadas com as palhetadas da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu lado esquerdo, Mauro tem a companhia do velho parceiro de guerra Thiago Palmeiras. Eu mesmo já toquei com ele e sei da precisão que ele tem nos dedinhos gordinhos (rs)! Sem contar a postura totalmente original com que ele levanta o braço do braço pra banguear!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na outra ponta, jogando muito, quer dizer, tocando muito, mas muito mesmo, Mauro conta com a fritadeira insana do Thiago “Kronos”! Como esse moleque tá tocando! Virtuoses da guitarra têm aos montes em Indaiatuba, mas com a precisão desse maluco vai demorar pra aparecer um! Cada fraseado e cada lick na velocidade da luz que ele entregou nesse show...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro capítulo à parte é a timbragem! Se todas as bandas da cidade tivessem o cuidado que o Hunger tem em timbrar os instrumentos, ninguém pegava nossa cena! Sim, para isso a banda conta com auxílio de rodies profissionais, que além de deixar tudo pronto pra eles só chegarem e tocar, soltam samplers que completam as músicas no momento certo! Oh inveja! hahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente falando do show &lt;i&gt;(acredite, essa longa introdução era necessária para fazer vocês entrarem no clima, ou pelo menos tentar isso...rs)&lt;/i&gt;, eles detonaram! Abriram com “Peace Is In Pieces”, primeira grande música composta por Mauro, que já foi alterada diversas vezes por conta da própria evolução musical da banda, e que agora está mais mortal ainda, com sua letra que relata a guerra por petróleo no Oriente Médio. Mais Thrash Metal impossível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show seguiu e, pela primeira vez em muito tempo, uma banda de Metal me pegou pelo estômago! Sim, porque mesmo revendo muitos conhecidos pelo Plebe, e com o UFC 140 passando na TV, me senti atraído pela presença e pegada do Hunger. A última banda de Metal que me fez isso foi o Metallica, no show de 2010 &lt;i&gt;(a resenha está mais abaixo, aqui no blog)&lt;/i&gt;! Já hipnoticamente grudado na banda, Mauro avisou que aquela seria a última vez que aquele som seria cantado em Português, admitindo tranquilamente que a versão em nossa língua foi exclusivamente feita para o Festival de Rock. E dá-lhe “Contradizendo Um Paradoxo”! Apesar de eu ainda ficar em dúvida quanto a esse título, essa música é fodassa! Aliás, já digo que é “Clássica”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hunger mostrou que é possível evoluir tocando Thrash Metal! Todos os sons do grupo estão com uma roupagem bem moderna, com leves flertes com o Metalcore (&lt;i&gt;eu disse “leves flertes”, ok?)&lt;/i&gt; e um peso absurdo. Mauro soube muito bem pegar o Thrash oitentista, misturar com o peso dos Anos 90 e temperar com a melodia e os pedais duplos da primeira década do século! Inteligência musical é pra poucos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande surpresa do show foi a execução de “Walk”, clássico arrasa-quarteirão do Pantera, com Mauro cantando sem a guitarra em punho e com Thiago honrando exemplarmente Dimebag no solo! Nos backing vocals do refrão, este que vos escreve teve a honra de soltar os demônios com seus gritos desafinados &lt;i&gt;(Valeu!)&lt;/i&gt;! Tomara que esse som ainda fique por um bom tempo no repertório do grupo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“O que é que vou tocar agora?"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GqEzs_vR3AQ/Tughcdwa6gI/AAAAAAAAASE/kKhm-pUla-w/s1600/Medoi+da+Noite.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-GqEzs_vR3AQ/Tughcdwa6gI/AAAAAAAAASE/kKhm-pUla-w/s320/Medoi+da+Noite.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Terminada a explosão atômica do Hunger, o próprio William, vocalista, guitarrista e compositor do Medo da Noite, que não parou de banguear um segundo no show dos asseclas do Sr. Mauro Izalbert, virou pra mim e falou: “O que é que eu vou tocar agora depois disso?” Confesso que concordei com ele na hora – seria muito difícil o Medo da Noite conseguir manter a galera acesa depois do estrago (no bom sentido) feito pelo Hunger!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como o próprio Wesley, baterista do grupo postou no Facebook esta semana, eles são os que eles fazem e têm isso nas veias! Isso que ele fala é o Rock ‘n Roll na mais pura forma de expressão, simples e singelo, de All Star no pé e jeans rasgado, embebedado pelas brejas baratas dividas com os camaradas no rolê e fedido com os cigarros fumados acesos quase que um no outro, e com uma energia de fazer você se sentir um adolescente outra vez, capaz de passar por cima de tudo e de todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Medo começou seu show, percebi que todas as músicas de seu primeiro disco, o humilde e bem gravado “O Silêncio Que Destrói” já são clássicos do Rock Indaiatubano! Todo mundo cantava junto e amava! A mistura de Renato Russo e Cazuza com Kurt Cobain e Laney Stanley das letras de William, sem falar na sua interpretação catártica, sempre perdido dentro de si, sentindo a própria poesia, com uma cara de louco que parece não ver nada, mas absolutamente consciente de tudo a sua volta, conquistou todos os rockers de Indaiatuba, independente se o cara é do Metal, do HC, do Punk ou qualquer outro estilo de Rock. Tava todo mundo cantando junto! Confesso que eu senti até vergonha por não lembrar de algumas letras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi lindo ver e ouvir “Flores de Plástico”, “A Procura de Heróis”, “O Silêncio Que Destrói” e, principalmente, “Dia de Morrer”! Como essas músicas são marcantes! O próprio Mauro falou depois da apresentação que não existe um poeta igual o William! Como vou discordar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto alto do show foram as músicas novas! Eu, afastado que estou da cena, não conhecia nenhuma, mas todo mundo já tinha na ponta da língua as letras, além dos “na-na-nas” nos riffs! Que lindo foi ver isso! As músicas seguem a mesma linha de composição das registradas no debut do grupo, mas demonstram grande evolução na construção das melodias e arranjos &lt;i&gt;(gravem logo isso aí, galera! Demorou!)&lt;/i&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weslão na bateria continua muito atrevido, sempre preenchendo os espaços com os pedais duplos e muitas viradas, criando uma característica bem peculiar e interessante no som da banda, já que as levadas são quase sempre baseadas na simplicidade do Grunge e do Punk Rock! O novo baixista &lt;i&gt;(esqueci o nome agora, desculpem, eu não estava tão sóbrio quando fui apresentado a ele no dia)&lt;/i&gt;, mostra muita segurança nas linhas de seu instrumento, além de uma paixão muito grande por estar tocando aqueles sons! Seus backing vocals casam muito bem com a voz de William, parecendo que tem um verdadeiro coro de vozes por trás, quando na verdade há apenas ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, todo mundo queria mais e pediu um bis. William atendeu, mas, ao fim do som, a galera pediu mais e ameaçou, “não vamos te deixar descer do palco”. Sem opção e alegando “vontade de beber” &lt;i&gt;(mais?)&lt;/i&gt;, ele não viu outra saída a não ser quebrar as cordas da própria guitarra, para desapontamento dos presentes. Mas isso nem foi tão desolador, já que todo mundo já estava em êxtase e satisfeito por ver dois shows fodassos e uma amizade entre bandas que já teve muitos “baixos”, mas agora só permanece nos “altos”, como demonstrado pelo abraço fraternal entre os dos “cabeças” no fim dos show, dizendo: “Mais um ano tocando juntos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega nóis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links relacionados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="https://www.facebook.com/hungermetal?sk=info"&gt;Hunger&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100000345333372"&gt;Medo da Noite&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="https://www.facebook.com/plebebar"&gt;Plebe Bar&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-8371025706575336741?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/8371025706575336741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2011/12/resenha-hunger-e-medo-da-noite-no-plebe.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8371025706575336741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8371025706575336741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2011/12/resenha-hunger-e-medo-da-noite-no-plebe.html' title='Resenha: Hunger e Medo da Noite, no Plebe Bar'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QoBhdz5TpNA/TughTSFIujI/AAAAAAAAAR8/gHf2X-HwySM/s72-c/Hunger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-6324667473278198847</id><published>2011-12-13T19:12:00.005-02:00</published><updated>2011-12-13T19:26:24.907-02:00</updated><title type='text'>R.I.P. Fabinho (Quatro Sete/Wizard Head)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-73hcVXm6rzU/TufAqXmmmlI/AAAAAAAAARQ/fPf9lOAELkw/s1600/Fabinho%2B47.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-73hcVXm6rzU/TufAqXmmmlI/AAAAAAAAARQ/fPf9lOAELkw/s320/Fabinho%2B47.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685724888701508178" /&gt;&lt;/a&gt;Infelizmente retomo os trabalhos do IRZ com uma nota absurdamente triste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira passada, dia 9/12/11, Indaiatuba perdeu outro ícone da cena local: Fábio Fernandes Garcia, o Fabinho, baixista do Quatro Sete, faleceu após uma cirurgia no Hospital Santa Ignês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa da morte ainda não foi divulgada, mas suspeita-se que o músico tenha contraído alguma infecção (alguns dizem até que pode ter sido no SWU), pois havia dado entrada no hospital uma semana antes, com diarréia e vômitos. Como seu quadro de saúde não melhorava significativamente, os médicos decidiram realizar uma cirurgia exploratória, porém, um dia após o procedimento, que não revelou nada e só serviu para coletar material para análise, Fabinho sofreu morte cerebral, seguida de falência múltipla dos órgãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabinho estava com 36 anos e havia acabado de finalizar suas partes na gravação do primeiro disco do Quatro Sete ao lado do irmão Diego (vocal), do guitarrista Lucas (ex-Midway) e do Maurão, batera do T-Zero. Todas as músicas, riffs, letras e melodias foram compostas pelo Fabinho &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(galera do 47, que tal lançar esse CD em um festival tributo ao Fabinho, com jams da galera dos anos 90? Dou uma força na divulgação na imprensa local se precisar!)&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empolgação dele por estar de volta à cena era imensa e, quem cruzou com ele na final do Festival de Rock este ano, só viu sorrisos, alegria e energia! Além de se classificar para a final do Festival pela primeira vez, o Quatro Sete fez seu primeiro show “completo” no mesmo dia da final (23/10), com o Insure Now, no Plebe, a convite meu! Ao fim de sua apresentação, absurdamente feliz, ele me agradeceu imensamente pelo convite, como se eu fosse o organizador do Woodstock, apesar do role ter sido bem humilde! Sinto-me orgulhoso por isso, mas isso não diminui em nada a dor por sua perda! Parecia que, após gravar seu primeiro disco, tocar pela primeira vez na final do Festival de Rock e depois fazer seu primeiro show no “bar de rock” da cidade, Fabinho dava sua missão no rock por cumprida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu velório, 99% da cena rocker de Indaiatuba dos anos 90 estava presente. Uma maneira irônica e, ao mesmo tempo, triste de conseguir reunir tantos talentos da nossa cidade. Somente um cara como o Fabinho era capaz disso! Polêmico e de opiniões fortes, vira e mexe ele soltava uma na internet que deixava o povo de cabelo em pé (rs). Porém, seu lado camarada e brincalhão era o que imperava! Quem conhecia, sabe bem do que estou falando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A galera “nova” da cena não tem noção de quem era ou quem foi o Fabinho para a cena da cidade. Para estes, seguem estas duas informações, fornecidas por ninguém mais, ninguém menos, que o Boi Slayer (este todo mundo conhece, né?). Isso vai dar a noção da importância desse camarada pra nossa cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Fabinho foi o primeiro vocalista do Wizard Head, a primeira banda de Heavy Metal de Indaiatuba que se tem registro, em 1990;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ele também foi o cara que apresentou o Metallica pro Boi (Essa me arrepiou!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabinho deixa dois filhos pequenos (2 e 5 anos), a esposa Márcia (meus sentimentos), e um enorme vazio no Rock Indaiatubano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links relacionados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="https://www.facebook.com/pages/Quatro-Sete/124859727589412"&gt;Quatro Sete&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/wizard_head"&gt;Wizard Head&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-6324667473278198847?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/6324667473278198847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2011/12/rip-fabinho-quatro-setewizard-head.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/6324667473278198847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/6324667473278198847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2011/12/rip-fabinho-quatro-setewizard-head.html' title='R.I.P. Fabinho (Quatro Sete/Wizard Head)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-73hcVXm6rzU/TufAqXmmmlI/AAAAAAAAARQ/fPf9lOAELkw/s72-c/Fabinho%2B47.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-3516494931796185009</id><published>2010-03-08T20:10:00.014-03:00</published><updated>2010-03-08T22:54:44.523-03:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: Lauro Nightrealm (Incinerad)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não toco em banda por que sou músico, toco por atitude!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WGq6nPcmI/AAAAAAAAAQE/82ESLu267mY/s1600-h/Lauro+IRZ+01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WGq6nPcmI/AAAAAAAAAQE/82ESLu267mY/s320/Lauro+IRZ+01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446407396220957282" /&gt;&lt;/a&gt;Ele capitaneia a única banda de Death Metal da cidade, o Incinerad! Divide muitas opiniões na cena, mas, como poderá ser comprovado na entrevista abaixo, não muda sua autenticidade um milímetro sequer e, mesmo com pouco tempo na cena, já tocou (e toca) em bandas de renome no Underground paulista, como Bestial Atrocity e Queiron, além do Incinerad! No próximo 16 de abril, com suas duas bandas, ele vai abrir o show para a lenda do Black Metal Marduk (SUE), acrescentando mais um “open act” de peso em seu currículo, que já conta com Obituary (EUA), Belphegor (AUS), Master (EUA) e Grave (SUE). Pode parecer pouco, mas não conheço muitos outros bangers na cidade que já tenham um portfólio desses. Com vocês, Lauro Nightrealm!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lauro, você, apesar de ser bem conhecido na cena local, é relativamente novo. Poderia nos contar um pouco de você e de sua trajetória com bandas desde que começou tocar? Também cite suas principais influências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, acho que o grande fator que contribuiu para isso é simplesmente a minha paixão pelo Metal Nacional. No início eu buscava mais discos e K7s de bandas nacionais e ficava horas escutando. A partir de então comecei a ir em shows na região e fora do Estado, querendo ver pessoalmente a atuação destas bandas que eu ficava escutando em casa. A partir daí acabei criando um laço de amizade (eu e as bandas) e me correspondendo com elas. Ao contrário do que alguns dizem, isso não é “lamber o saco” da banda, e sim uma verdadeira atitude de apoio e respeito ao trabalho que elas fazem. Foi então que montei minha primeira banda, entre 2002 e 2003, chamada Arphelyon. Era uma banda de Heavy Metal, que inicialmente tocava alguns covers como Dio, Iron Maiden, Helloween, Gammaray etc. e também com algumas composições de nossa autoria, para acarretar em um trabalho mais profissional. Esta banda durou um ano e depois se extinguiu por diferenças musicais de todos os integrantes. Meses depois resolvemos voltar com a mesma, porém, tendo o mesmo fim ainda mais prematuro. Minhas principais influências são: Black Metal, Death Metal, Thrash Metal, Heavy Metal e Musica Clássica&lt;/span&gt;.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como foi montado o Incinerad? Aliás, o que quer dizer (não só em termos de tradução) e o que simboliza o nome da banda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em 2006, eu estava à procura de verdadeiros guerreiros para iniciar um projeto com uma banda de Death/Black Metal. Foi quando, em uma roda de amigos, soltei tal assunto e o Dijalma David, que estava nesta me mesma roda, se prontificou a tocar baixo. Como o Dijalma era guitarrista, pensei comigo e disse a ele para não trocar sua guitarra num baixo, o que não adiantou. No dia seguinte, ele foi pegar seu baixo, reforçando ainda mais a idealização do projeto. Bem, agora faltava uma peça de suma importância para a conclusão definitiva de uma suposta banda: um baterista! Ao conversar com um grande irmão de anos chamado Flávio (atual baixista do Incinerad), acompanhado de uma amiga (cujo nome não me lembro agora), comentei que estava à procura de um batera. A mesma me disse que tinha um amigo que estudava com ela que tocava bateria e era um grande apreciador da musica extrema, chamado Emanuel. Peguei o telefone dele com essa garota, liguei na seqüência e marcamos de nos falar pessoalmente no dia seguinte. Ao conhecê-lo, Emanuel me convidou em ir até sua casa para vê-lo tocar. Fiquei completamente surpreendido com a tamanha velocidade e precisão que ele tinha, típico e verdadeiro baterista de Death Metal, além de ver que ele era bem novo, pois tinha somente 16 anos na época, e já tinha grandes influências musicais no seguimento extremo como Krisiun, Cannibal Corpse, Carcass etc. Já com todas as peças completas, iniciamos nossos primeiros ensaios. Como não tínhamos local próprio para ensaiar, duas grandes pessoas que nos deram um imenso suporte. Um foi o Tiago e outro grande irmão, que já não está mais entre nós, o Marcão, ambos do Kranio. Começamos a ensaiar na casa do Tiago e foi lá que saiu nossas primeiras composições e nos vimos como uma banda de verdade, pois vi que tínhamos um grande potencial. Agora só faltava um nome para a banda. “Mas qual?” Queríamos um nome forte e que simbolizasse o caos, a destruição e derivados. Como tínhamos uma cabeça um tanto que conservadora em relação ao Metal, queríamos que a chama do antigo Metal queimasse os novos tempos, desmistificasse a raiz e desfragmentasse esta essência. Com isso surgiu o nome “INCINERAD” que significa (obviamente) incinerado, queimado, carbonizado etc. A simbologia para nós é essa, não só o nome, mas sim a banda como um todo, pois ser uma banda de verdade não é apenas empunhar um instrumento e ser um pseudo-filósofo. Ser uma banda de verdade é ter atitude. E isso nós temos!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WHDey824I/AAAAAAAAAQM/X-wFrBP6zCc/s1600-h/IRZ+-+Incinerad+07.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WHDey824I/AAAAAAAAAQM/X-wFrBP6zCc/s320/IRZ+-+Incinerad+07.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446407818250607490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora que você entrou no Queiron, sua agenda deve ter ficado apertada. Como fica pro Incinerad agora? Qual das bandas é sua prioridade e quais são os planos futuros pro Incinerad?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isso dá pra ser maleável. Pois ensaio em Capivari com o Queiron, aos sábados, e aos domingos, com o Incinerad. Até então, minha atuação no Queiron não está prejudicando o Incinerad, pois todos nós somos amigos já há algum tempo e nos entendemos bem neste ponto. Então, não digo que tenho uma prioridade por tal banda, mas sim uma prioridade por necessidade. Nós do Incinerad pretendemos estar estourando tímpanos e proliferando o terror sonoro, como toda banda extrema deve ser!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como foi sua passagem pelo Bestial Atrocity? O Baron é um cara absolutamente conhecido e respeitado na cena Death do Brasil...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, o Baron Von é uma pessoa bem influente no cenário nacional. Não por ser o líder do Bestial Atrocity, mas sim por ser um grande guerreiro que luta por nosso cenário metálico. Eu o conheci em umas de minhas peregrinações pelos eventos mundo afora. Temos a mesma paixão pelo Metal e por nosso Underground! Foi então que, no final de 2008, ele me convidou para fazer um teste no Bestial Atrocity. Fui encarregado de tirar cinco músicas para iniciar o teste, mas fui no dia da avaliação com 15 (N. do R.: Quinze!!! Caralho!!!) sons tirados. Neste mesmo dia fui oficializado como membro efetivo da banda. Ser um Bestial Atrocity foi algo muito satisfatório para mim, pois conquistei mais aliados e grandes amizades, além de poder tocar com o Grave, da Suécia. Foi uma experiência extraordinária tocar com o Baron e o Bestial Atrocity!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WHWi42DgI/AAAAAAAAAQU/CP5LhaiY55c/s1600-h/IRZ+-+Bestial+013.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WHWi42DgI/AAAAAAAAAQU/CP5LhaiY55c/s320/IRZ+-+Bestial+013.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446408145766583810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que a banda acabou logo depois que você entrou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando eu entrei, a banda já estava passando por algumas turbulências. Alguns integrantes estavam com problemas pessoais, o que fez que a banda entrasse em um estágio de “desempolgação”. Fizemos alguns bons shows e criamos algumas músicas, mas isso não segurou firmemente o desânimo. Sendo assim, todos chegaram em um consenso que o melhor a se fazer seria imortalizar o nome “Bestial Atrocity” para ser memorizado com grandes glórias e batalhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como é integrar o Queiron, uma banda renomada do cenário nacional e muito conhecida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Conheço o Queiron desde que ingressei no Metal Extremo. Conheci seus discos e os conheci pessoalmente em algum show por aí, não me lembro onde agora. Sempre que podia, eu ia prestigiar eles (como faço com várias bandas) em algum som e trocávamos idéias tomando cerveja no bar. Em agosto de 2009, o Marcelo Grous (líder da banda) me ligou relatando o que estava acontecendo com eles, necessariamente com o baixista, o Tiago Furlan, que já tinha os comunicado que não poderia mais seguir na batalha, e foi aí que o Marcelo me convidou a fazer um teste. Eles estavam vendo mais algumas pessoas para o teste e, somente no meu terceiro ensaio com a banda, todos os integrantes foram unânimes em me efetivar como membro definitivo, por ser o que mais se destacou e por possuir a mesma cabeça que todos, de acordo com eles.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você originalmente é guitarrista. Como foi sua adaptação para o baixo, no Queiron? Ainda dá aquela travada na mão da palheta ou foi tranqüilo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Te digo que pensava que fosse mais complicado. Demorei aí uns dois meses para me acostumar totalmente com um baixo, pois toco guitarra desde meus 15 anos. Como o Queiron possui um som mais técnico e riffs bem rápidos, isso dificultou um pouco no inicio, mas agora estou 100% adaptado com esse “novo instrumento”, já explorando ele de todas as formas possíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WHwv5lySI/AAAAAAAAAQc/-oOWpkuD1LA/s1600-h/Lauro+IRZ+-+Queiron+03.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WHwv5lySI/AAAAAAAAAQc/-oOWpkuD1LA/s320/Lauro+IRZ+-+Queiron+03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446408595935971618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E essas oportunidades de abrir shows de bandas gringas? Como você se sente abrindo shows para bandas que te influenciaram, como o Marduk e o Master agora? Você fica meio “tímido” e com aquele sentimento de “fã babão” quando vê os caras, ou fica de boa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Me porto normalmente quando nos falamos (rs). Conheço grandes nomes no cenário Extremo mundial e mantemos contato com uma certa freqüência com bandas como Belphegor, Hate, Setherial, Grave, Equinoxio, Enthroned, Severe Torture, o próprio Marduk e várias outras. Recentemente tive a oportunidade de conhecer os integrantes do Master (EUA), uma das bandas de Death Metal mais antigas. Foi um prazer imenso poder conhecê-los pessoalmente, pois são grandes pessoas e verdadeiros amantes do Metal Extremo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vamos falar do Death Metal. Eu vejo que o público da cena Death sempre anda com o visual característico do estilo, sempre de preto, com braceletes, couro, coturno, corpse paint etc. Qual a simbologia e a importância disso? Não seria uma “moda” dentro do Rock em geral?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acredito que não, pois se analisarmos bem, o Death Metal é um estilo que poucos gostam, falando do mundo Rock em geral. É claro que sempre tem os “oba-oba” no círculo, mas 90% deles pára de curtir, muda de estilo e/ou vira cristão. A simbologia de um visual carregado é para exaltar nossa apreciação pelas as artes obscuras que o Metal Extremo proporciona. Por isso que são para poucos e espero que continue assim, para ser bem franco, pois essa nova onda de “Metal Moderno” não está com nada, em meu ponto de vista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Todo Deathbanger é necessariamente satanista ou anticristo? Você tem alguma religião ou segue alguma coisa nesse lado espiritual?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esse é um assunto um tanto que delicado. Mas vamos dizer que sim: tenho um lado espiritual um tanto que exótico, trilhado pelos caminhos da mão esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Disso eu não entendo e gostaria de saber: o Death Metal e o Black Metal são “irmãos” ou são totalmente diferentes? Quais as principais características de cada um?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, o Death Metal e o Black Metal são grandes irmãos! Ambos defendem uma postura contra o cristianismo e vão totalmente contra as morais cristãs. As sonoridades agressivas de ambos os estilos são justamente para exaltar nosso desprezo. O Death Metal relata isso de forma mais catastrófica e caótica. Já o Black Metal é mais na cara, com blasfêmias diretas. Estas são a principais características, mas claro, tem muito mais além disso aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WINQ1PtqI/AAAAAAAAAQk/WYFDv4oKH-8/s1600-h/02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WINQ1PtqI/AAAAAAAAAQk/WYFDv4oKH-8/s320/02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446409085812455074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu percebo que a cena do Metal Extremo, em geral, é uma das mais unidas no Brasil. É verdade isso ou também rola aquela ciumeira e competição típicas dos outros estilos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Entre os verdadeiros guerreiros nossa irmandade é única e sólida. Formamos a Extrema Aliança. Mas sempre tem aqueles que gostam de falar mais que a boca, por ciúmes ou inveja. Particularmente, eu não dou a mínima para esse tipo de pessoa, pois “a inveja é uma forma berrante de homenagear a superioridade alheia.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sou um apreciador da Língua Inglesa e fico muito curioso para saber por que diabos vocês sempre trocam a letra “U” pelo “V” nos nomes das músicas e dos discos? (rs)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;No latim arcaico, os cristãos utilizavam o “V” no lugar do “U” nos testamentos bíblicos e sacros da época. Esse tipo de escrita era a mais utilizada por eles. Então, fazer a substituição destas letras, em nosso contexto, é considerado uma sátira, uma blasfêmia aos olhos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Outra coisa que eu admiro absurdamente na cena Death Metal é a mulherada! Meu, como tem mulher gata no meio de vocês, hein? Basta olhar o seu perfil no MySpace pra comprovar... (rs&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Risos) Sim, é verdade. Antigamente não tínhamos muitas dessas lindas mulheres em nosso círculo. Hoje em dia até me espanto como as mulheres estão gostando com extremo fervor das artes relacionadas ao Metal Extremo. Em relação ao meu MySpace, aqueles lindas damas que estão em minha pagina inicial, são pessoas que tenho uma ótima relação e as considero verdadeiras irmãs. Mas confesso que o índice de presença feminina em nosso cenário aumentou bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os timbres de guitarras no Death Metal são bem particulares e distintos. Pra mim o pontapé inicial disso foi o “Eternal Devastation”, do Destruction, que nem Death Metal é... Qual é o equipamento que você usa e qual a regulagem no ampli e no pedal para conseguir a verdadeira distorção Death Metal?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acho que essa parte de timbre é uma coisa bem particular de cada um. Cada um gosta de um determinado timbre que se adapta melhor às propostas sonoras de cada banda. Eu atualmente uso uma guitarra “Schecter Demon 7FR” de sete cordas, um pedal “Hell Babe”, da Behringer, um pedal “V-Tone”, da Behringer, uma pedaleira “Zoom 505II” para efeitos e ajudar na equalização, um pedal “Noise Supressor”, da Behringer, para tirar saturação, e um pedal Maximazer para masterizar e definir o som de minha guitarra. A regulagem do ampli fica com todos botões no meio, pois o grande segredo está na regulagem nos pedais, onde tenho uma para cada ambiente que vou tocar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WIlWMy0zI/AAAAAAAAAQs/4XhEyQGQ9MI/s1600-h/016.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WIlWMy0zI/AAAAAAAAAQs/4XhEyQGQ9MI/s320/016.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446409499570262834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você estuda ou pratica guitarra hoje em dia? Pergunto isso porque pra tocar Death Metal na velocidade que ele exige devem ser necessários muitos anos de treino...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para ser bem sincero, e todos que me conhecem sabem bem disso, eu nunca fiz aula de guitarra em minha vida! Fui autodidata neste quesito de guitarra (rs)! Mas sempre fui uma pessoa interessada em aprender algumas técnicas, além de eu amar tocar guitarra. Mas cada um tem sua pegada, seu estilo e sua identidade para tocar. Não sou nenhum músico e nem pretendo ser para falar a verdade. Não toco em banda por que sou músico, toco por atitude!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Todo mundo curte alguma banda ou artista que não tem nada a ver com Metal e com o Rock em geral. Quais são as bandas/artistas que você fica com vergonha de admitir que curte? Não vale falar de música clássica! (rs)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Risos) Com certeza gosto de estilos que não possuem relação com o Metal de certa forma! Além de gostar da Música Clássica, gosto também de alguns Hardcores, Tears For Fears, Michael Jackson, Frank Sinatra, Michael McDonald (1982), Teddy Pendergrass (1977), Howad Shore, música ambiente folclórica Egípcia, Celta, Maia e Grega, música ritualística como Coph Nia, Elend, e Jacula. Não tenho nenhuma vergonha em dizer de gosto de outros estilos musicais. Muito pelo contrário! Esses gêneros citados acima fazem parte de mim também. Mas sei que sou um amante fervoroso do Metal e isso pra mim já basta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É isso! Obrigado pela entrevista! Gostaria que você deixasse um recado para os leitores do IRZ.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leo, muito obrigado pelo espaço concedido! Espero que o Indaiá Rock Zine continue sempre em ascensão! Somos poucos, mas sonos unidos, a verdadeira Aliança Extrema!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SVPREME SANCTVS METAL HEX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WI5mUJ0YI/AAAAAAAAAQ0/_TJXyUxEP7A/s1600-h/010.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WI5mUJ0YI/AAAAAAAAAQ0/_TJXyUxEP7A/s400/010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446409847493480834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links relacionados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.myspace.com/lauro_nightrealm"&gt;Lauro Nightrealm MySpace&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.myspace.com/incinerad"&gt;Incinerad MySpace&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.myspace.com/queiron"&gt;Queiron MySpace&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.myspace.com/bestialatrocity"&gt;Bestial Atrocity MySpace&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-3516494931796185009?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/3516494931796185009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/03/entrevista-lauro-nightrealm-incinerad.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3516494931796185009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3516494931796185009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/03/entrevista-lauro-nightrealm-incinerad.html' title='ENTREVISTA: Lauro Nightrealm (Incinerad)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S5WGq6nPcmI/AAAAAAAAAQE/82ESLu267mY/s72-c/Lauro+IRZ+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-3527847250635258493</id><published>2010-02-08T23:00:00.001-02:00</published><updated>2010-02-08T23:01:51.538-02:00</updated><title type='text'>A festa dos mortos-vivos</title><content type='html'>Concordo com cada palavra deste texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por Regis Tadeu, colunista do Yahoo! Brasil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para esta semana, o pessoal do Yahoo!pediu para que eu e meus excepcionais amigos colunistas - Kid Vinil e Andreas Kisser - escrevêssemos sobre o Carnaval. Não tenho a menor ideia de como eles irão se referir a este evento, mas posso adiantar uma coisa a vocês: de minha parte, sinto um amargo gosto de derrota em minha boca, como se fosse um Napoleão tentando abrir uma lata de sardinhas com um garfo de plástico em seu exílio na ilha de Santa Helena, abatido e impotente perante a circunstância que me rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns dias, vou tentar escapar da verdadeira ditadura televisiva imposta pelo Carnaval, mas sei que não vou conseguir. Tenho plena consciência de que serei nocauteado por frases imbecis, proferidas por exércitos de exibicionistas, todos ansiosos por uma suruba que nunca se concretiza. Serei submetido a grotescos espetáculos de alegria plástica, sem vida, provenientes de gente cuja maior qualidade é exibir cirurgias plásticas - algumas invejáveis, outras semelhantes a serviços de borracharia mal feitos -, sem um pingo de autenticidade, sem o menor resquício de emoção sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nada contra a exposição de corpos femininos nus - muito pelo contrário! -, desde que eles venham acompanhados de uma aura de sensualidade e beleza. Não há espaço para a ingenuidade em avenidas salpicadas de pessoas mortas por dentro, muito menos para o tesão. O que resta é um festival de repugnância proporcionado pelas emissoras de TV. É duro admitir, mas a burrice parece ter se tornado item de cesta básica. Conseguimos a proeza de profissionalizar a idiotice!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval se tornou um evento para os outros. Empresas, fabricantes de cervejas, socialites deformadas pelo excesso de botox a ponto de se parecerem com lagartos, celebridades emergentes de 97ª categoria, playboys babacas, garotas de programas disfarçadas em atriz e modelo... É para essa turba falsamente animada que a festa do Rei Momo (quem?) existe hoje. O tumulto resultante é o espelho fiel do que o Brasil se tornou. Para os turistas estrangeiros, somos alegres bufões, sorridentes mesmo quando sabemos que milhares de crianças morrem como moscas porque não têm o que comer. Na verdade, no fundo da alma, essa cambada de "ex-BBBs da vida real" se comporta como palhaços desdentados, subnutridos de inteligência e bom senso. As pessoas se tornaram prisioneiras da imagem daquilo que se espera delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval é um retrato cheio de purpurina da realidade que vivemos: tumultuado, confuso, artificial, violento, narcisista, louco - no pior sentido da palavra -, bruto e patético. O problema não é o Carnaval, mas sim o que ele espelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não tenho saudade do passado, mas percebo que, em um tempo não muito distante, vivíamos de uma maneira diferente, mais cordial e sincera, mesmo quando nosso espírito mambembe se confrontava com o início de uma nova ordem, que determinava que só a exibição contínua e a qualquer preço seria o caminho para uma "carreira de sucesso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que existe tanta gente disposta a fazer qualquer coisa para ganhar dinheiro e/ou aparecer na TV? A resposta pode estar no fato de que essa imensa massa de imbecis está totalmente desiludida com os benefícios que a aquisição de cultura pode trazer ao espaço vazio que existe entre as suas orelhas. A turba de idiotas prefere o caminho mais fácil, que passa pelo constrangimento de expor suas vergonhas intelectuais e físicas em cadeia nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível fazer germinar a cultura de um país por meio da massificação? E quando escrevo "cultura", me refiro também à música, um dos principais combustíveis para nossa existência. Como acreditar na musicalidade de um Carnaval em que os samba-enredos são todos iguais, a ponto de você esqucer cada um deles segundos depois de ouvi-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fazer parte do Carnaval é trabalhar como um macaco de realejo perante uma plateia cheia de zumbis sorridentes. Se essa é a sua noção de "alegria popular", vá fundo. Mas depois não diga que eu não o avisei...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-3527847250635258493?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/3527847250635258493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/02/festa-dos-mortos-vivos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3527847250635258493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3527847250635258493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/02/festa-dos-mortos-vivos.html' title='A festa dos mortos-vivos'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-3696641191490618216</id><published>2010-02-02T20:36:00.009-02:00</published><updated>2010-02-02T21:35:20.003-02:00</updated><title type='text'>Show: METALLICA – 30/01/2010 – Estádio do Morumbi-SP</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu vi o melhor show  de Metal do mundo (quase) da grade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2iq9lDLKuI/AAAAAAAAAPc/rDhlHFUEVWo/s1600-h/IMG_3697.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 700px; height: 500px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2iq9lDLKuI/AAAAAAAAAPc/rDhlHFUEVWo/s400/IMG_3697.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433780925316672226" /&gt;&lt;/a&gt;“I’m feeling, São Paulo”, disse James Hetfield ao fim de “For Whom The Bell Tolls”. “We just played two songs and I’m already smiling.” Se ele, que faz isso há quase 30 anos já estava assim, imaginem como eu, lá na Pista VIP, a cerca de 15 metros dele, estava nesse momento, após ouvir o clássico matador do disco “Ride The Lightning”. O que vou relatar nesta resenha extrapola qualquer barreira do Jornalismo em si, caindo escancaradamente para um relato puro e apaixonado de um fã que teve uma oportunidade única na vida. Portanto, se você não é fã do Metallica, ou não foi no show, pode até achar o que está escrito aqui exagerado e bobo, mas tenho absoluta certeza que, quem esteve lá no Morumbi dia 30 de janeiro, não vai discordar um milímetro sequer desta “resenha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mulher até disse durante a semana que antecedeu o evento que eu estava parecendo uma criança, tamanha ansiedade que estava. E estava mesmo! Não era pra menos, afinal, o Metallica é a banda que eu mais gosto e, até então, só tinha ido naquele show de 1999, no Anhembi, que teve uma produção tosca (se é que dá pra falar que teve alguma produção). Não bastasse isso, a banda ainda estava na pior fase criativa da carreira, após o lançamento do “Garage Inc.”, disco de covers que sucedeu os famigerados “Load/Re-Load”. O que vi lá não foi, de fato, impactante, não tinha “sangue-no-zóio” e não me fez querer ter uma banda de rock! Vi uma banda fria, sem punch, sem feeling, apenas “cumprindo a agenda”. Além disso, na época eu tinha 15 anos e ainda não sabia como aproveitar de fato um show. Mesmo assim, fã é um ser idiota e não deixa de gostar da banda. A paixão dele por ela apenas adormece. Bastou o anúncio dos shows no Brasil, no fim do ano passado, pra essa chama reacender a ponto de provocar um incêndio de proporções romanas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu compraria ingresso pra Pista VIP! Não sou a favor de ver minha banda favorita de longe! Eu compro todos os DVDs deles e assisto infinitas vezes! Não iria ficar vendo de longe! Já basta abrir mão da “briga pra chegar na grade” em shows de outras bandas que não sou tão fã (rs)! Os 300 mangos negativos na minha conta nunca tiveram cada centavo tão bem gasto como nesse show do dia 30!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sepultura abriu a noite, às 20h, ainda com sol na cabeça! É inegável a força que a banda ainda tem! Porém, quando apresentaram as músicas do mais recente disco, “A-Lex”, ficava claro que a galera apenas demonstrava respeito e não empolgação por tê-los abrindo a noite. É. Eu ainda sou um órfão do Max Cavalera. De qualquer forma foi muito bom “aquecer” ouvindo sons como “Dead Embryonic Cells”, “Arise” e “Inner Self”. Fato negativo foi apenas o volume baixíssimo que tocaram, o que permitia todos conversarem sem maiores esforços na platéia. Cheguei até pensar que estava acontecendo outro boicote, como em 1999, mas não. Aquilo é o volume de uma banda de abertura mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, os roadies do Metallica começaram os ajustes e, pra minha felicidade, ao primeiro acorde que um deles deu na guitarra do Hetfield, já pensei, “Puta merda, vou sair daqui com meus ouvindo zumbindo”, tamanho volume e pressão sonora que um simples “mizão” da ESP Custom dele dava! Nisso, a acalorada tarde já havia dado lugar a uma noite maravilhosa, de céu limpo, com uma Lua cheia reluzente. Até parar de chover na Capital o Metallica fez nesse dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2isCSl-HiI/AAAAAAAAAPs/4QyCBmUUShk/s1600-h/IMG_3716.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 700px; height: 500px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2isCSl-HiI/AAAAAAAAAPs/4QyCBmUUShk/s400/IMG_3716.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433782105773317666" /&gt;&lt;/a&gt;Às 21h30, pontualmente, os refletores do estádio apagaram e os primeiros acordes da “Ecstasy of Gold” soaram nos PÁS, acompanhado de cenas do filme “The Good The Bad &amp; The Ugly” nos telões laterais. Meu coração quase explodiu meu peito essa hora! Totalmente desaconselhada para cardíacos essa introdução! Ao fim dela, Lars entra tomando seu Gatorade no copinho e bate quatro vezes no “China”: “Creeping Death”(Nota do R.: estou arrepiado neste momento em que estou escrevendo isso, só de lembrar disso)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes de começar a cantar, James levanta os dois braços e solta um grito fora do microfone. Estava iniciado o ritual de dominação! Inesquecível também o grito de “São Paulo” no fim da música, assim como ele grita o nome de todas as cidades! Acho que não há outro começo de show tão épico e empolgante quanto esse com “Creeping Death”! Depois disso, sem qualquer demora, Robert Trujillo sobe na plataforma atrás da bateria e começa a bater em seu baixo, já com a distorção no talo, anunciando “For Whom The Bell Tolls”. A essa altura eu já estava brigando com meu corpo para manter meus batimentos cardíacos abaixo de 160 BPM e fazer minhas cordas vocais não se desgastarem! Afinal, ainda tinha muito, mas muito mais Metallica por vir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após falar de “paixão por tocar para fãs apaixonados”, Hetfield anuncia a primeira surpresa da noite: “The Four Horsemen”. A essa altura, todo mundo já sabe que o Metallica tem algumas músicas que são fixas no set list, alterando apenas algumas a cada show. “Horsemen” foi tocada de maneira mais lenta, quase na velocidade do disco. Isso pareceu dar mais peso, sem contar que ficou muito mais “gostosa de cantar junto”. A próxima surpresa foi a pesada “Harvester of Sorrow”, do “...And Justice For All”. O groove desse som é coisa de louco e aquela parte antes da última estrofe, em que a música pára e James encara todos antes de retomara a música “no grito”, faz praticamente todos ficarem em silêncio no estádio! Acho que todo mundo gosta dessa parte (rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando colocaram um violão na plataforma acima da bateria, achei que tocariam “The Unforgiven”, mas, para minha surpresa (mais uma!), James começou “Fade To Black”, minha favorita. Foi difícil não ir às lágrimas no solo do final, cantando “uoô” junto com as guitarras, mas resisti bravamente, apesar de estar com os olhos cheios neste momento ao lembrar disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui cabe um parêntese: o Metallica está tocando melhor que nunca! Lars pode estar com uma cara de velho bêbado e acabado, cheio de rugas, mas não perde um tempo e bate forte como poucos em seu kit. Kirk, que tinha fama de ser “grosso” ao vivo, por sempre comer notas nos solos, calou a boca de todos com uma execução perfeita, tranqüila, cheia de feeling e, principalmente, sem nenhum erro, tanto de nota ou de perda de tempo, nos solos e bases. Trujillo sempre foi um baixista fodasso e, só consigo destacar o peso absurdo que seu timbre dá a cada dedada que ele desce sem dó nas cordas. E James, como comentou um cara do meu lado, faz parecer fácil cantar com uma voz potente, limpa e clara, e tocar palhetando sempre baixo numa velocidade absurda! Sem contar que ele ainda consegue conversar com a platéia enquanto faz isso. É realmente para poucos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí chegou a hora da “Sessão Death Magnetic”. “That Was Just Your Life”, “The End Of The Line” e “The Day That Never Comes” foram tocadas em seqüência e a impressão que ficou é que esses sons foram compostos para tocar ao vivo mesmo, já que têm uma força descomunal que o disco de estúdio não consegue atingir. A próxima foi a “necessária” “Sad But True”. Necessária, porque, apesar de já estarmos todos enjoados de ouvir ela por aí, ela tem que estar em qualquer show do Metallica, tamanha a força que carrega em seus poderosos riffs. Sem contar que a pose de fodão do James Hetfield com a ESP Explorer preta e pernas abertas batendo cabeça durante essa música foi a imagem que mais me marcou no show! Aquilo sim que é a personificação do Metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Broken, Beat and Scarred”, dedicada ao público, deu seqüência ao massacre. Os backing vocals “What don’t kill ya make you more strong” muito fodões e esse som mostrou que o Death Magnetic é de fato um disco para tocar ao vivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tudo se apagou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2irpUpueMI/AAAAAAAAAPk/4LWG_WGXtqs/s1600-h/IMG_3703.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 700px; height: 500px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2irpUpueMI/AAAAAAAAAPk/4LWG_WGXtqs/s400/IMG_3703.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433781676829210818" /&gt;&lt;/a&gt;Me senti no meio de um filme de guerra em 3D! A pirotecnia utilizada para anteceder “One” é coisa que fazer inveja a qualquer baloeiro de São Paulo ou à comemoração de uma Copa do Mundo! E dá-lhe labaredas de 10 metros de altura que fazia gente lá no fim da pista se “arrepiar ao sentir o calor”. Fora as bombas que estouram cruzando o palco com um estampido ensurdecedor! O que foi aquilo?!?! A música em si só não ficou em segundo plano, porque, como todo mundo sabe, ela é fodona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode-se dizer de uma banda que pode emendar uma música chamada “Master of Puppets” em outra chamada “One”?!?! Você mal acaba de ter um orgasmo e lá vem mais prazer infinito de novo! Você não respira! Nem percebe que já passou uma hora de show! E que coisa linda aquele solo dobrado no interlúdio! Só não chorei porque eu tava lá dando uma de fodão mesmo (rs)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma surpresa: “Blackened”! Cada vez que Hetfield gritava “Fire” no refrão, quatro labaredas de 10 metros de altura subiam aos céus nos esquentando. O cara, além de tudo, é o “Deus do Fogo”! Imagina o poder que ele deve sentir ao hipnotizar 68 mil pessoas em um estádio com sua música e ainda ter labaredas de 10 metros de altura crescendo a cada comando seu! Não é mesmo pra qualquer um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da cacetada vem a calmaria. James pede que mandemos nossos bons fluidos para Kirk, que, em vez daquele solo estridente, nos premia com um dedilhado lindo, devidamente acompanhado por palminhas! Não há como não se impressionar com a qualidade do som limpo das guitarras deles. Até quem não toca nenhum instrumento podia distinguir tranquilamente a vibração de cada corda da guitarra do maquiado Hammett (sim, isso mesmo, ele passa lápis no olho. Mania dos tempos do “Load”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um “solo” com guitarra limpa fomos para “Nothing Else Matters”, com direito a James cantar sentado numa banqueta. Legal que ele faz a platéia participar em quase todos os refrãos da canção e, quando não faz, pude reparar que ele troca a frase de “and nothing else...” para “no, nothing else matters”. Interessante! No fim da música, após fazer seu solo inundado de feeling, James se ajoelhou no palco, de costas, para iniciar a próxima música. Nesse momento, ao perceber que o cameraman filmava sua mão direita, ele fez uma brincadeira com a palheta (personalizada com o caixão da capa do disco), quebrando todo o clima soturno criado pela balada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Lyy6as8ssRc&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt_BR&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Lyy6as8ssRc&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt_BR&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que precisava para incendiar novamente a platéia para o maior sucesso do grupo, “Enter Sandman”, com direito a fogos de artifício e tudo mais que temos direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora do intervalo para o “bis”. Achei que iríamos ficar uns 5 minutos esperando, mas em pouco mais de 2 minutos, eis que eles voltam pulando feito crianças no palco! James avisa que nessa hora eles sempre homenageiam uma banda que os inspirou e que o escolhido naquela noite era o Queen. E dá-lhe a pesada versão de “Stone Cold Crazy”. Cabe ressaltar que James, de um adolescente tímido e inseguro, se tornou num dos frontmen mais comunicativos do mundo! Ele já tinha carisma só de empunhar a guitarra. Falastrão desse jeito então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2isiY3-VkI/AAAAAAAAAP0/fHyQM33kHIw/s1600-h/IMG_3763.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 700px; height: 500px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2isiY3-VkI/AAAAAAAAAP0/fHyQM33kHIw/s400/IMG_3763.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433782657215256130" /&gt;&lt;/a&gt;Surpresa master da noite: “Motorbreath”! Quando Kirk começou o riff cavalgado, foi difícil conter a emoção de ouvir uma das primeiras músicas Thrash Metal da história! E Lars, mesmo depois de ter tocado por, até então, duas horas, ainda acelerou o final, chegando na velocidade de um som do Slayer! Imaginem isso, caros leitores! Quer mais “sangue-no-zóio” que isso? Ah, você quer? Ok. Então toma: as três palavras mais esperadas da noite foram entoadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEEK AND DESTROY!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com afinação mais baixa e com James comendo (propositalmente) uma parte do riff do início, o show não teria música mais apropriada para encerrar. Oh riff desgracento esse! Não houve como ficar parado na pista. Uns pulavam, outros abriam circle pits, outros berravam! E eu fiquei lá, com cara de pasmo, quando não acreditando que tava vendo aquilo acontecer, bem de perto! Foi, de longe, o melhor show que já assisti na vida! E tá bem longe mesmo do segundo melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telão gigante que fica atrás do palco é o melhor cenário que uma banda pode ter! Até quem sentou lá na arquibancada, lá longe, na PQP mesmo, viu com detalhes esse show! Até as rugas/cicatrizes causadas pelas queimaduras nas mãos do James em 1992 deu pra ver com detalhes! E os câmeras que ficam lá no meio do palco, não atrapalham nada! Você mal nota os indivíduos! Talvez seja até pela atração magnética dos membros da banda, mas a verdade é que eles sabem filmar o show da melhor maneira possível! Eu até me vi no telão quando um deles focou a platéia! Que orgulho! hehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, achei duas frases interessantes que poderiam resumir tudo que escrevi aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Metallica é Metallica! O resto é resto.” (frase vista no meu MSN no dia seguinte ao show)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Metallica é bom demais, porque é feito para o moleque espinhudo, inseguro e rancoroso que existe dentro de todos nós.” (André Forastieri, jornalista)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa falar mais alguma coisa? Meus ouvidos ficaram zumbindo até segunda-feira! Que delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Set list:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Creeping Death&lt;br /&gt;For Whom The Bell Tolls&lt;br /&gt;The Four Horsemen&lt;br /&gt;Harvester Of Sorrow&lt;br /&gt;Fade To Black&lt;br /&gt;That Was Just Your Life&lt;br /&gt;The End Of The Line&lt;br /&gt;The Day That Never Comes&lt;br /&gt;Sad But True&lt;br /&gt;Broken, Beat and Scarred&lt;br /&gt;One&lt;br /&gt;Master Of Puppets&lt;br /&gt;Blackened&lt;br /&gt;Nothing Else Matters&lt;br /&gt;Enter Sandman&lt;br /&gt;- - - - - - - -&lt;br /&gt;Stone Cold Crazy&lt;br /&gt;Motorbreath&lt;br /&gt;Seek and Destroy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.metalremains.com/news/2118.html#more"&gt;Galeria de Fotos&lt;/a&gt;  - cortesia do site &lt;a href="http://www.metalremains.com"&gt;Metal Remains&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos da matéria: William Bastos (clique nas fotos para abrí-las na resolução original)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-3696641191490618216?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/3696641191490618216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/02/show-metallica-30012010-estadio-do.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3696641191490618216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3696641191490618216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/02/show-metallica-30012010-estadio-do.html' title='Show: METALLICA – 30/01/2010 – Estádio do Morumbi-SP'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S2iq9lDLKuI/AAAAAAAAAPc/rDhlHFUEVWo/s72-c/IMG_3697.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-8427002115540838690</id><published>2010-01-24T19:24:00.006-02:00</published><updated>2010-01-24T21:04:12.680-02:00</updated><title type='text'>Woodstock Bar em Campinas: DESRESPEITO E BAIRRISMO!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S1y64Q8zBzI/AAAAAAAAAPU/sZMHJIuEGNM/s1600-h/INSURE+NOW.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S1y64Q8zBzI/AAAAAAAAAPU/sZMHJIuEGNM/s320/INSURE+NOW.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430420726487385906" /&gt;&lt;/a&gt;Isto não é uma reportagem ou uma resenha, mas sim um enorme desabafo! Hoje eu me cansei do desrespeito e do bairrismo que cerca de 20 indaiatubanos e uma banda da cidade foram obrigados a engolir do “tradicionalíssimo” Woodstock Bar, em Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro vou explicar como este “bar” trabalha com bandas underground:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Woodstock organiza festivais aos domingos à tarde para bandas “iniciantes”. Para tocar no festival cada banda deve vender uma cota de ingressos que totaliza cerca de R$ 60 que ficam TOTALMENTE para o bar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para entrar no lugar é necessário pagar essa grana. Aí sim você pega suas pulseirinhas e fica com livre acesso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tempo de palco são ridículos 30 minutos. Com isso é possível tocar cerca de seis músicas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como banda você tem que montar todo seu equipamento sozinho, não pode sequer passar o som (pois eles dizem que atrapalha o som mecânico da casa) e ganha (se é que dá pra ganhar algo num rolê desses) a bagatela de uma garrafinha de água (quente) por integrante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se sua banda tem um roadie, ou você é casado ou tem namorada, eles todos são OBRIGADOS A PAGAR para entrar na casa (mas isso só se você não for amiguinho dos donos do bar, já que vi um cara de outra banda pedindo pro dono, “ei, a gente tá com um roadie, tem como deixar ele entrar” e ganhando, em seguida, uma pulseirinha de acesso para o "roadie"...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre que sua banda causa algum impacto, os donos da casa dizem que possivelmente você será convidado para tocar lá novamente em algum dos eventos que eles organizam às sextas e sábados, com bandas cover, horário legal e casa cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo é desumano, né? Melhor seria não participar, não é mesmo? Mas não! Quem tem banda é perdidamente apaixonado por tocar e, infelizmente, até se submete a pagar pra tocar hoje em dia. Nesse caso do Woodstock, você não paga literalmente, mas você trabalha para o bar (ilegalmente, já que pratica comércio) vendendo ingressos e divulgando o show para seus amigos, que, quase sempre, compram ingresso depois de cair no seu papo de “puxa, vamô aí, só pra ajudar a gente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste domingo, 24 de janeiro de 2010, o Insure Now, banda de HC de Indaiatuba, se dispôs a entrar nessa fria. Claro, se você fizer o corre, você lota até um micro-ônibus e vai pra Campinas tocar suas cinco músicas, mas só depois de pagar o dinheiro pro bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles levaram um micro-ônibus cheio e ainda foram mais dois de moto. Nenhuma das outras 11 bandas presentes levou tanto público num evento de domingo naquele bar igual eles levaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar lá, pra surpresa deles, entre as 12 bandas pra tocar, eles só podiam escolher abrir ou fechar o festival. Ou você toca primeiro, com todo o público ainda por chegar. Ou você toca por último, com todo o público já cansado e indo embora. Legal isso, né? Eles sabiamente escolheram abrir o fest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ajudando o William, guitar do Insure Now, carregar o amplificador (cerca de 30 kg) e, ao chegar na porta, para minha surpresa, somente ele pode entrar na casa, com a alegação que o público só pode entrar depois. E lá foi ele entrando sozinho com 30 kg na mão. Para arrumar o palco, mais uma surpresa. Ninguém aparece, dá alguma mão. Você monta sua aparelhagem sem nenhuma dica do que funciona ou não nada casa, com um paguá sentado na mesa de som, que fica em cima do bar, te olhando com aquela cara de “puta-merda, mais um domingo aqui fazendo essa bosta de trabalho.” É claro que eu não acompanhei isso, mas eu já toquei lá e sei muito bem o que rola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palco arrumado. Nessa hora você sempre dá uns acordes tocando junto com a bateria pra verificar os volumes. Nisso chega alguém do bar e pede pra você parar de tocar pra não atrapalhar o som mecânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o show. Escutei até um mulequinho atrás de mim falando, “nossa, essa banda tá com cara que é pesada.” Sim! A galera que estava lá naquele instante realmente não está acostumada com som pesado. Até aí nada demais, mas isso significa que ver os quatro malucos de Indaiatuba pulando no palco lá realmente impressionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do segundo som o ampli de baixo, que é da casa, simplesmente apagou. NINGUÉM do bar foi lá dar uma mão. “Ok, vamos ligar o baixo na mesa de som.” Ótima idéia. Ligamos e, somente cerca de 3 minutos depois, o cara da mesa de som se tocou e abriu o canal para o Luh testar o som. Nisso, a banda ficou parada por cerca de 10 minutos. Mas qual é o problema se eles têm 30 minutos de palco e só tinham tocado duas músicas de 3 minutos até então. Ainda sobram 15 minutos, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles tocaram mais um som e, assim que terminaram, o sujeito super-legal da mesa de som ligou o som mecânico CORTANDO GROSSEIRAMENTE A APRESENTAÇÃO DOS CARAS. Nisso, o Arthur, vocalista, pediu no microfone, “só mais um som de 3 minutos”, mas não! Eles foram irredutíveis! Muito educadamente a banda começou a arrumar seus equipamentos, ainda que muito putos e desiludidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não agüentei fui cobrar idéia do (acredito eu) dono do bar, um rapaz chamado Reinaldo, que estava no caixa. Segue nosso diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Porra, Reinaldo, vocês precisam ter mais respeito com as bandas de fora que vêm tocar aqui no seu bar. É ridículo isso! Eles trouxeram um ônibus com 20 pessoas e só pediram mais 3 minutos de palco! (sim, já cheguei com dois pés no peito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você tem que ver que tem outras 11 bandas. E como fica a última?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, isso eu não sei, mas sei que mais uma vez vocês desrespeitaram uma banda de Indaiatuba aqui! Pode perguntar pra qualquer banda daqui de Campinas! Eles tem tratamento 5 estrelas quando vão tocar no bar de lá! Aqui vocês não respeitam porra nenhuma! Tudo bem que Indaiatuba é menor que aqui, mas vocês têm que respeitar! Isso nunca acontece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, eu até tinha curtindo a banda. Até ia chamar eles pra tocar em algum outro evento aqui, mas agora eu não vou mais! (querendo dar uma de gostosão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem venha com esse papinho de que vai chamar. Minha tocou aqui em 2008 e até hoje estamos “esperando” vocês chamarem a gente pra tocar num evento sem ter que “pagar pra tocar”. Você não precisa nem curtir as bandas! Nem gostar! Você só precisa respeitar! Os caras vieram com um ônibus, lotaram sua casa, fizeram até as namoradas pagar pra entrar e vocês tiram eles do palco antes do tempo e com eles tendo tocado só três músicas! É muito desrespeito! Ninguém faz isso quando as bandas de Campinas vão tocar lá na nossa cidade! Pode perguntar pra qualquer uma! Vocês têm que parar com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah cara, só posso pedir desculpas pra vocês...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Não, Reinaldo, você não precisa nem pedir desculpas! Só precisa respeitar a gente. Se é que alguma outra banda de Indaiatuba vai se dispor a vir tocar aqui depois de uma patifaria dessas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acabou por aí. Essa não é a primeira vez que bandas de Indaiatuba são tesouradas em Campinas. Absolutamente TODAS as vezes que toquei lá, me senti desrespeitado, tocando nas piores condições, nos piores horários e ainda dando o sangue no palco! &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Claro, não posso generalizar, pois sei que existe uma galera “firmeza” que ainda faz o role por lá&lt;/span&gt;, mas, em geral, para uma banda de Indaiatuba, tocar em picos de Campinas é, quase sempre, uma verdadeira roubada, devido a um bairrismo idiota destilado por alguns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso desune a cena como um todo! Cada cidade tem a sua cena, mas o ROCK é um só e ninguém no meio dele deve criar barreiras ou incitar competições entre bandas e galeras só porque são de cidades diferentes! Cabeças-pequenas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o Woodstock não precisa da galera rocker de Indaiatuba pra sobreviver e, certamente seus donos não têm banda e, mesmo se tivessem, nunca iriam se dispor a vir tocar na “pequenina província de Indaiatuba”. Mas, com certeza, se algum dia esses caras vierem aqui por algum motivo e alguém lembrar dessa patifaria, coisa ruim pode acontecer. E quem ganha com isso? Ninguém! E quem perde? A cena ROCK inteira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra gente! Acorda! Vai competir com quem joga no mesmo time?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;PS: Se forem comentar, por favor, façam aqui no blog mesmo.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-8427002115540838690?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/8427002115540838690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/01/woodstock-bar-em-campinas-desrespeito-e.html#comment-form' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8427002115540838690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8427002115540838690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/01/woodstock-bar-em-campinas-desrespeito-e.html' title='Woodstock Bar em Campinas: DESRESPEITO E BAIRRISMO!'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S1y64Q8zBzI/AAAAAAAAAPU/sZMHJIuEGNM/s72-c/INSURE+NOW.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-7811576471078243260</id><published>2010-01-14T18:55:00.006-02:00</published><updated>2010-01-14T19:23:52.870-02:00</updated><title type='text'>My life story: Randy Blythe (Lamb of God)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-IMXFGutI/AAAAAAAAAOk/kS6xuOyRmFs/s1600-h/Revolver+Magazine.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-IMXFGutI/AAAAAAAAAOk/kS6xuOyRmFs/s320/Revolver+Magazine.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426705821939972818" /&gt;&lt;/a&gt;Li essa entrevista na edição de dezembro da revista americana Revolver e achei interessante traduzir. Quando eu fiz aquele artigo sobre o &lt;a href="http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/opiniao-sera-o-fim-das-revistas-de-rock.html"&gt;fim das revistas&lt;/a&gt; de Rock no Brasil, uma das minhas grandes preocupações era justamente não poder saber como e o quê o cara que faz a música que eu curto pensa! Essa entrevista, que faz parte da seção chamada “My life story”, é justamente isso: não tem nada perguntando do disco do &lt;a href="http://www.myspace.com/lambofgod"&gt;Lamb of God&lt;/a&gt;, da tour, da gravação etc. Só tem pergunta pessoal, ainda que seja voltada para o universo roqueiro. Nisso eu sei que o cara que berra lá, de fato, tem algo a dizer, que ele não é um tapado e que eu não venero um babaca (vide o lamentável costume de James Hetfield, do Metallica, em caçar ursos). É disso que eu sinto falta. Atualmente temos apenas a Roadie Crew como revista de Rock no Brasil, nem to contando a Rock Brigade, pois a qualidade caiu demais, e ela (a Roadie Crew) INFELIZMENTE é uma revista que escreve para uma massa bovina, com entrevistas superficiais, apenas sobre assuntos que não acrescentam nada na vida de qualquer ser pensante. Claro que há exceções, vide que o excelente redator Antonio Carlos Monteiro hoje integra o cast da revista, mas, em geral, a qualidade do material é fraca. Tudo bem, isso pode ser reflexo da (falta de) cultura do povo brasileiro, que não lê como deveria, mas isso já é assunto pra outro post. Segue o link e a tradução da entrevista. Aproveitem pra ver como uma revista de Rock pode ser muito interessante e legal. É disso que eu to falando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LINK: &lt;a href="http://www.revolvermag-digital.com/revolver/200912/"&gt;Revolver Magazine&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Dayal Patterson&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onde e quando você nasceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nasci em 21/02/71, em Fort Meade, Maryland. Nós morávamos em uma base militar e meu pai era da aeronáutica. Mas nós não ficamos lá por muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De que tipo de família você veio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Meus pais se separaram quando eu era jovem, mas isso foi uma coisa boa – não teve nenhuma treta por custódia de filhos ou coisa parecida. Eles eram ótimos pais, apenas não estava dando certo juntos. Quando eu estava na quarta série, me mudei para Virginia com meu pai e meus irmãos e nós vivemos lá por alguns anos na fazenda da minha avó. Era realmente muito legal. Meu pai trabalha pra caramba, então eu, junto com minha avó, meio que criamos meus irmãos mais novos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você era um bom irmão mais velho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu era super protetor. Eu fazia o máximo para ter certeza que eles faziam o dever de casa e ficassem longe de encrencas. Eu não fui sempre o melhor modelo de irmão, mas minhas intenções eram sempre boas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-Iz4u6LFI/AAAAAAAAAO0/6PXPgRzkZ1k/s1600-h/RBlythe.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-Iz4u6LFI/AAAAAAAAAO0/6PXPgRzkZ1k/s320/RBlythe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426706500988578898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Com o que você se parecia quando estava crescendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Descobri o mundo do Punk Rock quando estava na sexta série e, antes disso, eu tentava estar na onda de todo mundo. Eu tentava me encaixar em alguns grupos, mas eu era um nerd e minha família não tinha muito dinheiro. Quer dizer, nós não vivíamos num barraco ou coisa parecida, mas certamente não éramos ricos. Crianças podem ser bem cruéis se você não tem as roupas da moda e o que mais seja, porque eles, em sua maioria, foram criados por pais idiotas de “cabeça-fechada”, que os ensinaram a ser “idiotas de cabeça-fechada”. Então, eu tentava andar com todo mundo, exceto pessoas que não era amigáveis comigo. Eu nunca fui muito popular ou algo do tipo, então, quando eu entrei para o Punk Rock, foi tipo “fodam-se todos” e isso era uma maneira de me manter desse jeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De que modo você era um nerd?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cara, eu ainda sou um nerd! Eu ainda jogo RPG (Dungeons &amp; Dragons) e esse é ponto máximo que eu chego nessa! Eu nunca fui de fazer esportes. Eu até pratiquei luta por um tempinho. Mas eu não era aquele cara que jogava futebol americano. Eu era sempre aquele cara que estava lendo um livro. Eu trabalhava em um bar e eu me lembro que o bartender me disse uma vez: “Randy, se na biblioteca vendesse cerveja, nós nunca mais te veríamos.” Eu sempre estava como nariz enfiado em algum livro e ainda faço isso. Não entendo a vida sem os livros, é isso é que me acalma. É... RPG, livros, gibis, óculos grossos... Nada mudou mesmo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como você entrou no Punk Rock?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu estava na sexta série e naquele verão fui para um acampamento de estudos (nerd camp) que era para crianças “superdotadas e talentosas”. Eu gostava de música, mas até então só tinha acesso ao que tocava na rádio. Um cara chamado Jason me emprestou uma fita com o “Never Mind The Bolloks” dos Sex Pistols de um lado, e com Bob Marley do outro. Eu gostei do Bob Marley, ainda sou um grande fã de reggae, mas com os Pistols foi algo tipo: “Wow! É disso que eu to falando! Esses caras são realmente fodidos!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ser um punk não facilitava as coisas na hora de se encaixar em alguma turma?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Antes de você poder comprar sua casinha pré-fabricada de estilo gótico ou o seu primeiro uniforme punk rock por correio, você tinha que garimpar muito para descobrir bandas novas e boa música em geral. Não havia Internet, MySpace ou Amazom.com – conhecer bandas levava um tempo e era um passatempo bem legal. Eu sei que sôo como um velho amargurado, mas sinto falta disso nos dias de hoje. O Nirvana apareceu junto com o Green Day e de repente um monte de pirralhos nada a ver no mundo todo estavam pintando o cabelo de verde. Isso modificou o Underground profundamente. Antigamente, se você fosse ser o “freak” e quisesse se vestir como um “freak” você seria, de fato, tratado como um “freak”. Hoje isso ficou banalizado. (N. do R,: freak é “aberração” em Inglês).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Havia muitas tretas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Yeah, havia muitos conflitos e brigas. Conflitos verbais aconteciam o tempo todo, alguém estava sempre falando merda. As pessoas têm medo do que elas não conhecem... Infelizmente, a maioria dos seres humanos tem cabeça pequena, acredito. Comecei ir a shows com 14 ou 15 anos e conheci um monte de pessoas como eu. A principal razão que escolhi fazer faculdade em Richmond é que lá tinha uma grande cena musical. Eu costumava ir pra lá direto para ver shows. Me mudei pra lá com a desculpa de fazer a faculdade, mas na verdade foi pra sair de rolê e ir nos shows que rolavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você curtiu sua época de faculdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foi maravilhoso! Eu morei nos dormitórios da faculdade no primeiro ano, mas de algum modo eu mal ia para as aulas. Eu nunca terminei a facul – acho que ainda estou na lista de presença lá. Deve faltar uma matéria ou algo assim para eu fechar. Mas foi foda! Havia shows todas as noites durante a semana. Se não fosse num barzinho ou em algum clube, sempre havia em alguma festinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-HN-MWodI/AAAAAAAAAOU/UoGZojpZtKw/s1600-h/Randy+Blythe+morba.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-HN-MWodI/AAAAAAAAAOU/UoGZojpZtKw/s320/Randy+Blythe+morba.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426704750107599314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ter vivido em Richmond tem uma grande influência na sua personalidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todo mundo lá fazia música. Havia ótimas lojas de discos e livrarias e sempre tinha alguém fazendo algo interessante – escrevendo, pintando, esculpindo, fazendo zines. E todo mundo levava a sério o que fazia. Ninguém estava tentando ficar rico ou famoso com aquilo, apenas tentavam fazer a melhor arte que podiam. Era muito inspirador ver as pessoas fazerem o seu próprio lance, pensarem por si mesmas, não vivendo com extravagâncias e sendo perfeitamente tranqüilas com aquilo. Sendo felizes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Richmond é a cidade natal de muitas bandas respeitadas. Você tinha muito contato com esse pessoal das bandas, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Claro que eu vi o &lt;a href="www.myspace.com/gwarofficial"&gt;Gwar&lt;/a&gt; quando eu era adolescente e eles ainda são bons amigos meus até hoje. Quando eu vi eles pela primeira vez ao vivo eu ainda não conhecia os caras e fiquei tipo, “meu deus o que é isso?” Eles eram misteriosos pra mim, com as máscaras e tal, mas com o tempo você percebia que eles eram apenas os caras que você trombou no bar ou que viu trabalhando em empregos comuns. Eu vivia perto da casa do pessoal do &lt;a href="www.myspace.com/availrva"&gt;Avail&lt;/a&gt; – eles tinham vindo do norte do Estado (Virginia) e meio que construíram sua própria cena. Chegou num ponto que você não podia ser visto com eles em Richmond, pois você seria um “vendido”, então eles faziam suas próprias festas particulares em casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como você começou a cantar em bandas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu era amigo de todo mundo que tinha banda e tinha uma chamada “hose.got.cable”. De vez em quando eu brincava com eles, pois eu podia fazer a “Metal Voice”. Uma vez, um camarada meu do Burn The Priest (nome antigo do Lamb of God) disse, “você tem que tentar cantar na minha banda”, mas naquele tempo eu tava numas de viajar o país em trens de carga e morar em abrigos e acabei dizendo pra ele, “vou estar viajando durante o verão e quando eu voltar a gente conversa.” Eu voltei dois meses depois e, em uma noite que eu estava vendo eles tocarem eu disse pra minha então namorada: “Essa banda é fantástica. Essa é a banda que eu vou cantar!” Então eu tomei a decisão de estar em uma banda – eles não teriam escolha! Mas claro que eu não tinha a menor idéia que isso se tornaria a minha vida. Seria só mais uma coisa pra matar o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você nunca imaginou que a banda se tornaria grande?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nem fodendo, cara! Quando formamos a banda a intenção era apenas dar uns rolês juntos e tomar umas brejas. Talvez tocar em algum bar e, ocasionalmente, sair da cidade para alguns shows. Tudo foi acontecendo muito devagar e naturalmente pra nós. Isso faz uns 15 anos e a gente têm ralado todo santo dia desde então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Era difícil conciliar a vida de banda com a rotina da semana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cara, eu acabei de chegar de uma tour de seis semanas, não ganhei nenhum tostão nela e saí do ônibus direto para o restaurante onde trabalho, pois eu tenho contas a pagar. Mas era normal, todo mundo em Richmond fazia isso então não é algo do tipo, “nossa, que sacrifício.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tem sido difícil conciliar a vida em família com uma banda de sucesso como o Lamb of God?&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-JTyzbavI/AAAAAAAAAO8/Rl7OulwVGAw/s1600-h/Lamb%2Bof%2BGod%2BRandy%2BBlythe%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-JTyzbavI/AAAAAAAAAO8/Rl7OulwVGAw/s320/Lamb%2Bof%2BGod%2BRandy%2BBlythe%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426707049152735986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, é difícil. É como uma curva de aprendizado e estou aprendendo aos poucos, assim como minha esposa, eu acho. Nós acabamos de fazer uma tour mundial e eu estarei em casa só por três semanas antes de sair para outra tour. E ainda fico uma semana pra me acostumar com os horários e pra sair do jetlag. Minha esposa é muito, muito paciente comigo. Ela sabe que estou cansado, mas que ao mesmo tempo, logo que eu voltar da tour, meus amigos vão me chamar pra dar um rolê e minha família também vai querer passar um tempo comigo. Eu tento ao máximo passar um tempo tranqüilo com minha esposa, mas ainda assim acabo fazendo entrevistas e, além de tudo, fico procurando passar um tempo comigo mesmo. Então é bem difícil. Por sorte, as mulheres que eu e os caras da banda casamos são esposas excepcionais e estão com nós desde o tempo em que não éramos famosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apesar de todo o sucesso, você ainda é extremante franco nas respostas. Você sente que aquele adolescente punk ainda está dentro de você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, absolutamente! Com toda certeza do mundo! Eu mantenho essa atitude e não acho que há nada de errado nisso. Quando você tem 16 anos todo mundo é louco. Eu simplesmente só era mais louco que a maioria. Mas eu era louco de um jeito estúpido, porque moleques são estúpidos mesmo, né? Desculpe garotos, vocês são mesmo. Conforme fui ficando mais velho apenas fui percebendo com o que valia mais a pena ser louco. Há um monte de injustiça e coisas ruins acontecendo, e as pessoas certamente devem estar loucas. Aí está uma coisa que justifica a raiva e você não pode simplesmente deixar ela sair à toa. Esse é um dos problemas que eu acho que existe no mundo. As pessoas não são loucas, elas usam vendas o máximo que elas podem para se manter na zona de conforto e foda-se o resto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que tipo de coisa deixa o adulto Randy Blythe com raiva?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu acabei de voltar da Indonésia e vi a pobreza mais chocante de toda a minha vida. Lá você pode até alugar um bebê por dois dólares pra dar uma volta. Isso diz algo sobre a pobreza e os valores da existência humana. E isso acontece na maior parte do mundo. Em muitos lugares você não tem água potável ou eletricidade. Eu acho que as pessoas têm que perceber essa realidade e que há um monte de coisa a fazer para consertar o mundo. Eu fico simplesmente enojado com as pessoas que só pensam em si mesmas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-7811576471078243260?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/7811576471078243260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/01/my-life-story-randy-blythe-lamb-of-god.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7811576471078243260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7811576471078243260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2010/01/my-life-story-randy-blythe-lamb-of-god.html' title='My life story: Randy Blythe (Lamb of God)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/S0-IMXFGutI/AAAAAAAAAOk/kS6xuOyRmFs/s72-c/Revolver+Magazine.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-676256218535204411</id><published>2009-12-30T13:24:00.015-02:00</published><updated>2009-12-31T17:41:14.453-02:00</updated><title type='text'>Lançamentos de 2009 resenhados - Parte 2</title><content type='html'>É isso aí! Ainda em 2009! Último post do ano! Espero que gostem e que, principalmente, COMENTEM AQUI no blog! É, porque é o meu melhor termômetro pra saber se querem, ou não, me bater por conta das minhas opiniões (rs)! É isso! Obrigado a quem teve a paciência de nos acompanhar nestes primeiros meses! Um ótimo 2010, com muito Rock para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Slayer - World Painted Blood&lt;br /&gt;Nota: 7,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxO-fyXLI/AAAAAAAAANE/9kVb3R6nCAk/s1600-h/Slayer+World+Painted+Blood.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxO-fyXLI/AAAAAAAAANE/9kVb3R6nCAk/s320/Slayer+World+Painted+Blood.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421051078578953394" /&gt;&lt;/a&gt;Definitivamente este não é um caso de “amor à primeira ouvida”! Para uma banda como o Slayer, que todo mundo já sabe a história, quem eles são e do que são capazes, uma nota 7,5 é praticamente passar de ano raspando, com aquele cincão que o professor te deu por dó só pra não te deixar de “DP”. Que fique claro desde já: não é um disco ruim! Longe disso! Mas para quem já soltou um “Reign In Blood”, este WPB está bem abaixo da média. Ok, querer comparar com o clássico dos clássicos do Thrash Metal é até mancada, mas é que não consigo tirar da minha boca aquele gostinho de decepção ao ouvir este álbum. E olha que ele não sai do meu MP3 e eu já até comprei o CD pra coleção (rs)! Afinal, o que tem de “ruim” nesse play? Ele é forçado e, infelizmente não tem aquele punch desgracento característico do Slayer. O último que teve isso foi o “God Hates Us All”, de 2001. Pô, quem não tem vontade de dar porrada ao escutar “Payback”, por exemplo? Aqui não temos isso em nenhum som e, os mais porradas, como “Unit 731” e “Public Display of Dismemberment”, apesar de fodões, não empolgam tanto. O primeiro, aliás, tem uma intro que lembra bastante a “Necrophobic”. O problema é que, não se sabe o motivo, Dave Lombardo está lerdo em seu kit de batera. Claro, o “lerdo” desse cara ainda é muito rápido, mas, por exemplo, a velocidade máxima imprimida em qualquer faixa desse disco não pega uma “Dittohead” ou a própria “Necrophobic”. Outra referência ao passado aparece em “Snuff” (algo como “fungada” ou “baforada”, em Inglês), que tem o início com aquele solo “torto” do Jeff Hannemann, lembrando muito a “Captor of Sin”. Temos também alguns sons mais lentos, como “Human Strain” e “Beauty Through Order” que, pra mim, estariam muito bem no “Diabulos in Musica”. As melhores do play são “World Painted Blood”, “Hate Worldwide” e “Psychopathy Red”. A primeira é um Thrash com andamento devagar (!!!), mas possui alguns riffs bem legais e diferentes do que o Slayer costuma fazer, sem contar que o final lembra (de novo uma referência ao passado!) o final de “Angel of Death”. A segunda é um som rápido, curto e grosso, com solos legais e uma base bem marcada. A terceira, a melhor de todas, além de uma produção superior, é a que mais passa aquele sentimento de querer dar porrada como em “Payback”, sem contar que o refrão tem um riff que lembra (mais uma vez!) sons como “Hell Awaits” ou “Postmortem”. Outro fator que pesa negativamente é o timbre das guitarras. Ele está seco demais, com pouca distorção, lembrando algo na linha do AC/DC. Isso, com as palhetadas rápidas de Kerry King e Jeff Hannemann, deixa muitos buracos e tira o peso do som, contando ainda com o fator “ausência do baixo”, sempre “presente” nos discos do Slayer. Em suma, é um disco bom, mas ainda assim, muito aquém se ele for tratado (e deve ser) como uma obra do Slayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lamb of God - Wrath&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxfSu02hI/AAAAAAAAANM/347PS-bVHuE/s1600-h/lambofgodwrath.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxfSu02hI/AAAAAAAAANM/347PS-bVHuE/s320/lambofgodwrath.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421051358888647186" /&gt;&lt;/a&gt;Quem não se lembra daquele vídeo de “Black Label” ao vivo no Hellfest 2003, numa tenda em um daqueles festivais undergrounds americanos? Esse vídeo foi a “escola” dos movimentos que vemos em qualquer moshpit hoje em dia! Além disso, ele trazia uma banda até então desconhecida, mas muito boa, com um vocalista malvadão, dois guitarristas com uma pegada absurda e presença de palco idem, e um batera que poderia muito bem ministrar workshops em qualquer conservatório de música do mundo. O nome era estranho, Lamb of God, mas mesmo assim pegou! Hoje, pra mim, esses caras estão suprindo muito bem o vácuo que o Pantera deixou na cena! E não digo isso só pelo timbre e presença de palco do insano vocalista Randy Blythe, que lembra muito Phil Anselmo, mas também pelo incrível groove e peso que eles empregam em seu som, assim como a banda o saudoso Dimebag fazia com primor. Mesmo completando 20 anos de estrada agora em 2010, e depois de lançarem dois discos de sucesso na cena, “Ashes of the Wake” e “Sacrament”, ele ainda demonstram um pique de “iniciante” incrível neste “Wrath”, um disco que faz jus ao nome. “Ira” é tudo o que encontramos aqui, mas de maneira muito bem elaborada, com riffs ainda mais trampados e perfeitos pra bater cabeça, solos de deixar os guitarristas do Iron Maiden orgulhosos e vocais cavernosos! Tudo envolvido por um peso absurdo de uma timbragem bem grave, porém muito bem definida pela ótima produção de Josh Wilbur. O play começa a intro “The Passing”, que resgata aquela tradição dos discos oitentistas de Thrash Metal com dedilhados e lindos solos dobrados de guitarra, para cair na pancadaria desgracenta de “In Your Words”, que entra com um riff martelado e explode em seguida num berro “assusta-criancinha” de Blythe. A partir daí é só porrada, com os dois singles “Set To Fail” (que blast beat coeso!) e “Contractor” (deliciosamente inconsequente). Lembra que eu falei de solos de guitarra? Eles não eram tão presentes na música do “Cordeiro de Deus” até então, mas nesse disco, Mark Morton e Willie Adler resolveram mostrar que não passaram a adolescência praticando guitarra à toa! Escute os de “Everything To Nothing” e “Choke Sermon” pra entender o que digo! Aliás, o solo da primeira tem uma passagem que me lembra a vinheta de abertura do Globo Repórter (rs)! Não foi à toa que este play estreou em 2º lugar na Billboard! Confira ele na íntegra no &lt;a href="http://www.myspace.com/lambofgod"&gt;MySpace&lt;/a&gt; dos caras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Killswicth Engage - Killswitch Engage&lt;br /&gt;Nota: 6,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxqGh0g6I/AAAAAAAAANU/_B3AgMC-bXI/s1600-h/killswitchengage2009album-300x300.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxqGh0g6I/AAAAAAAAANU/_B3AgMC-bXI/s320/killswitchengage2009album-300x300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421051544591434658" /&gt;&lt;/a&gt;Quem me conhece sabe que nunca fui fã do KSE. Mas mesmo assim sempre admirei os breakdowns e as guitarras dobradas bem trampadas que esses americanos sempre colocam em sua música. O ponto que fez eu nunca virar fã deles é a aquela formulinha que eles seguem em insistir disco após disco, talvez por achar que isso faz parte de um estilo novo que supostamente eles estariam criando. Eis a fórmula: “a gente começa a música no arregaço, com guitarras dobradas, bumbo duplo, vocal urrado-assusta-criancinha e aí, quando chegarmos no refrão, toda a destruição descamba pra melodia mais bela que pudermos fazer.” Assim eles forjaram a sua carreira de sucesso! É, mas chega uma hora que repetição enche o saco até de masoquista e, como toda banda sempre tem um disco ruim na carreira, creio que este é o dito cujo do KSE. A questão é que o KSE sempre circulou no meio do Metal devido às partes pesadas de sua música. Normalmente os ouvintes casuais da banda “aturavam” essas melodias empregadas nos refrãos e deixavam a parte pesada “compensar”. Só que nesse auto-intitulado play eles extrapolaram nos elementos melódicos e nas partes lentas, criando um disco bem pop e chorão, ainda que com guitarras pesadas. Claro, há sons excelentes, como “Take Me Away” e “The Forgotten”,com todos os elementos característicos que consagraram a banda. Este primeiro, inclusive começa com guitarras de dar orgulho a Adrian Smith e Dave Murray e tem uma melodia no refrão que você pode colocar pra jantar com sua mulher sem parecer piegas. Mas ao lado disso tem as melodias mais chorosas e os momentos mais “emo” do KSE, como “Starting Over”, onde nem mesmo a levada cavalgada a lá “The Trooper” salva o caldo. Esses momentos do disco me fazem crer ainda mais na teoria de que quem participa e apóia essa tal cena do “metalcore” são os órfãos da primeira leva do “emo”, que se utilizava do poppy punk (ou Hardcore melódico se assim faz-se entender melhor) na primeira metade da década. Hoje em dia, esse pessoal evoluiu como instrumentista e faz o tal do “metalcore” como forma de expressão, já que ele usa elementos pesados pra mascarar a choradeira do pano de fundo. O legal é que modinhas sempre morrem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kiss - Sonic Boom&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sztx44678QI/AAAAAAAAANc/revzNvpyxmQ/s1600-h/Kiss-Sonicboom1-250x249.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sztx44678QI/AAAAAAAAANc/revzNvpyxmQ/s320/Kiss-Sonicboom1-250x249.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421051798636720386" /&gt;&lt;/a&gt;A banda mais marqueteira do mundo voltou em grande estilo! Esse “Sonic Boom” lembra os melhores momentos dos mascarados e pode ser colocado ao lado dos clássicos que eles fizeram na década de 70 sem que isso soe como uma profanação! Imaginem se o “Destroyer” ou o “Hotter Than Hell” (meu favorito) tivessem uma produção com os recursos tecnológicos de hoje? Seria algo bem próximo deste play! É aquele Hard Rock rasteiro, malandro e festeiro que só Gene Simmons e Paul Stanley sabem fazer quando se propõem! Junta-se isso com a competência de músicos como Eric Singer e Tommy Thayer e tem-se um disco gostoso de ouvir, com músicas de puro Rock n’ Roll, como o próprio Gene avisou antes do lançamento! Pegue a música de abertura e primeiro single Modern Day Delilah, por exemplo, e você vai ter uma boa amostra de como fazer um Rock n’ Roll pesado e moderno, mas que é ao mesmo tempo uma música com aquele groove setentista que só o Kiss tinha! O resto do play é pura festa! Os vocais de Stanley estão vigorosos como sempre! O baixo de Gene está gorduroso e pesado como o Deus do Trovão! Thayer faz solos no melhor estilo Ace Frehley, mas sem conseguir disfarçar sua técnica apurada latente! Singer segue sólido como uma rocha na batera! Nem mesmo os momentos “vamos-fazer-um-som-pra-pegar-mulher”, como o corinho a lá “God Gave Rock n’ Roll To You” em “Stand” estragam a obra, porque, como já disse: esse disco é pura festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Massacration - Good Blood Headbanguers&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyHNNvJnI/AAAAAAAAANk/pytt0finduo/s1600-h/Massacration.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyHNNvJnI/AAAAAAAAANk/pytt0finduo/s320/Massacration.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421052044602451570" /&gt;&lt;/a&gt;Eles voltaram! Quem não gosta da piada, que pule esta resenha, porque eles estão ainda melhores! Absolutamente tudo que fez o Massacration a banda mais amada e odiada do Brasil está presente nesse Good Blood Headbanguers (com “guers” mesmo), só que ainda mais extremado. Os fãs de bandas com a “postura Manowar” certamente ficarão com as cabeleiras ainda mais de pé e criticarão sem piedade! Mas, quem já é crescidinho e entende a proposta, certamente estará diante de um dos melhores plays de metal tradicional já produzidos por brasileiros, sem desmerecer nenhuma outra banda! A produção do tarimbadasso parça do Bruce Dickinson Roy Z deixou a timbragem dos instrumentos simplesmente mortal! As guitarras estão absurdamente pesadas sem precisar utilizar o recurso da afinação mais baixa. Nos solos, Roy Z deixou um timbre muito, mas muito oitentista, cheio de delays e reverbs. Escute o da balada “The Bull” e você vai ser transportado direto para o clipe de “One Track Mind” do Motorhead! Essa balada, primeira da banda, aliás, é o melhor som, disparado, tanto no quesito “piada”, como no quesito “som”. Todos os clichês do Heavy Metal estão aqui da melhor e mais cativante forma, que qualquer headbanger (com “ger” mesmo...rs), se souber relevar a piada, baterá cabeça sem dó ao ouvi-la. Tem o dedilhado, a narração com voz profunda, os gritos agudássos, os riffs cortantes. Enfim, tudo o que uma boa canção de Heavy Metal deveria ter e as bandas de hoje parecem ter esquecido como fazer. Tem uma menção à infância nos 80’s em “The Mummy”, com o “tumba-la-catumba-tumba-ta” da Vovó Mafalda! Tem também uma homenagem aos mestres no riff de “The Big Heavy Metal” que remete muito à “Iron Man” daquela banda que vocês conhecem muito bem. Nem preciso falar que nas letras eles se superam, pois, sinceramente, eles poderiam cantar em russo aqui, que esse play ainda seria fodasso! Uma vez eu li um entrevista do Pompeu, do Korzus, dizendo que apesar de boa banda, o Massacration tomava espaço de bandas que estão há anos na estrada fazendo um trabalho sério. Mas, puxa, Heavy Metal também é entretenimento e, com esses malucos aqui, isso é garantia certa da melhor das diversões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alice In Chains - Black Gives Way To Blue&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyNv3Eu-I/AAAAAAAAANs/ouORqx3SWGo/s1600-h/AIC.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyNv3Eu-I/AAAAAAAAANs/ouORqx3SWGo/s320/AIC.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421052156981853154" /&gt;&lt;/a&gt;Como é que você marca a reunião de sua banda após mais de dez anos e ainda sem o carismático vocalista original, que morreu de overdose? Loucura, né? Mas tem gente que faz dar certo, igual nosso amigo Jerry Cantrell. Primeiro, ele arrumou um vocalista substituto à altura (ou seria um “copiador” à altura?) de Layne Staley, William DuVall. Depois compôs o material mais pesado e mais parecido com os discos que catapultaram a banda como uma das melhores dos anos 90. Tendo tudo isso, aliado à sua habilidade musical e à de parceiros como Mike Inez (B) e Sean Kinney (D), não tem como dar errado! E não deu! O AIC acertou em cheios neste “Black Gives Ways To Blue”. As músicas continuam com aquele clima soturno, mas têm o acento pop necessário para não virar uma chatisse. Fora o peso descomunal que Cantrell impõe nas seis cordas. O primeio single, “Check My Brain”, e a seguinte, “Last Of My Kind”, tem um quê de Black Sabbath muito gostoso de saborear. Não é nem necessário falar dos solos, já que é Cantrell no comando das guitas! Também tem ótimas baladas, como “Your Decision”, onde a voz principal é feita pelo guitarrista. Claro! Experiente como sempre, Jerry Cantrell põe sua voz em todas as músicas, como meio de “camuflar” qualquer desconfiança sobre DuVall e deixar o som com a cara de AIC. Mas, vendo vídeos ao vivo no You Tube, Duvall não faz feio nem nas músicas antigas e é praticamente um ex-vocalista de banda cover do AIC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Claustrofobia - I See Red&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyefoTNVI/AAAAAAAAAN0/sxCn97TqRHI/s1600-h/claustro.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyefoTNVI/AAAAAAAAAN0/sxCn97TqRHI/s320/claustro.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421052444682696018" /&gt;&lt;/a&gt;Acho que não tem banda mais famosa que tenha saído das seções de demo das revistas de Rock do Brasil. Sem contar que eles têm em média 26 ou 27 anos de idade e a banda já existe há uns 15 anos (!!!). Neste “I See Red” (algo como “sangue-no-zóio”) o Claustrofobia segue com seu legado de brutalidade em 13 novos sons e mais dois covers. Apesar de tão esmagador quanto o disco anterior, “Fulminant”, o “I See Red” mostra que o grupo está pendendo mais pro Thrash Metal e se distanciando um pouco o Death Metal. Os blast-beats diminuíram, mas a velocidade empregada continua absurda. Caio D’Angelo, apesar de ser baixinho e pouca gente dar alguma coisa pra ele, é um monstro na batera, um dos melhores do Brasil. O mais rápido já acho com certeza, já que não acho blast-beat algo necessariamente rápido, sem contar que é mais fácil de fazer do que agüentar levar uma música tipo Slayer por mais de cinco minutos. O melhor som do play é, sem dúvidas, “Don’t Kill The Future”. Um verdadeiro míssel thrash, nem tão rápido, mas com uma levada foda, de tão empolgante! E os riffs então, estão cada vez mais técnicos! O legal do Claustrofobia é que eles são cabeça-aberta e não fazem a mínima questão de esconder suas influencias Hardcore, dando uma pitada de brutalidade a mais no play. Ah, os dois covers? “Beneath The Remains”, do Sepultura, e “Filha da Puta”, do Ultraje a Rigor, em versões fantásticas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Heaven &amp; Hell - The Devil You Know&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztymslyupI/AAAAAAAAAN8/pNdqZcZ3ogo/s1600-h/HeavenAndHellTheDevilYouKnow2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztymslyupI/AAAAAAAAAN8/pNdqZcZ3ogo/s320/HeavenAndHellTheDevilYouKnow2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421052585600793234" /&gt;&lt;/a&gt;Puta merda! Não tem nem o que falar de uma banda com essa formação! Acho que todo mundo já ouviu esse play e todo mundo sabe que ele é tão foda quando o “Heaven &amp; Hell”, ou o “Mob Rules”, ou o “Dehumanizer”, né? Tony Iommi continua o mestre supremo na arte de fazer riffs pesadíssimos, sombrios e cortantes! É só escutar “Fear” ou “Bible Black” pra constatar que ele não se estagnou e continua criando riffs como se o Black Sabbath, ou melhor, o Earth tivesse começado ontem! Vinnie Appice é sólido como uma rocha e dá todo o pano de fundo necessário para o peso da banda. Geezer Butler também é um dos tiozãos mais foda do mundo, com linhas de baixo pesadíssimas e na composição de alguns dos melhores riffs! E o Dio não teria outro sobrenome em italiano, senão esse de “DEUS”! Quem me dera chegar na idade desses senhores e ainda ter culhões pra fazer um som pesado desses com essa classe e categoria! Eles são foda! Por que nota “8,0” e não “10”? Porque mesmo com tudo isso, acho que ainda faltou aquela coisa que todo clássico do Metal tem. Talvez com o tempo ele vire o tal clássico, mas por enquanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mike “Cyco” Muir - Year Of The Cycos&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyvYj4bII/AAAAAAAAAOE/3nNxeeWlT2A/s1600-h/Year+of+the+Cycos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztyvYj4bII/AAAAAAAAAOE/3nNxeeWlT2A/s320/Year+of+the+Cycos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421052734842891394" /&gt;&lt;/a&gt;Ué? Mas não é o novo do Suicidal Tendencies? Não! Trata-se de um disco novo que tem músicas de TODOS os projetos do Mike Muir. Ou seja, temos sons do Suicidal Tendencies, do Infectious Grooves, do Cyco Miko e do No Mercy! Tudo som novo, com as novas formações! É até difícil de resenhar, já que o estilo das bandas difere bastante, apesar de ter sempre a mesma pegada e o mesmo vocal. Dos sons do Suicidal vale destacar “Come Alive”, que tem até clipe, e “Cyco Side Of The Brain”, com um puta groovão funkeado, que não sei como ele não gravou isso como IG. Também tem uma versão ao vivo de “Cyco Vision” muito matadora. Só quem já viu sabe como Mr. Muir e sua(s) banda(s) é foda ao vivo! Legal que com o Cyco Miko ele regravou “Two Wrongs Don't Make a Right (But They Make Me Feel A Whole Lot Better)” do “Join The Army”, clássico de 1987 do Suicidal! E ficou melhor que a original! Que aula de HC é esse som! E com o IG ele continua dischavando, mostrando pro mundo como se faz o melhor dos funks! De qualquer forma, seria mais legal se viessem quatro full lenghts das bandas! Nem queria mais nada, né (rs)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-676256218535204411?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/676256218535204411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/lancamentos-de-2009-resenhados-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/676256218535204411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/676256218535204411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/lancamentos-de-2009-resenhados-parte-2.html' title='Lançamentos de 2009 resenhados - Parte 2'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SztxO-fyXLI/AAAAAAAAANE/9kVb3R6nCAk/s72-c/Slayer+World+Painted+Blood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-327117306129336855</id><published>2009-12-23T18:57:00.001-02:00</published><updated>2009-12-23T19:04:28.065-02:00</updated><title type='text'>Um banquete no camarim do Metallica!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SzKFwFFbtsI/AAAAAAAAAM8/Lz_7V3JGn1E/s1600-h/Metallica+Dressing+Room.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SzKFwFFbtsI/AAAAAAAAAM8/Lz_7V3JGn1E/s320/Metallica+Dressing+Room.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418540362725308098" /&gt;&lt;/a&gt;Depois ainda perguntam por que existem tantas bandas por aí! Quem não ia querer ter um emprego desses: você toca nos melhores lugares, por ter a mulher que quiser para uma única noite de sexo (os solteiros, é claro! rs), tem patrocínio dos melhores instrumentos, se hospeda em hotéis 5 estrelas, tem assessores, roadies pra trocar a corda da sua guitarra (quem me conhece sabe que é meu sonho...rs), pode quebrar tudo que a produção do show se responsabiliza pela conta (os caras do Pantera eram os mestres nisso), ou você mesmo pode se dar esse luxo, e, por fim, pode fazer as exigências de camarim mais incríveis e exorbitantes para seu camarim!&lt;br /&gt;Eu me lembro muito bem da uma parte do vídeo “One year and a half in the life of Metallica” onde Mr. James Hetfield tira o maior sarro das exigências de camarim do Axl Rose, quando sua banda excursionou com o Guns n’ Roses. Ele falou do champagne, do mel “to sing like this” e dos frangos que o Axl pedia em sua enorme lista, pra depois jogar ela no chão e pisar em cima. Acho que hoje em dia ele já percebeu que o mundo dá muitas voltas...&lt;br /&gt;Eis que, às vésperas da banda tocar no Brasil, aparece na Internet a lista de exigências de camarim da atual turnê deles. Qual foi minha surpresa? A lista é tão extravagante quanto àquela mesma que Hetfield pisou em 1992! Tem tanta coisa aqui que você imagina que se eles consumirem isso antes do show, certamente morrerão de congestão estomacal! Na certa eles devem odiar comida de hotel e deixarão pra jantar (junto com toda sua família, crew, amigos e convidados) no camarim, ou eles devem enviar tudo para suas casas após o show, para que suas esposas não precisem fazer o supermercado do mês (rs)! Eu imagino o coitado do funcionário da produtora dos shows no Brasil que terá que correr atrás de tudo isso nos supermercados daqui. O cara vai precisar de um caminhão pra trazer tudo! A grande surpresa é a pouca quantidade de bebida alcoólica pedida, reflexo da reabilitação do James, certamente.&lt;br /&gt;A lista completa está abaixo e fala por si. Eu tinha encontrado ela em Inglês e, posteriormente, a traduziria aqui, mas acabei achando uma tradução do colunista Roger Lerina, do jornal gaúcho Zero Hora. Só mudei algumas coisinhas na tradução dele...&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;METALLICA DRESSING ROOM CATERING RIDER&lt;br /&gt;(Guia de abastecimento do camarim do Metallica)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas os ítens a seguir devem estar no camarim aproximadamente quatro horas antes do início do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alimentos orgânicos podem ser encontrados em lojas como Whole Foods, Wild Oats ou qualquer outro bom ponto-de-venda de produtos saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós sabemos que esta lista é extensa e complexa, agradecemos sua ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 2 coolers contendo 25 kg de gelo limpo e consumível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, providencie as seguintes bebidas, nós as colocaremos em nosso refrigerador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 12 latas de refrigerante tipo cola (6 light) &lt;br /&gt;• 6 latas de refrigerantes &lt;br /&gt;• 6 latas de energético &lt;br /&gt;• 6 latas de energético sem açúcar &lt;br /&gt;• 18 garrafas de 500 ml de água mineral com gás (em garrafas plásticas, por favor)&lt;br /&gt;• 2 litros de leite desnatado&lt;br /&gt;• 2 litros de leite de soja não-adoçado e fortificado com vitaminas&lt;br /&gt;• 12 porções de 500 ml de suco de laranja (não feito com concentrado)&lt;br /&gt;• 2 litros de suco ORGÂNICO de maçã&lt;br /&gt;• 12 garrafas ou latas de uma boa cerveja local&lt;br /&gt;• Por favor deixe em temperatura ambiente&lt;br /&gt;• 48 garrafas de 500 ml de aguá mineral (não da marca Evian, por favor)&lt;br /&gt;• 9 garrafas de 1,5 litros de água mineral (não da marca Evian, por favor) &lt;br /&gt;• 12 garrafas de 500 ml de Gatorade Lima Limão (também conhecido por Citrus)&lt;br /&gt;• 6 garrafas de 500 ml de Gatorade Tropical (também conhecido com Red Orange ou Fruit Punch) &lt;br /&gt;• 1 garrafa de 750 ml de Vodka Absolut &lt;br /&gt;• 3 garrafas de um bom vinho italiano seco ou Pinot Noir francês (de 15 a 20 euros) &lt;br /&gt;• 1 garrafa de um bom vinho francês seco Chardonnay (de 15 a 20 euros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, faça todas as bandejas com porção para 8 pessoas. Espaço é importante então, por favor, faça-as pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 1 bandeja de frios para oito pessoas incluindo presunto fatiado, salame fatiado e peito de peru fatiado (não coloque outra carne ou queijo nessa bandeja – obrigado) &lt;br /&gt;• 1 bandeja com alface, tomate e cebola fatiados para sanduíche &lt;br /&gt;• 1 bandeja com queijos provolone, suíço e cheddar fatiados para sanduíche &lt;br /&gt;• 1 bandeja de queijos incluindo Brie, Gouda, Cheddar e um a sua escolha. Por favor, deixe-os inteiros. &lt;br /&gt;• 1 bandeja de vegetais frescos com pepinos, cenouras, aipo, pimentas vermelhas, azeitonas e picles. &lt;br /&gt;• 1 tigela pequena de húmus com fatias de pão integral [N.T.: húmus é uma pasta de grão-de-bico com gergelim e outros temperos, típica da cozinha mediterrânea] &lt;br /&gt;• 4 iogurtes desnatados (de preferência sabor baunilha) &lt;br /&gt;• 4 iogurtes gregos desnatados [N.T.: um tipo de iogurte mais espesso, similar a nata] &lt;br /&gt;• 1 pote de molho picante &lt;br /&gt;• 1 pote pequeno de maionese &lt;br /&gt;• 1 pote pequeno de mostarda Dijon &lt;br /&gt;• 1 pote de picles &lt;br /&gt;• 1 tigela pequena de queijo parmesão &lt;br /&gt;• 1 tablete de manteiga &lt;br /&gt;• 1 tigela para 4 pessoas de salada verde (sem temperos) &lt;br /&gt;• 2 sacos de ervilhas congeladas (por favor mantenha congeladas) &lt;br /&gt;• 1 kg de filé mignon CRU (por favor, mantenha cru e não cozinhe – obrigado) &lt;br /&gt;• 1 tigela de frutas com 4 maçãs verdes, 4 maçãs vermelhas, 4 pêras, 4 laranjas, 18 bananas, 1 manga, 1 mamão, 2 abacates, 2 pêssegos, 6 limas e 4 limões (inteiros e lavados) &lt;br /&gt;• 4 porções de Blueberries (N.do R.: frutinha vermelha européia), se não for possível, por favor morangos (por favor lave e deixe na embalagem) &lt;br /&gt;• 2 porções de framboesas (por favor lave e deixe na embalagem) &lt;br /&gt;• 1 pão de fôrma fatiado multi-grãos e 1 pão de fôrma branco (para sanduíche) (por favor deixe na embalagem) &lt;br /&gt;• 1 pacote de pães de cachorro-quente integrais (por favor deixe na embalagem) &lt;br /&gt;• 1 pacote de salgadinho Tortilla Chips [Doritos] (por favor deixe no pacote – não abra) &lt;br /&gt;• 2 pacotes de batas chips (por favor deixe no pacote – não abra) &lt;br /&gt;• 1 pacote de petiscos (nozes e passas) (por favor deixe no pacote – não abra) &lt;br /&gt;• 1 barra de chocolate suíço &lt;br /&gt;• 1 garrafa squeeze com mel (N. do R.: imaginem encher um squeeze com mel! rs)&lt;br /&gt;• 20 pacotes de açúcar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comidas quentes – para antes de show (horário a ser definido no dia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, sirva o suficiente para 8 pessoas em buffet aquecido (acredito que 3 buffets com cada item é o melhor já que espaço é importante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser os mesmos ítens servidos para a equipe do Metallica (LOUÇAS NÃO DEVEM CONTER NENHUM ÁLCOOL).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 1 prato de entrada de carne bovina ou suína&lt;br /&gt;• 1 prato de entrada de carne de frango&lt;br /&gt;• 1 prato de entrada VEGAN (nada lácteo, peixe ou carne) &lt;br /&gt;• 1 pacote de cachorros-quentes de tofu (cozidos e servidos em água) &lt;br /&gt;• Purê de batatas&lt;br /&gt;• Vegetais (por favor, escolha entre brócolis, ervilhas, aspargos, couve-flor, milho, cenoura ou vagem)&lt;br /&gt;• Espaguete ou macarrão a sua escolha (por favor, misture azeite para que fique solta)&lt;br /&gt;• Molho de carne (bolonhesa)&lt;br /&gt;• Molho marinara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, forneça os talheres adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utensílios e Condimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 4 toalhas de mesa &lt;br /&gt;• 2 toalhas de mesa extras &lt;br /&gt;• 75 copos plásticos de 500 ml &lt;br /&gt;• 20 copos para café de papel (não de isopor, por favor)&lt;br /&gt;• 2 rolos de papel toalha de alta qualidade &lt;br /&gt;• 2 caixas de lenços (de formato cúbico se possível) (N. do R.: alguém já viu uma caixa em formado de bola?)&lt;br /&gt;• 1 pacote de guardanapos &lt;br /&gt;• 20 pratos em cerâmica&lt;br /&gt;• 10 tigelas em cerâmica&lt;br /&gt;• 20 garfos, colheres e facas (não de plástico)&lt;br /&gt;• 8 taças de vinho &lt;br /&gt;• 10 canecas cerâmicas para café (canecas, por favor, não copos - obrigado)&lt;br /&gt;• 1 galheteiro com sal e pimenta &lt;br /&gt;• 1 tábua de cortar &lt;br /&gt;• 1 faca afiada &lt;br /&gt;• 1 faca para queijos &lt;br /&gt;• 2 abridores de garrafa &lt;br /&gt;• 2 saca-rolhas &lt;br /&gt;• 3 bacias para louça suja (sim precisamos de 3, por favor)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-327117306129336855?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/327117306129336855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/um-banquete-no-camarim-do-metallica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/327117306129336855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/327117306129336855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/um-banquete-no-camarim-do-metallica.html' title='Um banquete no camarim do Metallica!'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SzKFwFFbtsI/AAAAAAAAAM8/Lz_7V3JGn1E/s72-c/Metallica+Dressing+Room.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-663934463170076941</id><published>2009-12-07T22:37:00.006-02:00</published><updated>2009-12-07T23:05:57.976-02:00</updated><title type='text'>OPINIÃO: Será o fim das revistas de Rock?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2hIsSPSVI/AAAAAAAAAM0/FEq0QY2Yk5I/s1600-h/001.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 290px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2hIsSPSVI/AAAAAAAAAM0/FEq0QY2Yk5I/s400/001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412659497867888978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Texto publicado no blog &lt;a href="http://thehardways.blogspot.com"&gt;The Hard Ways&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido de demissão do redator Thiago Sarkis da revista Roadie Crew em fevereiro deste ano me deu um frio na espinha. A notícia soaria normal se não fosse uma lavação de roupa suja promovida por alguns membros remanescentes do staff da revista no orkut, após o anúncio de despedida do redator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci lendo, ou melhor, devorando todas as revistas de rock que existiam no Brasil na década de 90: Rock Brigade, Metal Head, a própria Roadie Crew (que pintou como revista mesmo só em 1998), Valhalla, Rock Press, ShowBizz e algumas outras “tentativas de revista”. Elas, por mais patético que pareça, influenciaram um adolescente de 17 anos, que não sabia que curso fazer na universidade, a escolher o Jornalismo, com a ilusão de um dia integrar o cast delas, entrevistando todos os ídolos e vendo todos os shows de graça! Aí a vida chega forte, todos os sonhos caem por terra, o adolescente acorda, desiste do sonho e, paralelo a isso, as próprias revistas de rock definham!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra falar a verdade, apenas três revistas me interessavam de verdade: Rock Brigade, Valhalla e Roadie Crew. A primeira que caiu foi a Valhalla, por motivos financeiros! Mesmo uma parceria com a revista gringa Rock Hard não foi suficiente pra segurar as pontas. Isso tudo depois da era da internet, onde tudo pode ser lido quase que ao vivo e as revistas perderam as oportunidades de dar “furos” e passar informações inéditas em primeira mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois acontece minha maior decepção: a Rock Brigade, não sei por que até hoje, demite, ou tem demitida, toda a sua redação (Antonio Carlos Monteiro, Fernando Souza Filho e Ricardo Franzin, praticamente meus heróis na profissão) e contrata um bando de jovens sem a mínima noção jornalismo. A qualidade da revista caiu assustadoramente e, como se não bastasse, a revista parou de circular em bancas, sendo vendida apenas pela internet. Juro que fiquei de cara um tempão por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tive que “engolir” a Roadie Crew, como única salvadora da pátria! Não que a revista seja ruim. Não é! Mas sempre achei os textos dela muito burocráticos e com pautas muito repetidas. Sempre que alguma banda lança um disco, a ordem da pauta pra entrevista é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- como foi o processo de composição;&lt;br /&gt;- como foi o trabalho com o produtor;&lt;br /&gt;- como tem sido a recepção das músicas nos shows e as vendagens;&lt;br /&gt;- quando vocês vão tocar no Brasil;&lt;br /&gt;- deixe um recado para seus fãs brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que eles devem ter essa pauta genérica pronta pra todas as entrevistas! E meu, quem compra uma revista de rock quer, num primeiro momento, saber como pensa o seu ídolo, como ele age etc. Que se foda como foi feito o disco! Isso ele mesmo pode escrever no site da banda dele, sem contar que muitas bandas hoje em dia já fazem vídeos “making of” onde mostram tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar que todas as respostas pra essa pautinha são sempre as mesmas: “esse é nosso melhor disco, o produtor soube extrair tudo de nós, os fãs têm adorados as músicas novas nos shows, as vendagens estão ótimas, pretendemos tocar em breve no Brasil e nós amamos vocês, brasileiros, e estamos doidos pra ir aí tocar, beber caipirinha e foder suas mulheres.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, ainda curto muito o trabalho do Antonio Carlos Monteiro, que, depois que saiu da Brigade, tem “colaborado” com a Roadie Crew. Ele, assim como seus ex-companheiros, tem a malícia, a irreverência e a inteligência para transformar qualquer entrevistinha com qualquer bandinha mixuruca em uma verdadeira aula de extração de respostas e “prendimento” do leitor! Nada na Brigade dos bons tempos era burocrático! Eles cutucavam a ferida do artista quando era preciso, sem dó, nem piedade! E perguntavam coisas que você poderia traçar um perfil do modo de pensar do entrevistado, cumprindo assim o papel da revista, jornalisticamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok! Beleza! Vamos dar uma chance pra Roadie Crew, pois às vezes eles se superam e fazem entrevistas legais.” Eu pensava assim. Aí hoje, vendo a comunidade da revista no orkut me deparo com a “despedida” do redator Thiago Sarkis e com uma lavação de roupa suja no orkut. Não que o Thiago era o redator mais fodão da revista e tals. Nem é isso! Ele é ótimo, faz boas entrevistas e se supera às vezes (não chega aos pés do staff da antiga Brigade, mas dá pra levar). Mas isso mostra que tem incríveis tretas na redação da revista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o povo tem trabalhado lá com a faca nos dentes e com a mão no pino da granada! Isso me dá a impressão que tudo pode acabar a qualquer momento! Que os caras da revista podem brigar, por dinheiro, por ego, por diferenças e, a qualquer hora, posso ficar sem nenhuma revista de rock pra ler, por mais fútil que isso pareça ao resto do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me preocupa! Me chateia! Me desanima! E cá fico eu a ler cada vez mais blogs e acessar sites sobre música. Ah, mas isso, sem saber o perfil dos caras que fazem a música que eu idolatro! Seria até um possível fim dos meus ídolos na música? Como que eu vou curtir o cara se eu não sei o que ele pensa. Vou ficar só com a música mesmo? Que medo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-663934463170076941?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/663934463170076941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/opiniao-sera-o-fim-das-revistas-de-rock.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/663934463170076941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/663934463170076941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/opiniao-sera-o-fim-das-revistas-de-rock.html' title='OPINIÃO: Será o fim das revistas de Rock?'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2hIsSPSVI/AAAAAAAAAM0/FEq0QY2Yk5I/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-4131245375827511245</id><published>2009-12-07T22:17:00.012-02:00</published><updated>2009-12-30T13:12:17.161-02:00</updated><title type='text'>Lançamentos de 2009 resenhados – Parte 1</title><content type='html'>Sou um daqueles caras aficcionados por listas de discos! Assim como John Cusack no filme Alta Fidelidade (muito bom, por sinal. Assistam com seu parceiro[a]!), faço, todos os anos, uma lista com os lançamentos e fico avaliando, mentalmente, os melhores e o piores, e também os motivos. Em 2009 não foi diferente, entretanto, vou compartilhar com vocês aqui, breves avaliações de todos os lançamentos que ouvi, com nota e tudo mais. Com ajuda da nossa grande amiga Internet, tive acesso a 18 lançamentos esse ano. Alguns eu acabei comprando. Outros não agregam valor a minha coleção (quem gosta de lista de discos tem que ter coleção em casa). O legal é que medalhões como Slayer, Megadeth e Kiss soltaram plays em 2009 e, em geral, a qualidade destes é boa, o que torna a lista bem interessante. Bom, vamos começar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rancid – “Let The Dominoes Fall”&lt;br /&gt;Nota: 9,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2bmnE2tEI/AAAAAAAAAL8/jradC_P6wnQ/s1600-h/rancid-let-the-dominoes-fall.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2bmnE2tEI/AAAAAAAAAL8/jradC_P6wnQ/s400/rancid-let-the-dominoes-fall.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412653414795883586" /&gt;&lt;/a&gt;Puta merda como esses caras são bons! Desde 2003, como mediano Indestructible, eles não lançavam um disco de inéditas. Em 2007 teve uma coletânea de B-Sides muito boa, mas nada tão legal quanto este “Dominoes Fall”. Todas as fórmulas que consagraram o Rancid estão nesse CD: punk rocks de três acordes e muita melodia (“Last One to Die”, a mais foda do play), skas espertos com gang vocals empolgantes (“Up To No Good”), hardcores rasteiros (”This Place”), reggaes pra relaxar (“I Ain’t Worried”), baladinhas “violão &amp; voz” (“Civilian Ways”). Tudo temperado com a charmosa voz rouca de Tim Armstrong, os berros vibrantes de Lars Frederiksen e, para surpresa dos fãs, uma música inteira com os vocais do baixista Matt Freeman (“L.A. River”), coisa que não acontecia desde 2000. A produção é do guitarrista do Bad Religion Brett Gurewitz, “papa” da cena punk americana do início dos anos 90 e dono da gravadora Epitaph (responsável pelo lançamento). Segundo a Wikipedia, este disco estreou na posição 11 da Billboard, a mais alta já alcançada pelo Rancid. Pra quem curte um Punk Rock e não tem preconceito com influências de outros estilos, é um prato cheio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Megadeth - Endgame&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2cIyuC7mI/AAAAAAAAAME/rygfRf37sU4/s1600-h/Megadeth+-+Endgame+(2009).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2cIyuC7mI/AAAAAAAAAME/rygfRf37sU4/s400/Megadeth+-+Endgame+(2009).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412654002036993634" /&gt;&lt;/a&gt;Todas as resenhas que tenho lido estão falando que este disco é um novo clássico do Megadeth. Puxa, é um baita CD, mas tá muuuuito longe de ser um clássico no mesmo patamar de um “Rust In Peace” ou um “Countdown to Extinction”. Eu sempre me lembro de uma entrevista antiga do Mustaine, da época do Monsters de 1995, onde ele dizia que tocava com ódio e o Marty Friedman com amor. Esse ódio que ele fala transborda nesse play! Você pode sentir aquele ranger de dentes característico dele enquanto escuta qualquer riff ou solo. De fato, ele trampou bem aqui! Os destaques absolutos ficam para a faixa instrumental de abertura “Dialetic Chaos”, onde temos um duelo de guitarras inspiradíssimo, a que vem sem seguida “This Day We Fight”, um thrashão nervoso e raivoso, e para “Head Crusher”, que é literalmente um “esmaga-crânios”, com direito àquele riffão de palhetada pra baixo bem oitentista. Outra coisa que é destaque no álbum é o trampo da batera. Shawn Drover fora muito criticado nos álbuns anteriores, mas nesse ele arregaça! Já o novo guitarrista Chris Broderick não me empolga. O Mustaine disse que ele é o melhor que já tocou junto com ele, mas pra mim ele não passa de um professor de guitarra, que frita muito à toa, passando bem longe da beleza e do feeling transbordante que os solos do Marty Friedman tinham de sobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nirvana – Live At Reading&lt;br /&gt;Nota: 10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2cmr6scEI/AAAAAAAAAMM/aDpLGY6LQIw/s1600-h/NIRVANA.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2cmr6scEI/AAAAAAAAAMM/aDpLGY6LQIw/s400/NIRVANA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412654515607072834" /&gt;&lt;/a&gt;A nota 10 vai pelo contexto histórico! Quem acompanhou a carreira do Nirvana, sabe que o ponto mais alto e, talvez a melhor apresentação de todas, foi esse show no Reading Festival de 1992. O “Nevermind” estava estourando ainda. O sucesso só aumentava a cada dia e o vício de heroína do Kurt também. A história todo mundo já sabe de cor, mas o que ninguém podia prever é que a banda pudesse fazer um show tão foda quanto esse, com Kurt cantando absolutamente bem e a banda tocando com perfeição cirúrgica! No repertório temos praticamente o “Nevermind” inteiro e mais algumas do “Bleach” e do “Incesticide”, além das até então inéditas para a época “tourette's”, “All Apologies” e “Dumb”, que integrariam o “In Utero”. Há ainda dois covers obscuros ("The Money Will Roll Right In", do Fang, e "D-7", do Wipers) e muita energia! São 25 músicas, com direito a todo o falatório entre elas, além de risadas (!!!) de Kurt Cobain. To só esperando o DVD sair no Brasil pra garantir o meu (N. do R.: minha encomenda já chegou! :o) )!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hatebreed – For The Lions&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2dV9A56SI/AAAAAAAAAMU/g-LnYUmcbJo/s1600-h/For+the+Lions.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2dV9A56SI/AAAAAAAAAMU/g-LnYUmcbJo/s400/For+the+Lions.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412655327650375970" /&gt;&lt;/a&gt;Uma banda da cena Hardcore fazendo um CD de covers! Inusitado, né? Mais inusitado ainda se metade dos covers forem de bandas de Metal! Pois é, o Hatebreed fez isso e muito bem feito neste “For The Lions”. Como um CD que tem músicas de medalhões do Metal como Slayer (“Ghosts of War”), Metallica (“Escape”), Sepultura (“Refuse/Resist”) e Obituary (“I’m In Pain”) e, ao mesmo tempo, de bandas clássicas de Hardcore como Agnostic Front (“Your Mistake”), Madball (“Set It Off”), Sick Of It All (“Shut Me Out”), Black Flag (“Thirsty And Miserable”) e Merauder (“Life is Pain”) pode ser ruim? E ainda tem Suicidal Tendencies, Cro-Mags, Bad Brains, Misfits, D.R.I. etc. A execução das músicas é perfeita e, com exceção da afinação (que é mesma que a banda usa em suas músicas, “C”), todos os covers são tocados iguais aos originais, como (pra mim) qualquer cover deve ser. O único ponto negativo é para o vocal Jamey Jasta tentando cantar limpo no clássico do Metallica. Ficou forçado demais, infelizmente. Mas de resto é só alegria! Pura cacetada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hatebreed – Hatebreed&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2dofbYf1I/AAAAAAAAAMc/_gnOzfliO8M/s1600-h/hatebreed2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2dofbYf1I/AAAAAAAAAMc/_gnOzfliO8M/s400/hatebreed2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412655646125883218" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda estou digerindo este álbum. Citação estranha no caso do Hatebreed, pois todos os outros quatro anteriores de inéditas são praticamente partes de um mesmo disco. Até este play aqui, o Hatebreed ainda estava no seleto hall de bandas que não mudam seu estilo e lançam sempre o mesmo disco, como Ramones, Motörhead e AC/DC. Este é diferente mesmo! A influência do Metal corre forte, com muitas bases palhetadas com solinhos, solos Thrash Metal e pedal duplo comendo solto. Aliás, o destaque de execução aqui fica pro batera Matt Byrne, que certamente aprendeu muito tocando os covers do “For The Lions” e dispara levadas intricadas de bumbo como nunca. A velocidade também diminuiu um pouco. Parece que o Kingdon of Sorrow, projeto paralelo de Sludge Metal do Jamey Jasta com o guitar do Crowbar Kirk Windstein, exerceu muita influência. Legal que é o segundo lançamento da banda em 2009. Que banda hoje em dia tem moral pra isso?  Entretanto, os comentários que ouvi desse play foram todos negativos, com o pessoal dizendo que achou estranho. Eu já acho uma atitude boa e vejo uma banda preocupada em não ser repetitiva. Afinal, gravar outro “Supremacy” ou outro “Perseverance” seria muito fácil e óbvio. Destaco as faixas “In Ashes They Shall Reap”, que lembra a “I Will Be Heard”, mas tem um refrão melódico, a velocíssima “Hands Of A Dying Man” e sua levada à Slayer, e “Everyonde Bleeds Now”, com seu peso mastodôntico e breakdown avassalador. É, de fato, diferente dos padrões “hatebreedianos”, mas inovação na carreira de qualquer banda só faz ela crescer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOFX - Coaster&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2d8iY9CFI/AAAAAAAAAMk/NCTfFvy-CDs/s1600-h/nofxcoastercd.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2d8iY9CFI/AAAAAAAAAMk/NCTfFvy-CDs/s400/nofxcoastercd.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412655990518384722" /&gt;&lt;/a&gt;Até hoje não vi banda mais inovadora que o NOFX: “Coaster”, em inglês, é o famoso porta-copos, aquelas “bolachas” onde descansamos nossos chopes no barzinho. Já a versão em vinil deste play foi lançada com o nome de “Frisbee” (aqueles discos de jogar um pro outro na praia)! Fat Mike é mesmo um gênio criativo (rs)! Musicalmente falando, “Coaster” traz o NOFX em estado puro, com tudo que a banda já fez de melhor em sua carreira (e já são 26 anos), mas com riffs mais malvadões, influenciados pelo Metal. Este 11º disco dos caras traz as clássicas letras com o humor cáustico de Fat Mike, como “Eddie, Bruce and Paul”, onde ele conta a história da saída de Paul Di’anno e a entrada de Bruce Dickinson no Iron Maiden. Só que lendo a letra sem conhecer a história, parece que estamos diante de um triângulo amoroso gay!!! Quem mais conseguiria contar uma história com metáforas como esta? (rs) Outro ponto interessante do álbum é a faixa "My Orphan Year", onde, num raro momento de seriedade, Fat Mike conta a história do ano em que perdeu seu pai e sua mãe (2006). A letra é um relato sério e triste e, certamente, terá a identificação de muita gente que já passou por isso. Mas o que predomina é o clima de festa e bagunça, como no fantástico reggae "Best In God Show", cujo título fala por si só. Excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chimaira – The Infection&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2eTuJa-8I/AAAAAAAAAMs/WNdeBEkm1Gg/s1600-h/Chimaira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2eTuJa-8I/AAAAAAAAAMs/WNdeBEkm1Gg/s400/Chimaira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412656388811455426" /&gt;&lt;/a&gt;Meu Media Player classifica este CD como "Groove/Post-Thrash/Metalcore"! Por aí já dá pra imaginar aquela mistureba que envolve vocais e batidas "ishpérrrtas" do rap, sussurros, pedal-duplo moendo, levadas “cisca-cisca”e por aí vai. Afinal, é o novo play do Chimaira, aquela banda que começou fazendo new metal imitando o Korn, ficou mais pesada quando o new metal morreu, virou metalcore, lançou um disco de thrash metal quando era isso que estava em voga e, agora, deve seguir a atual tendência do momento. Mas provando que nem sempre a água do rio corre na mesma velocidade, a banda surpreendeu e lançou seu disco mais pesado, lento e denso! “The Infection” começa com “The Venom Inside”, que tem uma bela intro, com dedilhados e guitarras dobradas à Iron Maiden. Mas ao invés de explodir aquele riff “abre-rodinha”, o que entra é um riffão lento, pesadíssimo, de fazer Tony Iommi morrer de inveja, tamanha densidade! As guitarras são o grande destaque do play, pois é riff atrás de riff, sem descanso. Prestem atenção no riff do meio de “The Disapearring Sun”: Hetfield ficaria orgulhoso! O vocalista Mark Hunter parou com aquelas falas desesperadas tipo “I’m so alone” e se limitou a gritar. Tá cavernoso e mete medo em criancinha! E dá-lhe breakdown! Praticamente todas as músicas possuem um! Ver a faceta “queremos mostrar o quão pesados conseguimos ser” do Chimaira é muito legal, porque mostra que a atual tendência é ser “mauzão”. Isso, claro, levando em consideração que a banda, apesar de boa, SEMPRE segue as modinhas do momento no rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí! Muito em breve a Parte 2 sai do forno! Teremos Slayer, Kiss, Killswitch Engage, Suicidal Tendencies, Alice In Chains, Claustrofobia, Heaven &amp; Hell, Massacration...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-4131245375827511245?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/4131245375827511245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/lancamentos-de-2009-resenhados-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/4131245375827511245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/4131245375827511245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/12/lancamentos-de-2009-resenhados-parte-1.html' title='Lançamentos de 2009 resenhados – Parte 1'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sx2bmnE2tEI/AAAAAAAAAL8/jradC_P6wnQ/s72-c/rancid-let-the-dominoes-fall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-9058538846868747264</id><published>2009-11-25T22:45:00.006-02:00</published><updated>2009-11-26T00:40:14.517-02:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: Darci (Plebe Bar)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sw3Ugd2aBuI/AAAAAAAAALs/F-FcGJHo0Wg/s1600/IRZ+-+Darci+-+Foto.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 430px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sw3Ugd2aBuI/AAAAAAAAALs/F-FcGJHo0Wg/s400/IRZ+-+Darci+-+Foto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408212381775562466" /&gt;&lt;/a&gt;Ele é talvez a pessoa mais importante da cena indaiatubana dos últimos 3 anos por comandar o Plebe Bar, que é praticamente o “templo” do rock e da alternatividade na cidade. O Darci (ou Darca, como os amigos mais antigos os chamam) não inovou ao abrir um “bar de rock” em Indaiatuba, mas, devido à longevidade “atrás do balcão” e, principalmente, por ter permitido que mais 600 bandas tocassem no Plebe (recorde absoluto), não há como negar sua importância na cena. O que tem de banda local que estreou no Plebe não é brincadeira! Quem mais cederia este espaço? E as bandas gringas e renomadas da cena nacional que dificilmente tocariam na cidade se não fosse o bar e os contatos dele? Certo, é muita pagação de pau, mas, ao ler a entrevista a seguir, feita por e-mail, vocês entenderão muita coisa e, certamente, assim como eu, passarão a admirar bastante o cara. Tudo que ele escreveu (e foi muito mesmo, deu 14 páginas no Word!) está aí, na íntegra, sem cortes ou edições significativas! É grande, pode parecer cansativo, mas é muito, mas muito enriquecedor também! Let’s get it on!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Darci, vamos começar com seu envolvimento com o Rock. Gostaria que você contasse um pouco de sua história, como começou a curtir som, quando formou suas primeiras bandas e o que mais quer que tenha acontecido em sua vida que teve o rock como trilha sonora de fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Darci Antonio Montanari, esse é meu nome completo. Nossa! Olha vou tentar resumir e não ser prolixo. Posso te adiantar que não consigo imaginar minha vida sem rock. Pra mim é quase como uma religião em que eu sou um daqueles beatos incansáveis. Essa “doença” me pegou precocemente: com 10 anos de idade eu já achava o máximo as bandas como Scorpions, AC/DC, Ozzy, Iron Maiden, que tocaram no Rock in Rio. Putz, isso foi há 24 anos. Mas considero a minha primeira fitinha comprada, Who Made Who do AC/DC, em 1987 como meu primeiro passo autônomo em direção ao rock. Não sei explicar de onde veio, acho que era o “Espírito do Tempo”. Naquela época os cigarros tinham propaganda livre na TV e os da Hollywood sempre me chamaram atenção, pelos esportes radicais que eram o tema das campanhas, mas principalmente pela música de fundo que era sempre feita por bandas como Whitesnake, Survivor e Heart. Enfim Hard Rock! E eram elas que realçavam a mensagem: “liberdade + ousadia = Hollywood ou o Sucesso” (risos). (Segue um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8wgPcdorqfo"&gt;link &lt;/a&gt;pra quem quiser conferir no You Tube algumas propagandas da época). O mais engraçado é que eu nunca fumei Hollywood, mas o rock ficou. Fora isso, vários filmes tinham o rock como trilha sonora, então foi dessa forma, através da TV que o rock chegou até mim. Aliás, só assim mesmo, pois na minha família, lá em Águas de S. Pedro e São Pedro, quem ouvia rádio, ouvia AM, e é só música sertaneja ou trilha sonora de novela (que, diga-se de passagem, teve Scorpions, Led Zeppelin entre outras como trilha sonora). Muito bem, isto posto, eis que comecei a trocar idéia com gente que tinha a mesma afinidade musical que eu – isso que é realmente massa: o menor município do Brasil, com mil e poucos habitantes na época em que não existia Internet, tinha já uma galera que curtia rock - e de repente fui apresentado a bandas como Slayer, Dorsal, Metallica, Bathory, Korzus, Onslaught, Necrosis, Angel Dust, English Dogs, Witchfinder General, Cirith Ungol, Ratos de Porão, Attomica, Mutilator, Sepultura, Possessed, Suicidal Tendencies, Assassin, Tysondog. Virei “balançador de cabeça” e fã do Comando Metal, programa de rádio apresentado pelo Walcir Chalas, dono da Woodstock Discos, no Anhangabaú (em Sampa). Pra quem quiser conhecer um pouco mais sobre o cara e a importância dele no cenário metal Aqui vai o link do blog dele (inclusive com muita coisa boa pra download): http://walcirchalas.blogspot.com/ . Só pra que se tenha uma idéia, o programa ia ao ar aos domingos pela 89 FM, que na época era mesmo “A RÁDIO ROCK”, e eu tenho uma fita K7 com o ...And Justice For All que rolou na íntegra antes de chegar às lojas. Meu, hoje não tem uma emoção como essa! A fitinha ta gasta pra caramba de tanto que eu ouvi e, mesmo com problemas de sintonia, tá muito boa a gravação! Pra mim um registro que não tem preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha pirmeira banda foi a Skória mesmo, mas disso eu falo depois, porque antes da banda (ou de conseguir membros pra uma banda naquela cidade e naquela época...rs) a gente teve uma rádio pirata, em 1990. A gente punha no ar aos finais de semana e quando dava na telha durante a semana também: a Rádio Motta (o nome era uma referência ao nosso “Teiadão”, em Piracicaba: a Clínica de Repouso Dr. Cesário Motta...rs). Tinha até uma vinheta com um trecho da música do Adoniran Barbosa: “A louca chegou”. Essa rádio funcionou esporadicamente durante uns 8 anos mais ou menos e sempre rolando rock, punk e metal. Aí aparecia imitador de Silvio Santos, Gil Gomes... Era muito divertido e tinha uma relativa audiência! Aliás, a galera da cidade e os turistas (Águas de S. Pedro vive do Turismo e no carnaval a cidade chega a ter até 10 vezes mais pessoas) aderiram tanto, que no carnaval de 1995, a gente lançou uma camiseta da Rádio e vendemos em torno de 40 peças, o que, considerando o tamanho da cidade, foi um sucesso absoluto (rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Rádio veio a Skória. Paralelo à banda (1999 a 2000), coordenei um grupo cultural chamado ATUARTE (formado pelos integrantes da banda e amigos que freqüentavam o nosso espaço de ensaio, inclusive o Daniel que hoje lidera a banda piracicabana de Psychobilly Rinha), que com o apoio da Prefeitura de Águas de São Pedro, conquistamos uma pista de Skate na cidade e realizamos alguns fests por lá, em parceira com a extinta UBRP (União de Bandas de Rock de Piracicaba). Publicamos também um fanzine com edição única com o mesmo nome do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 me mudei pra Indaiatuba e aí não pude continuar no grupo que decidiu acabar por ali mesmo. Nesse ano fiz alguns testes pra vocal da extinta banda Insulto (por onde passaram o China do Adrede, o Bastos do Insure Now e Indecents etc.), mas não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001 criei a Distro Futum Records, distribuindo muito material underground. Basicamente punk, hardcore, crossover, grind e “agregados e aderentes, etc e tal”. Vendendo e trocando CDS nos shows e também pela internet. Através da Futum Records, firmei importantes parcerias com selos e distribuidoras do gênero no Brasil como a No Fashion HC Recs (do Sérgio, vocal da Scum Noise), Terrotten Records (Renan, da banda Gritos de Alerta), Usina de Sangue (Fábio do Valle, do Sick Terror), Pecúlio Discos (Boka-RDP), Bucho Discos (André-ROT), o que ajudou muito na divulgação do Skória e até do Kranio. Além de propiciar um lançamento em CD prensado com a discografia da banda DISARM (Hardcore Crust - Santa Barbara D’Oeste-SP). Também pelos contatos firmados entre a Futum Records e os selos, principalmente o Usina de Sangue, consegui agregar ao Fest Punkólatras bandas de peso do underground como Calibre 12, Agrotóxico, Armagedon, Scum Noise, Social Chaos, World Burns to Death (Texas – USA) e ainda trazer para Indaiatuba o Riistetyt (um ícone do cultuado punk hardcore Finlandês), para Sumaré a banda francesa Cochebomba e para Sorocaba uma banda belga chamada Licit, entre outros. Ainda pela Futum, atuei na produção da banda Indecents antes de você entrar (N. do R. ele se referiu a este que cuida deste zine), levando a banda a Piracicaba para gravar seu primeiro CD-R, “I Hate This World”, numa parceria com o Estudio Apache, também distribuindo o material e agitando shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002 conquistei um espaço aos domingos na Summer FM (rádio comunitária de Indaiatuba), onde produzi e apresentei o programa “Pá do Rock”, com 2 horas de rock pesado, do hard ao grindcore, sempre divulgando eventos e bandas underground na cidade e na região, com muito CD-R rolando e com uma participação bastante ativa de ouvintes. Me lembro que era uma loucura, pois eu ensaiava à tarde com a Skória, em Águas de São Pedro, e, mal terminava o ensaio, eu e minha esposa saíamos no maior gás pra chegar em Indaiatuba (cerca de 120 km de distância) em tempo para pegar o material e apresentar o programa. Me lembro também que estava negociando um único patrocínio pro programa com o Júlio, do extinto Taco de Ouro (bar onde rolavam bandas e que era muito freqüentado pela rockeirada) e até ia rolar, mas o bar foi vendido devido a problemas com a vizinhança por barulho. Depois de alguns meses baixou a Anatel e a Rádio parou de funcionar, terminando com o programa também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003 entrei na Kranio, em paralelo com a Skória, que era minha prioridade, e a Futum Records. No fim daquele ano acabamos com a Skória e então a Kranio tornou-se minha única banda até 2005, quando tive que abandonar o barco, pouco antes da banda entrar em estúdio para a gravação do CD-R “Últimos Dias” (que ironia do destino, não?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ficando somente com a Futum Records, entre 2005 e 2006 organizei alguns eventos como a Maratona do Rock em Piracicaba, em parceria com o Daniel (Rinha). Esse fest contou com 11 bandas, incluindo Medo da Noite e Kranio, de Indaiatuba. Atuei na produção de estrada da banda Medo da Noite até meados de 2006, quando iniciaram um trabalho junto a Wanday Produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 participei de uma banda de Stoner Rock, que não vingou, e, bem recentemente, em 2009, montei um projeto sem pretensão alguma a não ser extravasar o stress, tocando um pouco de hardcore e rock paulera sem rótulo, que já acabou também por sinal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De março de 2006 até hoje estou com o Plebe Bar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você é psicólogo e isso deve te dar uma visão bem peculiar das pessoas. Como dono de um bar de rock, que vê e convive com as pessoas mais díspares, como você enxerga o público roqueiro hoje em dia, em comparação com o passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, Léo, depois de um certo tempo convivendo basicamente só com gente do rock, fica tudo muito natural e, pra falar a verdade, alguns preconceitos meus foram quebrados por essa convivência. Eu acredito que no geral mesmo pessoas são pessoas, não importa a preferência musical ou estilo de vida, mas claro que há características e hábitos próprios de cada contexto. Nessa coisa de comparação, posso falar daquilo que vivi da segunda metade dos anos 80 até hoje e, o que percebi, é que a escassez de material, a ausência de uma mídia que desse acesso rápido a informações e, principalmente, o contexto sócio-econômico-político-religioso fazia com que o pessoal enfrentasse tantas barreiras pra poder ser roqueiro naquela época que tornavam as pessoas muito mais engajadas, devotadas mesmo e até radicais (o que fazia muito sentido na época, pois ou você era um ”militante”, ou um mais um desencorajador). Naquela época, recém saídos de um regime de 20 anos de Ditadura Militar, onde predominou o medo e incentivou-se a ignorância e o índice de analfabetismo era um dos maiores do globo terrestre, nós vivíamos uma sociedade carregada de puritanismos, dogmas religiosos e muita hipocrisia. Ninguém se lembrava mais o que tinha de tão interessante na democracia, ou melhor, não se sabia como lidar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num cenário desse, ser roqueiro implicava ostentar um visual que realmente chocava a grande massa conservadora, chamava muito a atenção da polícia (que ainda tinha aquele ranço de que cabeludo ou gente jovem de roupa esquisita era “comunista comedor de criancinha”) e gerava conflitos, pois naquela época metal tretava na porrada com punk (que no começo, em São Paulo, tretavam entre si, ou seja, os punks de Sampa tretavam com os punks do ABC) e ambos com os skinheads. Então não era tão fácil andar de visual, a pé, de metrô ou de busão, sozinho ou em grupo em São Paulo e também em algumas cidades do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ainda pouco acesso a material das bandas que jorravam aos montes no exterior. Isso era muito limitador, estávamos sempre um passo atrás do que rolava lá fora no primeiro mundo, onde as coisas aconteciam. Só chegava aqui aquilo que alguns heróicos selos resolviam lançar e os “top ten” que chegavam pelas majors da época. Fora isso, só play importado que custava mais do que um salário inteiro. A divulgação era feita boca a boca, ou em raros shows ou ainda nos famosos “sons de salão”, onde algum doido alugava um bailão, ou teatro ou centro comunitário, levava um “3 em 1” e ficava rolando fita e vinil com a galera batendo cabeça que nem nos shows. Havia alguma mídia impressa que ajudava bastante (zines, revistas), mas, mesmo assim não dava conta de tudo que acontecia lá fora e, de certa, forma aqui também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, ser roqueiro não era tomar banho, passar shampoo e condicionador, vestir uma camisa de banda e ir pro shopping se encontrar com a galera. Era sim ostentar uma ideologia mesmo, enfrentar os pais, a família toda, que discriminava o “parente roqueiro”, a sociedade em geral, que via a gente com maus olhos, a polícia, os outros roqueiros que eram de “ideologias adversárias” por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que quando eu era moleque e andava pelas ruas de Piracicaba fazia questão de andar por perto das poucas lojas de música da cidade só pra ver se encontrava alguém que curtia som e se possível fazer amizade. A gente que se sentia tão à margem da sociedade precisava muito desse “reforço” próprio do contato com iguais, senão a gente acabava se sentindo o mais errado dos seres da terra. Hoje, a coisa mais fácil do mundo é achar gente nas ruas com “visual”. Se você não achar na rua, acha na Internet aos montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, fico feliz que muito daquilo se foi, que roqueiro não seja mais tão mal visto num local como um shopping center e seja tão aceito que ali torna-se um ponto de encontro; que hoje tem tanto roqueiro no mundo que as tias não podem mais falar mal dos filhos das outras porque os filhos delas também curtem rock, ou então fazem tanta caca, que seria melhor se fosse roqueiro; que a polícia seja indiferente no que se refere ao visual; que o acesso às bandas, biografias, discografias, fotos, vídeos, reportagens, entrevistas se tornou praticamente ilimitado em termos quantitativos; que as tretas deram lugar a amizade; que as bandas gringas tenham vindo muito mais constantemente pra fazer shows e tours no Brasil; que bandas nacionais tenham tanto respeito lá fora e principalmente aqui dentro; que haja espaço pra que as pessoas possam se reunir, curtir um show e se sentir à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, acho que a rebeldia de antes se foi, perdeu sentido e um certo vazio ficou. Haja vista a fase nostálgica que o metal vive hoje, seja pelo som “oitentista” que muitas bandas novas estão fazendo, pela “volta dos que não foram” das bandas daquela época, seja pelo visual que voltou, quase 30 anos depois. E parece que isso não se aplica somente ao metal não e nem somente ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o contexto influi diretamente, assim como nos anos 80. Se hoje faz mais de 20 anos desde que saímos da Ditadura e voltamos à democracia, não sem antes termos uma eleição decidida por políticos na maioria corruptos, uma primeira eleição direta onde o presidente (bem ou mal) escolhido pelo povo foi derrubado pela mídia e depois disso passaram-se 12 anos até elegermos um candidato de esquerda que teve de se “endireitar” pra poder ser eleito e permanecer no poder por 8 anos. A igreja católica perdeu muito terreno pra igrejas que não vendem lotes no céu, mas sim sucesso material na terra com as bênçãos do seu deus. A AIDS surgiu e cresceu assustadoramente e a sociedade teve que tratar de sexo mais abertamente. O acesso e o consumo de drogas cresceram muito e as overdoses já não assustam mais como antes matando bem menos. A Internet chegou e revolucionou o mundo das comunicações, pra não dizer o mundo em geral. Eletrodomésticos novos trouxeram muito mais conforto. O acesso a instrumentos musicais tornou-se amplo e praticamente irrestrito. Isso sem contar que muito roqueiro de hoje é filho do roqueiro dos anos 70 e 80, ou seja, já nasceu num ambiente familiar próprio para ser o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o mundo tornou-se de certa forma muito mais “amigável” para o roqueiro também. Se antes era um problema social, agora é um consumidor potencial. Porém, a lógica vigente trata tão bem da individualidade das pessoas hoje, que acaba incentivando o individualismo, criando, por exemplo, os “roqueiros de condomínio”, que usam camiseta de banda, tem um cabelo diferentão, todas as discografias das bandas preferidas no PC, é craque no Guitar Hero, tem um instrumento e um headphone pra tirar uns sons das bandas preferidas, mas não se relaciona, não se interessa e nem acha que precisa ir a shows underground, pois ele já conhece as melhores bandas do mundo, então “pra que ouvir banda iniciante ou que vai tocar covers ou mesmo som próprio todo parecido com esta ou aquela banda”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro estereótipo muito mais comum hoje, mas que já vinha desde os hippies, é o roqueiro-músico-nóia. Infelizmente esse tem aos montes e sempre muito exposto. O cara é inteligente, é gente boa pra caramba, toca ou canta muito bem, mas não vai ter uma vida de rock star por conta das drogas. Quando alguém pergunta por que ele não se firma nessa ou naquela banda ele tem respostas na ponta da língua, mas nunca é porque ele prefere chapar o globo a ir fazer aula ou ensaiar. Pra ele basta saber que é bom e a galera da turminha reconhecer seu talento. Ponto. Vale mais uma curtição com a galera que uma vida de músico com todas as frustrações e conquistas que lhe são próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto comum entre o roqueiro do passado e o da atualidade é o conservadorismo, por mais contraditório que isso possa parecer. O roqueiro que vive a loucura, a quebra de regras e a liberdade, desfiando as instituições quando adolescente, que ouve e/ou toca músicas cheias de blasfêmias e/ou críticas ácidas à igreja, é o mesmo que acaba, por exemplo, se casando no civil e na igreja, diante de juízes e pastores e/ou padres, padrinhos e tudo o mais que é próprio das instituições “casamento” e “família”, ainda que sob uma trilha sonora diferente, convidados com camisa de banda e cabelo comprido ou moicano. Ainda assim, conserva-se a mesma tradição que traz inúmeras implicações, regras e papéis definidos pela mesma sociedade que ele tanto criticara e procurava viver à margem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu poderia falar mais e mais sobre o assunto, mas deixa pra outra ocasião porque estou na 2ª pergunta e já deve estar cansativo ler tudo isso. Está para além de uma pretensão criar aqui um tratado definitivo sobre o assunto, mas acho que já levantei alguns pontos principais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você foi apresentado à cena de Indaiatuba quando tocava com o Skória, de Águas de São Pedro! Conte um pouco da história do Skória! Parece que houve uma tentativa de reformulação dela aqui em Indaiá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Skória foi uma banda de crossover montada em 97/98, da reunião de amigos e que tocava muitos covers, na maioria de bandas punks (Ramones, Garotos Podres etc.) como tantas outras bandas já o fizeram e fazem até hoje. Quando a rapaziada começou a pegar certa intimidade com seus instrumentos, a coisa foi tomando forma e aí começaram a surgir as primeiras músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 saiu o primeiro e único CD-R “Só para Loucos”. Com o material na mão, saímos na correria pra divulgar mandando pra resenhas e na internet também. Na época tinha alguns sites gringos pra divulgar bandas, como o MP3.com o IUMA, Sonico.com, entre outros. O CD-R foi muito bem recebido em todas as revistas e zines, inclusive Rock Brigade, Valhalla e Metal Head. A banda tocou em diversas cidades do nosso estado e também no RJ, tendo uma boa aceitação do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos o privilégio de tocar em shows e fests com algumas bandas das quais éramos fãs, como Sociedade Armada, Gangrena Gasosa, Subcut, Agrotóxico, Calibre 12, DZK etc. Fizemos também muitos amigos e firmamos parcerias com muitas bandas, as quais sempre que podíamos divulgamos por onde passamos. Participamos de alguns festivais, inclusive o “On The Rocks” aqui em Indaiatuba, fest do Rony Viana, no Indaiatuba Clube, que rendeu uma entrevista no programa de mesmo nome que o Rony apresentava na Educadora FM na época. Essa foi a primeira vez que tocamos aqui e foi muito legal, pois a galera veio em peso. Trouxemos um busão cheio de Águas de São Pedro para esse evento. E o povo agitou pra caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos em 2 coletaneas, a beneficente Noise For Deaf (do Nelson da banda New Your Against Belzebu) e Expresso HC (do Alex da banda Protesto Suburbano). Em ambas com 1 música do CD-R. Nos dois casos isso serviu como importante divulgação para a banda que foi muito elogiada por quem ouviu os CDs. Aos poucos a parceria do meu selo/distro Futum Records com outros selos do hardcore foi ganhando forças e isso ajudou a abrir possibilidade do lançamento em cooperativa do material novo em CD prensado, que já era em parte, apresentado em nossos shows e elogiado em comparação com o material presente no CD-R. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2002 e 2003 as coisas se complicaram, pois eu morava aqui em Indaiatuba e tinha que viajar todo fim de semana pra Águas de São Pedro pra ensaiar, o que não era nada barato e, como eu tinha de arcar com os custos sozinho, os ensaios passaram a ser quinzenais e, com isso, o material novo ia demorando cada vez mais pra ficar pronto. Houve também problemas com shows que os demais membros da banda não compareciam, o que dificultou a continuidade dos trabalhos. Com a mudança do baixista para Goiás, as atividades foram suspensas e depois de meses de hesitação em testar um membro substituto, solicitei aos demais integrantes uma aprovação de texto de encerramento das atividades e assim a banda acabou. Enfim, a banda teve excelente repercussão aqui e fora do país, rendendo convite pra tocar no Canadá e mais um tanto de outras coisas que ficaram sem conclusão, pois foi na época já em que o fim era posto, porém velado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um material em vídeo, registrado em duas apresentações na cidade de Capivari e uma em Sumaré, que compilei em parceria com a Criar (do Fábio, que era da Shock TV), mas que não foi lançado, tendo parte disponível no You Tube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, Leo, houve uma tentativa minha em juntar pessoas para uma espécie de continuidade da proposta da Skória, a princípio aproveitando aquilo que já havia dado certo e aquilo que foi testado e aprovado, só que ficou inacabado, já com idéias novas para um seguimento mais amadurecido, inclusive com a intenção de um novo nome, mas somente quando realmente se consolidasse uma formação, com material pronto e com repertório de show afiadíssimo, o que obviamente não chegou a acontecer, na maior parte dos casos por concluir-se que não havia afinidade com o estilo. De toda forma, foi uma interação muito legal com velhos parceiros e novos amigos. Creio que todos crescemos com a experiência e foi muito divertido enquanto durou. Seguem alguns links para quem quiser conferir um pouco da banda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KzK9YIx7vnY"&gt;Versão de “Born to Be Wild”&lt;/a&gt; (Steppenwolf) – Festival em Capivari (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Q4M3GCVAlkg"&gt;Locus Pocus (Material que não foi lançado)&lt;/a&gt; - Fest em Sumaré com Kranio, 3º Mundo e Cochebomba da França (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.myspace.com/skoriahc"&gt;Myspace&lt;/a&gt; com a proposta da volta da banda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.heavymetalbrasil.net/materia.htm"&gt;Entrevista&lt;/a&gt; comigo no site Heavy Meatal Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém se interessar, achei um blog em que o maluco colocou &lt;a href="http://aferroefogometalrock.blogspot.com/2009/06/skoria-so-para-loucos-aguas-de-sao.html"&gt;Download&lt;/a&gt; do CD-R “Só para Loucos” na íntegra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Do que as letras do Skória falavam? Pela sua formação e gosto pela leitura (que eu sei que você tem) imagino que eram bem engajadas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha, são vários temas intrincados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas músicas do “Só para loucos”, as letras são mais engajadas e a intenção era provocar o ouvinte/leitor a refletir sobre “O Controle” instituído, porém não naquela velha e gasta fórmula: “a igreja quer dinheiro”, “a mídia manipula” e “o governo é corrupto”, porque eu já não agüentava mais esse panfletarismo ingênuo que só chove no molhado e não chega a lugar algum, soando até hipócrita quando saído da boca de alguns. Aliás, pra mim hoje isso soa mais alienante do que crítico. A intenção era mostrar as entrelinhas, as intenções por detrás de alguns fatos aparentemente inofensivos. Em alguns casos, como na música “Escolha de Existir”, a coisa é mais direta e até mais simples, porém não menos realista e crua. Essa música é um chamado pra pessoa acordar e valorizar o fato de que pode morrer agora, ou daqui a 10 minutos, e não há como prever ou controlar isso, mas pode escolher viver de verdade, buscando ser um espírito livre, ao invés de viver sendo conformista e cheio de autopiedade, assumindo a responsabilidade por suas escolhas, ao invés de culpar os outros pelos resultados de sua conduta apática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No material que não foi lançado, há recursos de escrita e jogos de palavras, semiótica e mais um monte de coisas que não havia no CD-R. Já os temas são mais auto-críticos e propõem uma reflexão nesse sentido, buscando encontrar o que foi incorporado pelo “controle” aos nossos valores, conduta e hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia falar bastante sobre cada música, mas acho importante cada um ouvir e tirar suas próprias conclusões daquilo que perceber. Esse CD-R tem várias referências, desde a capa (cujo logo foi criado pelo baterista), o nome do CD, alguns trechos de letras e algumas vinhetas e arremates de músicas entre outras coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E como foi aquele período que você tocou guitarra no Kranio? Foi sua última investida como músico no cenário musical mesmo ou ainda tem algo por vir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Essa foi uma experiência muito legal. Foram alguns anos de muita dedicação, ensaios, shows e amizades que se consolidaram. Sem falar que tocar hardcore com um baterista que sabe fazer o legítimo d-beat era um sonho que se realizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início era uma investida à parte do Skória. Os ensaios eram do tipo 35 ou 40 músicas em 2 ou 3 horas e eu era mais um amigo que tentava acompanhar o esquema dos caras do que um integrante ativo e tals. Mas, com o fim do Skória, a Kranio passou a ser a minha única banda e aí a dedicação passou a 110%, a ponto de fazer das tripas coração pra que nenhum ensaio deixasse de acontecer e que nenhum show confirmado deixasse de ser cumprido, doesse a quem doesse, mesmo com mudanças de formação, mesmo com perda de integrantes nesse processo. E foi assim que se fixou a formação Marcão (bateria-voz) Tiago (guitarra) Fórfe (baixo) e eu na outra guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que fiz um site para uma banda e foi o único site oficial da Kranio, até que depois que eu saí, eles me pediram pra tirar do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois anos tocamos em muitos lugares e várias vezes em alguns bares com o Underground, de Sorocaba. Tocamos com muitas bandas respeitadas e algumas das quais éramos fãs, como na primeira vez que o Kranio tocou com Sociedade Armada, Cólera, Riistetyt (Finlândia), Licit (Bélgica), Cochebomba (França), Agrotóxico, Social Chaos, Scum Noise, Armagedon, PPA, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda da banda bombava e ensaiávamos duas vezes por semana, com 3 horas para repertório de show e 3 horas para trabalhar em material novo, que compôs o CD-R “Últimos Dias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o tempo estava cada vez mais escasso para mim e, assim, anunciei minha decisão de sair, pouco tempo antes da Kranio entrar em estúdio. Decidi que não seria justo gravar o material e esperar sair com meu nome e a minha foto pra depois cair fora. Meu último show foi aqui em Indaiatuba, no extinto Hangar XVIII, com Cólera e bandas amigas. Apesar da tristeza, minha saída foi recebida numa boa e restou a amizade. Lembro-me que o Marcão me disse: “Seu lugar vai continuar lá. Não vamos chamar outro guitarrista. Se um dia der certo você volta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de minha saída, continuei durante algum tempo, naquilo que me era possível, conseguindo e intermediando algumas datas como o show com Ratos de Porão, no Underground Bar, um show com Lobotomia e Calibre 12, em Campinas, um show com Cólera, em Boituva, e uma participação em São Paulo numa comemoração do Orkut do Cólera, com várias bandas tocando, inclusive um Clash Cover do Redson e uma palestra/bate-papo dos 25 anos da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, Léo, não posso dizer que foi a última investida por não saber o que o futuro me reserva, porém tem sido difícil pra encontrar: 1- tempo pra me dedicar seriamente a uma banda; 2- integrantes com afinidades musicais e com pelo menos o mesmo nível de dedicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é ser Punk para você? Ainda vê algum sentido neste movimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Poderia falar pra você que ser Punk é não ser mais um fantoche na mão do governo, é chocar a sociedade com um visual agressivo, música simples, crua e barulhenta, protestar contra tudo que há de injusto, criticar a igreja, o estado, todas as instituições e a classe dominante, não trabalhar pra não alimentar a máquina do sistema, não usar nem consumir produtos estadunidenses pra não alimentar o imperialismo e todos os ouros clichês dos gêneros “diga não” e “faça você mesmo”, mas essa coisa de “ser Punk” acho que é vestir um estereótipo e, aliás, um dos mais visados. Em geral as pessoas “ideologizam” demais pra ser rock ou escracham demais pra ser ideológico. De um jeito ou de outro, é muito fácil cair em falácias e, no final das contas, sobrar somente a contradição e um papel de “bobo” da turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outra forma, acho muito importante para o crescimento e evolução, tanto do ponto de vista do indivíduo como do ponto de vista da sociedade, que existam pessoas engajadas em causas e ideologias, pois isso reflete alguma liberdade de escolha e de manifestação artística, cultural, política, científica, enfim, humana, e essa liberdade não está definida ou delimitada em leis, estatutos, tábuas dos mandamentos, e sim (des)construída, dentro de cada um de nós. Obviamente, o contexto sócio-econômico-político acaba sim, delimitando conseqüências para nossas manifestações, mas não as manifestações em si, visto que nos EUA, por exemplo, existe a pena de morte em alguns estados, porém isso não impede que adolescentes estadunidenses comprem armas e entrem em escolas matando quem quer que lhes dê na telha, por exemplo. Além disso, a criminalidade lá não é baixa e o índice de estupros é alarmante, apesar das duras leis, de uma aparente força policial adequada e do judiciário desvinculado do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, não acredito em “ser Punk”, mas sim em “estar Punk”. Em termos de visual, não dá pra esquecer que aqui é “o país do carnaval” e que a parada gay movimenta muito mais gente do que qualquer passeata ou protesto punk. Entendo como um estado de espírito e não uma maçaroca de regras comportamentais rígidas, doutrinas e dogmas a serem seguidos e respeitados de acordo com uma cartilha. Nem tão pouco um amontoado de comportamentos bizarramente autodestrutivos e nem mesmo uma conjugação dos dois extremos, como por exemplo, ser vegan e usar drogas. Aliás pra mim, não há nada que aliene e controle um ser humano tanto quanto o vício em drogas. Nem a igreja, a mídia ou o capital conseguem realizar essa tarefa tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que há sentido no Punk enquanto houver uma sociedade, porém esse sentido se movimenta assim como a sociedade. Não dá pra ser ingênuo ou hipócrita e negar as contradições que são inerentes ao ser humano, mas dá sim para fazer da contradição um ponto de partida. É muito fácil criticar as instituições, mas não dá pra esquecer que nascemos e vivemos no capitalismo e que tudo o que existe e que nos dá algum prazer ou sentido na vida foi produzido “no, pelo e para” o capitalismo em última instância. Por exemplo: Se na China há mão-de-obra semi-escrava nas fábricas de componentes eletrônicos, talvez graças a essa infeliz exploração exista tecnologia pra comprar um CD importado de hardcore finlandês pela internet ou baixar um vídeo, ou uma discografia, e gravar num DVD, ou ainda falar pelo MSN com um amigo de outro país, ou quem sabe encomendar aquele coturno da marca Doctor Martens... É dessa contradição que se pode partir. Já basta de sentar em cima do rabo e falar do rabo alheio! Crítica por crítica, até os corruptos e sonegadores de impostos sabem criticar, “puxando a sardinha pro seu lado”, sentados em suas poltronas de couro ou em frente ao televisor de última geração, assistindo as novidades do Jornal Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da parte que mais me interessa, que é a música, acho que hoje, depois de trinta e poucos anos, o Punk Rock e seus derivados apresentam muito sentido e contribuíram, e ainda contribuem, demais com o rock em geral. Graças ao Punk, o rock se desburocratizou, retomou vigorosamente sua essência mais instintiva, visceral, e explodiu barreiras impostas por tabus. Tornou público o impublicável, botou o dedo na ferida narcísica de muitos “almofadinhas” e ainda rendeu muita grana pras gravadoras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais suas bandas e estilos favoritos, dentro e fora do rock?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Taí mais uma pergunta que exigiria uma resposta longa demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, dentro do Rock: AC/DC, Motorhead, Slayer, Pantera, Metallica, Down, Ramones, Black Sabbath, Grand Magus, Entombed, Rage Against the Machine, Atomic Bitchwax, Death, Zeke, Ratos de Porão, Scum Noise, Joe Satriani, Sepultura, English Dogs, Machine Head, D.R.I., Rush, Jethro Tull, Soundgarden, Morbid Angel, Fu Manchu, Corrosion Of Conformity, Napalm Death, Suicidal Tendencies, Fear Factory, Steppenwolf, Captain Beyond, Kyuss, Raul Seixas etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora do Rock: Falcão, Tião Carreiro e Pardinho, Cacique e Pajé, Tonico e Tinoco, Paco de Lucia, MPB4, Chico Buarque, Toquinho &amp; Vinicius, Baden Powel, Billy Cobham, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estilos: Blues, Hardcore, Moda de Viola, Progressivo, Punk, Thrash Metal, Crossover e Stoner são meus estilos preferidos atualmente, mas eu ouço muito mais coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falemos agora do Plebe Bar, que praticamente herdou todo o status antigo Blackout, apesar de ainda existir o Pirata’s Bar. É meio que um “sonho” ter um bar de rock com espaço para as bandas mostrar seu som?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bem, eu não conheci o Blackout e não faço a mínima idéia de como era ou do que seria esse tal status, mas espero que seja alguma coisa boa, porque herdar problemas e dívidas não parece ser legal (N. do R.: O tal status da pergunta é de ser “o” bar de rock da cidade). Acho que ter um bar de rock é um “sonho” pra muita gente, assim como pra mim. A realidade, porém, é muito mais ampla e complexa do que aquilo que se imagina. Mesmo eu já tendo vivenciado muita coisa no rock, há fatos que somente no contexto de bar que se pode viver. Basta lembrar que a maior parte dos bares de rock duram pouco tempo. Eu costumo usar o seguinte comparativo de um amigo meu: “rock no Brasil é como andar de CG 125 na contra-mão.” Mesmo assim, o espaço está aí e já passando a marca das 600 bandas, algumas tendo tocado diversas vezes, em pouco mais de 3 anos de funcionamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Percebe-se que a proposta do Plebe hoje em dia é pouco diferente do que era no início, em 2005. Mesmo assim, quem vai lá sente a mesma “essência”. Quais eram suas intenções quando o bar abriu e no que elas mudaram hoje em dia? É o fator “grana” que ainda dita as regras para a manutenção do bar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não resta dúvida que a proposta mudou sem perder a essência, mas isso foi um processo natural, onde aquilo que era dos outros se foi com eles e aquilo que era comum e que também era meu ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção principal era firmar a cidade de Indaiatuba no cenário rock de São Paulo, trazendo bandas para atender uma necessidade do público da cidade, gerando oportunidades para as bandas locais, possibilitando intercâmbios, incentivando a formação de novas bandas e, principalmente, instituindo um local que pertença à galera que curte rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas intenções continuam sendo as mesmas da proposta atual, com o acréscimo de que há uma preocupação em possibilitar uma interação maior com o público, e entre as diversidades culturais também, visto os eventos e festas organizados por clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, Leo, sobre o “fator grana”, eu descobri pela experiência que ninguém consegue agradar a todos, ninguém se interessa se você tem contas a pagar, ninguém é tão altruísta que trabalhe de graça e não existe uma pessoa no mundo registrado no cartório com o nome “ninguém”, mas se você se afundar em dívidas bancando a diversão alheia, muita gente vai ser seu “amigo” até a diversão acabar. E mais: se sua irmã for gostosa e você a convencer a dar pra todo mundo, vai ter fila de neguinho na porta da sua casa e na saída vão te pedir um isqueiro emprestado e ainda tirar um sarro da tua cara, mas o pior seria ouvir comentários do tipo “ela nem era tão gostosa assim, deviam me pagar o dinheiro do busão pra vir aqui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sem dinheiro não se come, bebe, dorme, vive. Pode ser que uns não paguem por isso tudo, mas com certeza alguém paga por esses. Eu particularmente trabalho muito, e com prazer, e acredito que mereço receber pelo meu trabalho, embora a prioridade quando se tem uma empresa é mantê-la funcionando, o que invariavelmente exige muitos sacrifícios que nem todo mundo agüenta, seja de trabalho, seja de grana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Plebe foi montado em parceria com a galera que formava o Kranio, mas houveram desentendimentos e hoje, apenas você e seu sogro sobraram no comando. Sem polêmicas e “fofoquismos”, há alguma coisa que você gostaria de esclarecer pra galera que freqüenta o lugar sobre este assunto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O fato é que éramos 4 sócios, sendo a Fabiana, Eu, o falecido Marcão e o Tiago. O Sr. Nelson, sempre que pode, está lá dando uma força desde o começo do Plebe, porém o faz voluntariamente. Ele curte dar essa força e ainda jogar um xadrez ou uma dama com a galera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa coisa de desentendimentos é inevitável quando tem 4 pessoas no comando de qualquer empresa. O lance é que em algum momento você cede à vontade de um, no outro momento os demais cedem à sua vontade, mas consenso é pouco freqüente e, como dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”. Essa tensão é desgastante e, juntando outras responsabilidades e outras prioridades na vida de cada um, pronto: o inevitável acontece.&lt;br /&gt;Infelizmente chegou o momento em que cada qual decidiu deixar o bar, com as suas respectivas razões, ficando para mim a decisão de continuar sozinho ou de buscar alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte não há ressentimentos e, desde o momento em que fui surpreendido com a notícia da saída dos dois últimos, respeitei e acatei a decisão tomada. O que era devido foi pago a quem de direito e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que eu apreendi esse episódio em Dezembro de 2006 e é assim que eu o entendo hoje, em setembro de 2009 (N. do R.: época da entrevista).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estou sabendo que as baladas de som eletrônico que rolam de quinta-feira estão bombando. Sabendo que seu negócio é rock mesmo e que sempre viveu no underground, no meio das bandas, como você se sente com esse “sucesso do inimigo” no seu território?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hahahhha. Muito legal! Então, bombou sim algumas quintas e foi muito legal ter um pessoal novo, dando uma dinâmica diferente ao Plebe. O pessoal habitué teve diversas reações e o pessoal que chegava pros eventos também teve diversas reações, mas tudo muito positivo, apesar dos bochichos e reclamações (inevitáveis, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;Olha, se o sucesso foi “do inimigo” eu não sei, mas sei que foi esse sucesso que pagou as contas, quando vários shows bacanas com ótimas bandas de rock não receberam o prestígio do público necessário para tanto. Assim, os eventos Chic House foram uma oportunidade para um pessoal muito gente boa e criativo ter espaço e confirmar que merece continuidade do projeto. Por outro lado, acho que valeu pras pessoas se depararem com seus preconceitos, tanto de um lado quanto de outro, e alguns aprenderem algo com isso, ou reafirmarem aquilo que já pensavam. Concluindo, foi muito positivo.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Plebe ainda está à venda? Como anda este assunto? Eu sinto uma enorme torcida contra, porque todos (eu incluso) têm medo de que você saia e percamos mais um espaço de rock na cidade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não. Este assunto está encerrado. O único motivo pra venda do bar era o fato de que a minha esposa trabalhava e praticamente morava em Sampa e, comigo no bar 16h por dia, a gente não se via mais. Quando ela chegava no fim de semana eu estava no Bar. Quando eu chegava do trabalho ela estava acordando e eu indo dormir. Quando eu acordava pra trabalhar ela ia dormir. Enfim, estava insuportável e por isso a decisão de venda do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ela voltou pra cá e não há mais motivo pra vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente há torcidas e “retorcidas” com esse assunto. Mas nem todos com o mesmo pensamento seu, Leo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa preocupação do pessoal em perder o espaço do Plebe, só me resta evocar Antoine De Saint-Exupery e o seu clichê mais realista tirado do livro “O Pequeno Príncipe”: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." E isto tem que ser uma via de duas mãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais as bandas que fizeram os shows mais fodas que você já recebeu no Plebe? Qual te deu mais “orgulho”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha, Leo, pra mim os shows mais fodas foram aqueles em que as bandas chegaram com humildade, fizeram a montagem dos equipos, passagem de som rápida e tranquila e tocaram com toda energia do mundo, transmitindo carisma e empolgação. Orgulho dá a cada banda que chega e vai embora feliz, agradecendo com a sinceridade nos olhos, independente de estilo ou de status.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que o futuro reserva para o Plebe? Tem algo planejado a curto ou mesmo a longo prazo de novidades&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tudo o que posso dizer é que há grandes surpresas por vir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É isso aí! Obrigado pela entrevista, Darci! O espaço é seu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu é que agradeço pela oportunidade, o prazer e a honra de contribuir em algo (assim espero) com o IRZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo trabalho no sentido de promover o Rock é sempre importante nessa luta diária, que nem todos percebem ou valorizam. Porém este espaço aqui em especial é pioneiro, feito ao mesmo tempo por paixão e por gente que entende do assunto e de suma relevância, inclusive indo de encontro à proposta do Plebe, para firmar esta cidade no cenário Rock paulista e, quiçá, brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longa Vida ao Indaiá Rock Zine!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SKÓRIA:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q4M3GCVAlkg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q4M3GCVAlkg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-9058538846868747264?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/9058538846868747264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/11/entrevista-darci-plebe-bar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/9058538846868747264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/9058538846868747264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/11/entrevista-darci-plebe-bar.html' title='ENTREVISTA: Darci (Plebe Bar)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sw3Ugd2aBuI/AAAAAAAAALs/F-FcGJHo0Wg/s72-c/IRZ+-+Darci+-+Foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-2732719201262004300</id><published>2009-09-30T18:42:00.002-03:00</published><updated>2009-09-30T18:48:37.582-03:00</updated><title type='text'>Satisfações</title><content type='html'>Fala, galera, blz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acompanha(va) o IRZ já percebeu que estou sem postar algo novo faz um tempão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, comecei a fazer facul de novo e isso está me tomando um tempão, a ponto de eu não conseguir sentar aqui pra escrever pro IRZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, isso não é o fim do blog! Estou com matérias mto boas engatilhadas, faltando apenas uma edição para postar aqui. Então, quem ainda tiver paciência pra aguardar não ficará decepcionado! Eu garanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com a compreensão de vcs, pois não quero que os posts sejam "meia-boca"! Nossa cena não merece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pelo apoio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-2732719201262004300?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/2732719201262004300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/09/satisfacoes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/2732719201262004300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/2732719201262004300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/09/satisfacoes.html' title='Satisfações'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-1286747003683340730</id><published>2009-08-09T12:29:00.005-03:00</published><updated>2009-08-29T19:24:47.748-03:00</updated><title type='text'>R.I.P. Marcão (Kranio)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sn7uIIXLhuI/AAAAAAAAALU/rKtDCdv03E8/s1600-h/Marc%C3%A3o+Kranio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sn7uIIXLhuI/AAAAAAAAALU/rKtDCdv03E8/s400/Marc%C3%A3o+Kranio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367989629323282146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O IRZ expressa seus sentimentos à família e amigos de um dos mais antigos camaradas da cena indaiatubana, Marcão, fundador das bandas Kranio e Extermínio Brutal. Ele faleceu ontem, 08/08/09, devido a complicações de um cancer, o qual lutava há pelo menos um ano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que todos têm algumas ou muitas histórias para lembrar do Marcão. Eu tenho as minhas e gostaria de compartilhar uma delas com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998, o Kranio ensaiava na rua de cima de casa, na Hercules Mazzoni, onde o Marcão morava. Na época eu tinha a Eskellettica e ensaiávamos no porão da minha casa. Um dia, o Marcão desceu até em casa depois do ensaio e pediu um microfone emprestado na maior humildade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- To vendo que vocês fazem um som também. Bem legal, é isso aí! A gente ensaia aqui na rua de cima e precisamos de um mic emprestado. Vocês podiam emprestar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele achou que eu não sabia quem ele era e que ele era do Kranio, mas eu tinha visto o segundo show deles em 1997 e, como era um adolescente que estava entrando na cena àquela época, fiquei até "honrado" de algum "carinha de banda" me pedir algo emprestado pra ensaiar. Eu me senti o "colaborador da cena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprestei o mic e duas horas depois ele foi lá e devolveu. Isso era em um sábado. No domingo seguinte ele foi lá do mesmo jeito pedir novamente o mic. E claro, eu emprestei com aquele orgulho de adolescente só pra contar pros amigos depois, "o cara do Kranio veio aqui me pedir um mic emprestado pra ensaiar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele veio devolver o mic, ele me deu a segunda demo do Kranio, a "Escravo do Sistema", em fita K7:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valeu pelo mic, Leo. Esse aqui é o som nosso. Espero que você goste! - disse, me entregando a fitinha com a capa xerocada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo essa fita com aquele orgulho de colecionador e também com o orgulho de ter feito amizade com "o cara do Kranio"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanse em paz, Marcão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-1286747003683340730?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/1286747003683340730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/08/rip-marcao-kranio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/1286747003683340730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/1286747003683340730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/08/rip-marcao-kranio.html' title='R.I.P. Marcão (Kranio)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sn7uIIXLhuI/AAAAAAAAALU/rKtDCdv03E8/s72-c/Marc%C3%A3o+Kranio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-7711451625191325170</id><published>2009-08-07T20:36:00.005-03:00</published><updated>2009-08-08T00:19:50.196-03:00</updated><title type='text'>T-ZERO EXCLUSIVO!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As primeiras 8 faixas do novo CD&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sny8cDGb7NI/AAAAAAAAALM/aMk475-1OGI/s1600-h/Tzero+049escr.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sny8cDGb7NI/AAAAAAAAALM/aMk475-1OGI/s400/Tzero+049escr.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367372045973449938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pronto ele está desde 2007. Data pra sair não tem. Aliás, esse play ganhou do “Chinese Democracy” do Guns n’ Roses em “tempo de espera”. Tretas à parte, o IRZ teve acesso exclusivo a oito faixas do “Diversão Garantida no País da Sacanagem”, o segundo disco do Tolerância Zero, sucessor do inovador e genial “Ninguém Presta”. Ele é esperado há pelo menos uns oito anos pela cena brasileira do rock alternativo. Com um hiato desses, ninguém acreditava que a banda fosse capaz manter o gás de seu primeiro trabalho. Mas esse gás não foi só mantido, como teve uma adição de nitro! E bota explosão nisso! Eles estão absolutamente melhores, mais pesados, mais criativos, mais melódicos (sim e eu também acho isso incrível), mais “maduros” (odeio essa palavra), mais tudo o que você quiser imaginar! Sem desmerecer, essas oito faixas fazem o “Ninguém Presta” parecer uma brincadeira de adolescente rebelde (sem causa)! Quem convive com os caras é bom começar a se despedir deles, pois quando esse play sair, os caras não vão mais parar de fazer show (eu espero). Ricos, não sei se vão ficar, mas com absoluta certeza eles vão conseguir abalar a bundamolisse da cena rock brasileira, infestada por NX Zeros e Pittys da vida. É sério: não tem nada melhor que eles na cena brasileira atual! Chega de blá blá blá, já que já paguei muito pau (e eles vão me zoar com certeza) e vamos logo às faixas:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;- Situação Brasileira: &lt;/span&gt;o título do play saiu desse som. Um riffão nervoso abre a faixa e logo de cara você já sente a pegada do Maurão na batera. A letra é uma crítica fodida à “situação brasileira ‘bundalelê’”! O vocal do Campa ficou melhor. Claro, mais velho, mais malandrão! E isso deu um quê muito especial nas vozes, não só nessa, mas em todas as outras músicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Lado Bom:&lt;/span&gt; essa é aquela que será chamada de “a faixa de trabalho”. Praticamente um rap com uma guitarra swingada fazendo o fundo. O trabalho de baixo também é incrível, mostrando que os anos tocando Rage Against the Machine fizeram do Thiago um puta baixista! O refrão é a principal novidade aqui com uma melodia bem fácil de cantar e com Campa pagando uma de cantor de verdade. Mesmo com essa “comercialisse”, a música ainda é pesada e agressiva. O fim descamba pra um falatório frenético com um “riff de um acorde só” nervosão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Reverendo Karabina:&lt;/span&gt; Santo Funk! Os slaps espertões abrem esse som que tem uma levada até que alegrinha com uma melodia legal. Tem uma ponte que é puro funk setentista que antecede o refrão. Aí que o caldo engrossa, com aquele riffão nervoso no estilo que só o Pé é capaz de fazer e com o Campa berrando como se tivesse fumado um maço de Belmonte enquanto tomava uma garrafa de Old Eight. Ainda tem uma quebradera com o baixo dominando, mostrando que, tecnicamente, o Thiago é o melhor “músico” da banda.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;- Cabaçada:&lt;/span&gt; essa é a historinha de amor, a balada... Só se for uma balada de uma ponto 30  no meio da sua cabeça! É uma mistura da “Ninguém Presta” com a “Quem é normal?”, rápida e direta, sem frescura. A letra conta a história de um cara que catou uma puta e saiu por aí se achando! Já to vendo os circle pits abrindo nos shows...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Cidadão Social:&lt;/span&gt; tensa! Os riffs são feitos todos em cima de bends, dando um nervosismo incrível. A levada é lenta e pesada! Não escute quando estiver com dor de cabeça. A letra é uma das melhores, passando a mão na cabeça do “playboy way of life” que empesteia as baladas e os barzinhos. Sabe aquele cara que só pensa no status que o dinheiro dá, que se mata pra ter um trampo que os outros paguem pau, uma família certinha e um carro do ano na garagem? Coitado dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Mate Um Puritano:&lt;/span&gt; essa já é apresentada nos shows (assim como algumas outras) há algum tempo. Típico som do T-Zero. Levada malandrona, letra “dedo na ferida”, riff nervoso, batera que você não sabe como a pele da caixa ainda não estourou e o baixo só marcando o peso! “Cuidem de suas próprias vidas”, grita o Campa no que poderíamos chamar de “breakdown” no fim do som. Diz tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Nada: &lt;/span&gt;o riff que abre esse som é aquele que bate na sua cabeça quando você está chapado! É um rap, o baixo que leva o som. Pesadão, me lembrou o Black Sabbath, por incrível que pareça. Depois do segundo refrão tem uma parte que lembra muito aqueles sons do Titãs dos Anos 80, que descamba pra uma gritaria do Campa, “Nada! Já não presta pra nada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Trilha: &lt;/span&gt;essa me lembrou os tempos do new metal, do fim dos Anos 90. Uma mistura de Limp Bizkit (nos versos) com Deftones (no refrão). A letra mais uma vez é o destaque. Aliás, cada letra legal... Só fazendo uns rolês com os caras pra entender a genialidade que eles descrevem o mundo a sua volta. O final fica nervosão, com uns efeitos na voz. Coisa fina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* alguns desses sons estão disponíveis no &lt;a href="http://www.myspace.com/bandatzero"&gt;MySpace&lt;/a&gt; deles! &lt;a href="http://www.myspace.com/bandatzero"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e acesse!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-7711451625191325170?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/7711451625191325170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/08/exclusivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7711451625191325170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7711451625191325170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/08/exclusivo.html' title='T-ZERO EXCLUSIVO!!!'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sny8cDGb7NI/AAAAAAAAALM/aMk475-1OGI/s72-c/Tzero+049escr.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-7272767660731301594</id><published>2009-08-03T22:58:00.013-03:00</published><updated>2009-08-11T14:01:08.219-03:00</updated><title type='text'>Cria do ódio!</title><content type='html'>LIVE: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;HATEBREED – ENDRAH – CLEARVIEW&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;26/07/09 – Espaço Lux (São Bernardo do Campo)&lt;br /&gt;Organização: Liberation Music Company&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Snec1ApfHPI/AAAAAAAAALE/wSwA_KZ_owA/s1600-h/Hatebreed_2009.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 422px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Snec1ApfHPI/AAAAAAAAALE/wSwA_KZ_owA/s400/Hatebreed_2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365929915556240626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tive o privilégio de ir novamente a um show do Hatebreed! Privilégio porque esses caras são foda! Não importa qual estilo você curta mais, eles simplesmente vão te entregar um show incrível, com o volume no talo, mais pesado que um mamute, com o pedal do acelerador pisado até o fim, com uma energia infinita! E certamente você sairá esgotado fisicamente do lugar (e eles não!), mas, mentalmente, você receberá uma carga para suas baterias por pelo menos uns três meses! Não haverá trampo, chefe chato, stress, prova na faculdade ou treta com a mulher que te tirará do sério nesse período!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite começou com o Clearview. Polêmicas à parte quanto a classe social dos caras, a panela que eles fazem parte e a falta de engajamento na cena (seja lá o que isso for), eles entregam um ótimo Hardcore Old School, tendo seu set baseado em seu primeiro disco “Love it or leave it”. Entretanto houve alguns pontos negativos nesta apresentação: 1) eles não empolgaram o povo, pois somente o vocal “tem presença de palco”; 2) o mesmo vocalista tem a voz muito fraca em relação ao CD, não empolgando muito a galera; 3) o guitarrista tocou o show inteiro de lado (!!!), como se estivesse ensaiando; 4) o baixista tem uma postura muito “Judas Priest” pra uma banda de HC. De bom mesmo apenas o novo batera, que literalmente espanca as peles de seu instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora a falta de sangue-no-zóio, o vocalista se irritou com a postura de muitos que assistiam ao show de braços cruzados (como eu, por exemplo) e soltou a pérola: “Aqui é um show de Hardcore. Se é pra ficar de braços cruzados é melhor voltar pra casa.” Acho que ele poderia ter tido um pouquinho de tato e percebido que os “braços cruzados” da galera era simplesmente um reflexo da sua apresentação mediana! Uma pena mesmo! Mas já vi eles abrindo pro Madball e sei que eles têm um enorme potencial e mandam bem sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi a vez do Endrah, banda do baterista e maior ícone da cena Hardcore de São Paulo, Fernando Schaefer. O híbrido de Death Metal com Hardcore praticado pela banda não me agrada nem um pouco! Nem mesmo a “aula” de bateria promovida por Fernandão e a saraivada de riffs do guitarrista Coveiro salvam a banda. As músicas são construídas na base de breakdowns e blast-beats, mas isso as torna extremamente enjoativas e cansativas. No fim de qualquer uma delas você não consegue se lembrar de nenhum riff, de nenhuma levada, tanto pela duração das músicas, como pela necessidade tola de colocar 103 riffs num som de três minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do show em si, fora isso, eles apresentaram acho que três sons novos (não me lembro de nenhum riff, como já disse) e apresentaram seu novo vocalista, um cara que sabe berrar muito bem, porém não se mostrou muito à vontade no palco. Legal que trombamos ele num posto no meio da Bandeirantes na volta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começou a destruição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma intro épica com música clássica, na maior simplicidade do mundo, Frank 3 Gun, Wayne Lozinak, Matt Byrne e Chris Beattie entram no palco e começam “Doomsayer”! Segundos depois, Jamey Jasta aparece com um puta sorriso no rosto e batendo no peito com orgulho. Falou uns três “thank you” fora do microfone, nos cumprimentou e soltou os demônios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí foi porrada atrás de porrada! Sem descanso, sem conversa, sem paradinha pra tomar água ou passar toalhinha no rosto! Assim como em 2005, o Hatebreed se destaca pelo pique e pela intensidade que mantém durante cada segundo de seu show! E seguem os clássicos: “Never Let it Die”, “Perseverance” (perfeita!), “Before Dishonor”, “Defeatist”, “Beholder of Justice”, “A Call For Blood”, “Tear it Down”, “This is Now”, “As Diehard As They Come”, “Straight To Your Face”, “Live For This”, “Destroy Everything”, “I Will Be Heard” (essas duas últimas no bis). Porra, to falando o set list inteiro! Sente só que showzão (rs)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, só senti falta de dois sons: “Another Day Another Vendetta”, com sua letra com citações da fantástica “Just Look Around” do Sick Of It All, e “Horrors of Self”, que tem o melhor breakdown do mundo ao lado da “Davidian”, do Machine Head. Mas nem dá pra reclamar! Teve SLAYER, “Ghosts of War”, com o circle pit mais animalesco que já entrei na vida! E também teve cover do Black Flag, “Thirsty And Miserable”: muito linda também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer da banda? O vocalista Jamey Jasta, figuraça humilde e muito carismática, sabe, e muito bem, que berrar é a melhor maneira de aliviar as tensões. Por conta disso, além de acompanhar o berreiro todo das furiosas letras da banda, ele pede insistentemente pra platéia gritar, gritar e gritar! Você nem precisa saber as letras, mas certamente sairá rouco do lugar! Que terapia! Ok, ainda acho o Freddie Cricien, do Madball, mais carismático, mas ele é latino, tem aquela manha de malandrão e acho que a diferença se dá toda por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a postura de fodão dos músicos? Porra, não precisa fazer aquelas macaquices de girar guitarrinha no pescoço, dar o pulinho mais alto ou mexer a franjinha pra demonstrar carisma e contagiar a massa! Basta se entregar de coração! E isso com certeza foi o que mais teve neste show: entrega! Vocês podem ver isso pelos milhares de vídeos espalhados no You Tube e como no que está abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Hey, this is Slayer. I want the biggest circle pit this place has ever seen!”&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bcYgYCRQOV8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bcYgYCRQOV8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SET LIST:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Doomsayer&lt;br /&gt;Never Let It Die&lt;br /&gt;Perseverance&lt;br /&gt;Before Dishonor&lt;br /&gt;Defeatist&lt;br /&gt;Beholder Of Justice&lt;br /&gt;Proven&lt;br /&gt;Black Flag&lt;br /&gt;To The Threshold&lt;br /&gt;A Call For Blood&lt;br /&gt;Last Breath&lt;br /&gt;Tear It Down&lt;br /&gt;Empty Promises&lt;br /&gt;Divine Judgement&lt;br /&gt;Smash Your Enemies&lt;br /&gt;Slayer&lt;br /&gt;This Is Now&lt;br /&gt;As Diehard As They Come&lt;br /&gt;Hollow Ground&lt;br /&gt;Most Truth&lt;br /&gt;Straight To Your Face&lt;br /&gt;Live For This&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;Destroy Everything&lt;br /&gt;I Will Be Heard&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Michele Mamede (site da Liberation)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-7272767660731301594?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/7272767660731301594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/08/cria-do-odio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7272767660731301594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7272767660731301594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/08/cria-do-odio.html' title='Cria do ódio!'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Snec1ApfHPI/AAAAAAAAALE/wSwA_KZ_owA/s72-c/Hatebreed_2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-8031315253046595498</id><published>2009-07-23T15:46:00.003-03:00</published><updated>2009-07-23T15:51:15.250-03:00</updated><title type='text'>Heavy Metal Games</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmiwptOYINI/AAAAAAAAAKs/SRso2HZuOco/s1600-h/metalocalypse.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 182px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmiwptOYINI/AAAAAAAAAKs/SRso2HZuOco/s200/metalocalypse.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361729586945597650" /&gt;&lt;/a&gt;Essa é pra quem curte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jogo de "Metalocalypse" sairá pela Konami&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, "Brütal Legend" não é o único jogo direcionado aos fãs de heavy metal - a Konami revelou que publicará um jogo a ser vendido por download para Xbox 360 e PlayStation 3 que tem como tema a música pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de "Metalocalypse: Dethgame", título baseado no desenho animado do bloco Adult Swim da Cartoon Network que tem como protagonista o Dethklok, uma banda de metal extremo repleta de clichês do gênero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste game produzido pela Frozen Codebase, o jogador controla um grupo de roadies (assistentes de palco de bandas em shows e turnês) lutando a serviço da Dethklok, ajudando-os onde quer que eles estejam. Segundo informações anteriores, o game prevê elementos de RPG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A primeira ideia que tivemos era tornar a banda impiedosa e assassina, mas isto não funciona no programa. O desenho é sobre cinco supercelebridades narcisistas que não conseguem abrir a porta sem a ajuda dos outros", disse Brendon Small, criador do desenho, ao Wall Street Journal. Small também assina a trilha sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Metalocalypse: Dethgame" ainda não tem data de lançamento anunciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://jogos.uol.com.br/ultnot/finalboss/2009/07/22/ult3277u25457.jhtm"&gt;Uol Jogos&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-8031315253046595498?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/8031315253046595498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/heavy-metal-games.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8031315253046595498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8031315253046595498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/heavy-metal-games.html' title='Heavy Metal Games'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmiwptOYINI/AAAAAAAAAKs/SRso2HZuOco/s72-c/metalocalypse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-1327390682904642231</id><published>2009-07-22T16:57:00.012-03:00</published><updated>2009-07-23T14:48:16.974-03:00</updated><title type='text'>Entrevista: Cris Goyaba (METAL FOR ALL)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmiiWLdRhjI/AAAAAAAAAKk/JFuf51ERsqo/s1600-h/Cris+Goyaba.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 236px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmiiWLdRhjI/AAAAAAAAAKk/JFuf51ERsqo/s320/Cris+Goyaba.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361713858300970546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Metal pra todos, sem dúvida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela organiza festivais no underground desde 1994! Já trouxe pra nossa região bandas que estouraram no cenário Metal nacional e gringo, como o Steel Warrior, de Santa Catarina. Atualmente, ela é a cabeça por trás do festival "Metal For All", um dos eventos com a maior longevidade do underground do Brasil, realizado na cidade onde ela mora, Salto, e que terá sua 10ª edição no próximo dia 17 outubro com a participação dos renomados thrashers do Violator (de Brasília-DF) como atração principal! Além de tudo isso é uma simpatia em pessoa e também pela internet, por onde esta entrevista foi realizada. Com vocês, as palavras dela: Cris Goyaba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cris, você é uma das maiores organizadoras de show do Underground do interior paulista, tendo o Metal For All como um evento reconhecido no Brasil todo. Gostaria que você se apresentasse contando um pouco de sua vida, como começou a curtir som e como (e porque) começou organizar festivais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha só Leo, primeiramente quero agradecer o espaço que você está dando aí pro Metal For All e para que eu possa mostrar um pouco do meu trabalho. E claro, agradeço de coração os elogios e acho que nem somos tudo isso aí que você falou (rs). Me apresentando: me chamo Cristiane, apelido de Goyaba (já nasci com ele, pois herdei de meu pai), sou casada há 10 anos com o Renato (que agradeço por me aguentar por tanto tempo) e tenho duas filhas: Bruna, de 16 anos, filha do meu primeiro casamento, e Bianca, com 5 aninhos. A respeito de curtir som, acho que todo mundo que curte de verdade já tem no sangue! A gente ouve aquilo e o coração já bate mais forte, sente arrepios! E eu, desde criança sentia isso ao ouvir Beatles ao lado do meu pai. Tenho também um primo que sempre curtiu som e eu ficava do lado de fora do quartinho de som dele ouvindo Kiss, Judas, Maiden... Ele foi minha “porta” pras bandas mais pesadas. Só que eu não entrava no quartinho porque tinha um pôster do Gene Simmons lá e eu morria de medo! E daí pra conhecer as pessoas com o mesmo gosto da gente é um pulo. Só que meu início não foi fácil. Por ser uma época em que o radicalismo imperava, em 1990. Agora, sobre fazer os festivais foi assim: tinha um bar chamado Bar do Borracha aqui em Salto e meus amigos viviam tocando lá. Na época eu já tinha minha filha e estava separada há pouco tempo... Acho que foi mais ou menos em 1994 e as bandas que estavam na ativa já não eram mais as bandas que eu conhecia antes de me casar, então tive a idéia de fazer um lance lá com as bandas “que eu gostava”. E assim saiu o “1º Encontro de Guitarras Distorcidas”. Acho que tivemos três edições. Depois tive uma parceria com o Emílio, da loja Oficina &amp; Cia, onde fizemos o Fest Oficina Rock (algo assim, não me lembro o nome exato) e até mudamos de local, usando o Clube do Patrocínio, aqui em Salto. Também já colaborei diretamente com muitos outros eventos e festivais que me chamavam. Dei uma parada por alguns motivos que no momento nem é bom citar, para evitar conflitos e também, depois, para cuidar da minha gravidez e da pequena. Logo após o nascimento da Bianca tive um problema muito sério de saúde que nem sabia o que era. Só descobri depois que saí dele. Sofri de uma Síndrome do Pânico! Quando voltei com os eventos me senti outra pessoa! Foi logo no começo do tratamento, em 2006, ajudando a Raquel, da loja Messenger of Rock. Fizemos dois festivais juntas, sendo que o primeiro eu ajudei informalmente e no segundo eu estava diretamente na organização. Depois disso a loja fechou e comecei com o Metal For All, que é sobre ele que falaremos agora... Daí adeus medicamentos!!! O MFA foi minha cura!!! *-*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Qual o grande barato de organizar um festival? Dá pra tirar uma grana ou é mais pela paixão mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha só Leo, tenho um acervo enorme de bandas pra tocar no MFA que até me sinto mal às vezes, pois conforme as pessoas me procuram, eu ouço e coloco numa ordem na minha lista. Mas nem sempre é possível seguir esta ordem, pois eu costumo mesclar os estilos e como fazemos o evento a cada três meses isso demora muito. A respeito de grana, isso depende. O salão que agora já virou “oficial” do MFA faz uma parceria comigo: 50% da bilheteria é deles e o bar também. Então eu tenho que me virar com 50% da bilheteria pro seguinte: parte de água e lanche pras bandas, metade da segurança, transporte das bandas e divulgação. Dependendo do público até sobra uma grana sim e dependendo também de onde vêm as bandas. Mas tudo o que sobrou até hoje eu investi no festival. Já temos uma bateria Peace e um amplificador de guitarra Create.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como foi o primeiro festival que você organizou? O que rolou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, o primeiro, lá em 1994, foi uma mistureba danada! Me lembro vagamente, mas se não me engano foram as bandas Holy Smoke (que depois virou Thrashed), Positive System (de HC), Kick in the Balls e Sangria. Agora, o 1º MFA contou as bandas Lipstick (hard/glam), de Sorocaba, Thrashed (thrash metal), de Salto, Venomancer (heavy metal), de Indaiatuba, e Savagery (thrash metal), de São José do Rio Preto. Os dois foram excelentes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais as histórias mais bizarras que você pode contar dessa vida de organizadora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ah meu, não sei se tenho história bizarra. Acho que acontece no MFA as coisas normais de qualquer outro evento: aqueles tiozinhos bêbadosque muitas vezes se divertem mais do que alguns que curtem metal (rs)! Às vezes começa a rolar algum desentendimento quando o goró sobe na mente, mas a gente já aparta antes da treta rolar. Agora vou te falar uma coisa: BIZARRO mesmo é nego que fala demais! Pois não é nada fácil fazer essa correria e todos sabem que eu não faço por grana! Só que eu não preciso ficar falando isso ou esfregando nada na cara de ninguém, pois quem me conhece sabe do amor que tenho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Já teve alguma banda que tocou em um evento seu e hoje em dia é conhecida na cena Metal do Brasil ou do mundo? Alguma banda gringa também?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pow! Assim, não desmerecendo nenhuma das bandas que vem tocar aqui, e eu também não sei a história de todas elas, mas tenho o maior orgulho em dizer que já trouxe aqui pra Salto, em 1998, o Steel Warrior, de Santa Catarina. Meu, foi a maior doidera que eu já tentei e o melhor de tudo é que deu certo! Eu trocava correspondência com o Culver, batera da banda (é, não tinha net naquela época não) e acertamos o seguinte: eles viriam por conta própria e eu tinha que conseguir a passagem de volta. Meu, a grana deu CONTADINHAAA!!! E os camaradas ajudaram na hora de dormir, já que não caberiam todos em casa. Espalhamos a galera pelas casas dos amigos Paulo e ACS, mas foi lindo! E depois disso eles tocaram lá pela Europa e tão aí, com um álbum novo pra volta triunfante depois de perderem estúdio e tudo mais na tragédia das chuvas por lá (SC). E claro, já trouxe Anthares e Salário Mínimo que são ícones do metal nacional dos anos 80. E no evento do Projeto Metal (que eu fiz a parte de contato com as bandas) também veio a banda Eclyptika, que já fez uma tour na Europa e tals...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem deseja organizar um evento deve fazer o quê? O que você falaria pra quem deseja se meter neste meio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha Leo, acho que acima de tudo tem que ter uma paixão pelo que vai fazer, porque não é fácil. A ter atenção é fundamental, pois tem detalhes tão pequenos que às vezes você deixa passar e faz uma diferença imensa no Dia “D”. Mas acho que acima de tudo tem que ter AMOR! Tudo o que a gente faz com amor acaba dando certo... =D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais suas bandas favoritas e quais as bandas novas, brasileiras ou não, que você recomenda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Putz, sou meio perdida quando o assunto é “bandas favoritas”, pois eu ouço muitos estilos diferentes, mas meus favoritos são Heavy Metal e Hard Rock (rs). Olha só, Manowar é meu amor maior! Mas eu adoro bandas como Tysondog, Icon, Tokyo Blade, Kiss, Mötley Crue, Mr. Big, Salário Mínimo, Rosa Tattooada, Tuatha de Danann. É foda citar, não vou parar nunca... Agora sobre as bandas “novas” do cenário metal nacional, meu, tem bandas aí que tem tudo pra destruir por onde passarem. Anotem os nomes: Nosferatu, Maligna, Grim Suffering, Infected, Madhouser, Funneral, Sactor, Prepared to Kill, Vulture, Exhortation, Jackhammer, War Mind, Brave, HellCrusader, Delenda Arcana, Nox Eterna, Darksmile, Ecliptyka e por aí vai… São bandas que se dedicam demais e fazem um som que, se não perfeito, chega muito perto da perfeição! Gente, podem procurar aí e ouvir e depois me digam!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais os planos pro Metal For All? Alguma novidade para as próximas edições do festival?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, a 10ª edição já está fechada. Será 17 de outubro e espero que seja marcante! Tanto pras bandas, quanto para o público, pois estarei me arriscando um pouco trazendo uma banda de um pouco mais longe do que as de costume, que será o Violator, que já tem um grande nome no metal nacional (não citei lá em cima pq iria falar deles aqui...rs) e já fizeram turnê em alguns países, inclusive no Japão. O cast ficou fechado assim: Funneral, Blasthrash, Infected e Violator. O ingresso vai ser um pouco mais caro por esse motivo da distância, pois eles não pedem cachê e sim apenas que não precisam pagar para virem tocar. Então teremos ingressos antecipados a R$ 10 e na hora vai ser R$ 15.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É isso, Cris! Valeu pela entrevista! O espaço é seu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leo, quero agradecer a você mais uma vez pelo espaço e por me deixar esclarecer algumas dúvidas que certamente muitas pessoas deveriam ter, me desculpar pela extensão nas respostas pois quando começo eu me empolgo mesmo. Espero que não fique enjoativo (N. do E.: ficou muito foda, isso sim!).  E também quero pedir pro povo não “abandonar” esse fest que faço com tanto amor, não apenas pra mim, pois os estilos são completamente variados justamente pra juntar o maior número possível de pessoas para fazerem amizades, confraternizarem e ainda curtir o que gostam! Minha intenção é esta e espero estar cumprindo com ela. Quem ainda não conhece que venha ver como é o meu trabalho. Bandas entrem em contato! A demora é consequência de um trabalho bem feito! Por isso muitos me procuram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contatos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Metal For All&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E-mail: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;crisgoyaba@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sites em construção: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://www.metalforallfest.com"&gt;www.metalforallfest.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://www.projetometal.com"&gt;www.projetometal.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fone: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(11) 7168-2575&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Orkut: &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&amp;uid=6855330008238126234"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&amp;uid=6855330008238126234&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-1327390682904642231?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/1327390682904642231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/entrevista-cris-goyaba.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/1327390682904642231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/1327390682904642231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/entrevista-cris-goyaba.html' title='Entrevista: Cris Goyaba (METAL FOR ALL)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmiiWLdRhjI/AAAAAAAAAKk/JFuf51ERsqo/s72-c/Cris+Goyaba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-7750767072751478274</id><published>2009-07-20T19:16:00.003-03:00</published><updated>2009-07-20T19:23:58.642-03:00</updated><title type='text'>Resenha: Chimaira - The Infection (2009)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmTuY7Evk_I/AAAAAAAAAIc/t9kzCvlWVJ0/s1600-h/chimaira_the_infection.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmTuY7Evk_I/AAAAAAAAAIc/t9kzCvlWVJ0/s200/chimaira_the_infection.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360671568419591154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu Media Player classifica este CD como "Groove/Post-Thrash/Metalcore"! Por aí já dá pra imaginar aquela mistureba que envolve vocais e batidas "ishpérrrtas" do rap, sussurros, pedal-duplo moendo, levadas “cisca-cisca”, efeitos mirabolantes na distorção das guitarras e por aí vai. Afinal, é o novo play do Chimaira: aquela banda de Cleveland (Ohio), que começou fazendo new metal imitando o Korn, ficou mais pesada quando o new metal morreu comercialmente, virou metalcore, lançou um disco de thrash metal rápido quando era isso que estava em voga na cena e agora deve seguir a atual tendência do momento (seja lá qual for ela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas provando que nem sempre a água do rio corre na mesma velocidade, o Chimaira (se lê “caiméra”) surpreendeu a tudo e a todos e lançou seu disco mais pesado, brutal, lento e denso! “The Infection” começa com “The Venom Inside”, que tem uma bela intro, com dedilhados e guitarras dobradas à la Iron Maiden fazendo aqueles solos bonitinhos. Lembra bastante a introdução do “...And Justice For All”, do Metallica. Mas ao invés de explodir aquele riff “abre-rodinha” rápido e inconsequente, o que entra em seguida é um riffão lento, pesadíssimo, de fazer Tony Iommi (Black Sabbath) morrer de inveja, tamanha densidade do negócio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas seguem bem densas, lentas, pesadas ao máximo. A dupla das seis cordas Rob Arnold e Matt DeVries, a exemplo do disco anterior “Ressurrection”, mostra que estudou muito o instrumento na adolescência e nos brinda com muitos solos, coisa que não existia no começo da banda. Aliás, as guitarras são o grande destaque desse play, pois é riff atrás de riff, sem descanso. Prestem atenção no riff do meio de “The Disapearring Sun”: James Hetfield ficaria orgulhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as letras, apesar de não ter lido todas, só pelos títulos já dá pra perceber que o tempo andou muito fechado pro vocal Mark Hunter, tamanho pessimismo e agonia que elas transmitem. Nos vocais, ele, por glória dos deuses, parou com aquelas falas desesperadas tipo “I’m so alone” do primeiro disco e se limitou a gritar. Tá cavernoso e mete medo em criancinha! Como sempre deveria ter sido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dá-lhe breakdown! Seguindo a lentidão, praticamente todas as música possuem um! Eu curto muito breakdowns, mas ficou meio exagerado aqui. Nem por isso o disco ficou chato. Pelo contrário, ver a faceta “queremos mostrar o quão pesados conseguimos ser” do Chimaira é muito legal, porque mostra que a atual tendência é ser “mauzão”, enterrando de vez o maldito “emo”. Isso, claro, levando em consideração que a banda, apesar de boa, SEMPRE segue as modinhas do momento no rock. E que bom que a atual “modinha” pede peso. Muito PESO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a seguir o vídeo do primeiro single, “Destroy and Dominate”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wC9z-DV2C_A&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wC9z-DV2C_A&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-7750767072751478274?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/7750767072751478274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/resenha-chimaira-infection-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7750767072751478274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7750767072751478274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/resenha-chimaira-infection-2009.html' title='Resenha: Chimaira - The Infection (2009)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SmTuY7Evk_I/AAAAAAAAAIc/t9kzCvlWVJ0/s72-c/chimaira_the_infection.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-7167292179554747187</id><published>2009-07-10T11:12:00.008-03:00</published><updated>2009-07-10T12:44:52.908-03:00</updated><title type='text'>Reconhecimento!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SldRjVtemcI/AAAAAAAAAIM/Tp1JkmX7VEc/s1600-h/IRZ+no+Votura.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 163px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SldRjVtemcI/AAAAAAAAAIM/Tp1JkmX7VEc/s320/IRZ+no+Votura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356839949345659330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Minha amiga e colega de profissão Lais Ambiel Mariotto, do Jornal Votura, deu uma grande força ao IRZ com uma notinha na Coluna Social da edição de ontem (09/07/09)!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, várias pessoas comentaram e fizeram elogios pelo orkut!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui nosso "MUITO OBRIGADO" por este apoio e reconhecimento! É muito importante para nós neste começo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamo que vamo!!!&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-7167292179554747187?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/7167292179554747187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/reconhecimento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7167292179554747187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/7167292179554747187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/reconhecimento.html' title='Reconhecimento!'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SldRjVtemcI/AAAAAAAAAIM/Tp1JkmX7VEc/s72-c/IRZ+no+Votura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-3317035485608528176</id><published>2009-07-03T20:51:00.003-03:00</published><updated>2009-07-03T22:36:14.384-03:00</updated><title type='text'>Indaiá Rock Zine: BEM-VINDOS!</title><content type='html'>Quando o Marcelo (vocalista do Razzard) me procurou com a idéia de montar um zine para acompanhar a cena rock de Indaiatuba, ele despertou um gigante adormecido! Sem referências aos meus 1,96m, sou um “gigante” preguiçoso, mas que desde moleque tem a idéia de fazer um zine. Faltava vontade, disposição, tempo (isso sempre me falta até hoje) e incentivo. Tudo isso veio à tona com o convite do Marcelo: “Você escreve e eu faço as correrias.” Pronto! Fechou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande atuação do Marcelo na cena rock da cidade sempre me impressionou e, de fato, me contagiou! Ele não se foca apenas na sua banda, como muitas pessoas fazem (eu incluso), e sempre arregaça as mangas fazendo uma correria invejável para organizar inúmeros festivais e eventos que reúnem todos os estilos de rock, inclusive contando com bandas de outras cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Indaiatuba conta hoje com pelo menos dois bares onde rola um som direto: Plebe Bar (do Darci) e Pirata’s Bar (do Teteu). Só com a cessão do espaço pras bandas tocar, estes dois impulsionaram de maneira absurda a cena da cidade! Como exemplo, foram nada mais do que 38 bandas nativas inscritas no último Festival de Rock. Ainda que algumas sejam montadas apenas para tentar abocanhar o prêmio, boa parte delas existe de fato, e está sempre tocando por aí (e por aqui)! Esse atual e “transbordante” cenário (que pra mim teve suas raízes plantadas no início da década de 90) precisava ser reportado! E é aí que entra o Indaiá Rock Zine! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto não há limitações, focos determinados, estilo fixo de escrita e o que mais houver de comum em qualquer publicação! O IRZ é livre! Inclusive para colaboração de parceiros! Ou seja: se você tiver alguma coisa, um texto, um comentário, um artigo, uma foto, uma resenha de show ou de CD, alguma novidade, algo relevante para a cena e quiser postar aqui, o espaço está totalmente aberto! Sintam-se à vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a internet e a facilidade para se expressar nela, decidimos pelo formato virtual. O formato “blog” talvez seja provisório, mas, para começarmos, achamos o suficiente. Ainda faremos ajustes para que a leitura fique mais agradável e a navegação mais fácil, mas para nosso primeiro “número”, nossa “primeira edição”, ele será assim, como vocês poderão acompanhar abaixo, com as entrevistas do Tolerância Zero (“vencedor” do Festival de Rock 2009 sob a alcunha de Reverendo Karabina) e do Hunger (com o vocalista Mauro contando tudo sobre a bombástica volta da banda), uma exclusiva com o vocalista do Angra Edu Falaschi (que nos atendeu durante sua participação como jurado do Festival de Rock), cobertura de um show que foi um sucesso de público em junho e a resenha de um disco clássico dos Anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que curtam! Sejam Bem-Vindos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Leo e Marcelo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-3317035485608528176?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/3317035485608528176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/indaia-rock-zine-bem-vindos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3317035485608528176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3317035485608528176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/indaia-rock-zine-bem-vindos.html' title='Indaiá Rock Zine: BEM-VINDOS!'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-8440576464161279312</id><published>2009-07-03T20:41:00.008-03:00</published><updated>2009-08-25T22:49:55.687-03:00</updated><title type='text'>Tolerância Zero / Reverendo Karabina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sk6Y8hhCf4I/AAAAAAAAAGc/M-hRPUVD-qI/s1600-h/Tzero+075pb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 232px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sk6Y8hhCf4I/AAAAAAAAAGc/M-hRPUVD-qI/s320/Tzero+075pb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354385172546617218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GROOVE DESCONTROLADO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suicidal Tendencies e Infectious Grooves. Duas bandas com os mesmos integrantes e duas propostas musicais diferentes. Tolerância Zero e Reverendo Karabina. Duas bandas com os mesmos integrantes e duas propostas musicais (não tão) diferentes. Assim pode-se dar uma das explicações sobre quem é a atual banda vencedora do Festival de Rock de Indaiatuba. O festival passou, eles faturaram o prêmio máximo e foram assunto do meio roqueiro da cidade por pelo menos duas semanas sem parar. Para o bem ou para o mal! O prêmio é um reflexo do ótimo momento que a banda vive agora, depois de uma fase turbulenta, mas também pode ser a ‘justiça’ (que tardou muito, mas não falhou) aos mais de 13 anos de estrada que a banda tem nas costas! E é sobre isso e muito mais que o guitarrista Pé (também conhecido como Serginho) nos conta nesta reveladora entrevista. Ele rebateu as críticas, explicou o atual momento da banda (que também conta com Campa na voz, Mauro na batera e Thiago no baixo), contou sua trajetória desde o início, revelou o que acontece com o tão aguardado segundo disco e falou sobre as “grandes oportunidades” que eles tiveram na estrada! Demorou, foi praticamente um parto, mas saiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Primeiro vamos direto ao ponto: qual a sensação de ganhar o Festival de Rock de Indaiatuba depois de mais de 10 anos de estrada, ter CD lançado por gravadora, turnês com bandas e artistas renomados, reconhecimento no Brasil inteiro? O que isso acrescenta ao T-Zero?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cara, quando cheguei em casa no último domingo, depois da premiação, e contei ao meu pai, ele disse, “Merecido, também depois de tantos anos trilhando este caminho, merecia um reconhecimento.” E creio que esta é opinião geral de todos que estiveram envolvidos com a gente nos ensaios, nesse projeto, e de nós mesmos, por sabermos que foi algo bem planejado, no qual tivemos foco, mas sem pensar simplesmente em ganhar ou que já tínhamos ganho. Claro que fomos motivados pelo dinheiro, mas quanto a acrescentar ao T-Zero, afirmo que algumas pessoas estão equivocadas, já que se trata de outra banda, outra proposta! Por mais que seja cômodo para as pessoas pensarem “ganharam porque é o T-Zero” ou então botarem a culpa de suas frustrações por não ter ganhado nada em um suposto ‘almoço’ com jurados. Falem o que quiserem, continuamos no “to cagando way”, se é que me entende.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu sei esta resposta, mas gostaria que viesse de vocês, até para esclarecimento ao público: por que vocês entraram no Festival com o nome de “Reverendo Karabina”, que é o nome de uma das músicas do T-Zero?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Reverendo Karabina é o nome de uma das melhores musicas do T-Zero, na minha opinião. No entanto, digo mais uma vez: O T-Zero não entrou no festival com o nome de Reverendo Karabina, o Reverendo Karabina entrou no festival e, de azarão, acabou ganhando. É claro que nossa experiência de anos de estrada com o T-Zero ajuda em muito no que se refere a entrosamento, postura de palco, entre outros, mas é outra coisa. Tipo Suicidal Tendencies e Infectious Groove, sacou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E sobre a polêmica que sempre paira sobre o vencedor, o que você tem a dizer? Este ano os boatos no orkut deram conta que vocês almoçaram com o Tadeu Patola no dia da final, que ele seria o novo empresário da banda e que vocês passaram pra final com notas baixas apenas porque alguém mandou (rs).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Olha, se o Patola é nosso novo empresário, eu particularmente não fui avisado, mesmo porque só vi o cara uma vez, na hora da premiação. Seria muito bom um empresário envolvido no showbizz, mas devo esclarecer a esta horda de imbecis que falam pelo cu que o Patola não é empresário de ninguém, é apenas um produtor musical. Quanto ao referente almoço, bom, todo mundo sabe que em dia de show a gente não almoça. As notas estão conosco e à disposição pra quem quiser dar uma pescoçada. E posso garantir que estão longe de serem consideradas baixas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que aconteceu nos últimos três anos que vocês meio que deram uma parada? Este tipo de “parada” é o segredo da longevidade do grupo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se referindo ao T-Zero, na verdade a gente nunca parou. Tivemos dois anos que não foram dos melhores (2007 e 2008), onde, além da perda de alguns membros da nossa equipe, nós mesmos tivemos questões pessoais a resolver, cada qual em seu âmbito. Demos um tempo de show, de mídia. Mas continuamos ensaiando semana a semana produzindo, vivendo o rock. Muita gente se questiona porque a gente ganhou isso, porque tivemos esta ou aquela oportunidade, sente inveja porque não acham que sejamos uma banda boa ou que merecemos. A diferença, meu velho, está numa coisa: a gente não só toca rock, a gente vive o rock! Isso faz toda a diferença quando você tem um monte de moleque na sua frente, sedentos por ouvir o seu som e vibrando, porque é uma coisa real. Lembre-se, “nice guys don´t play rock n’ roll”, se é que me entende. Graças ao Senhor, o qual sei que estamos tudo devendo, ele não nos deixa na mão, este ano tem sido ótimo pro Tolerância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E sobre o Thiago, o baixista novo (que nem é tão novo assim)? Vi que as linhas de baixo dele deram uma cara nova aos sons. E por que o DJ Nicola saiu da banda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Thiago é sem duvida o melhor baixista que já tivemos, principalmente se você levar em conta o quesito técnico, de ser músico. Mas além disso, o cara é um arruaceiro nato e se encaixou perfeitamente no nosso estilo e convivência. O Nicola não saiu da banda não. Aliás, acho que esse porra aí ta mais na banda do que nunca! Ele só mudou de DJ pra nosso técnico de som e tem se saído muito bem nessa função, não que não seja um bom DJ também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Qual o próximo passo do T-Zero? Vi que tem músicas novas no MySpace e também que muitas datas de show têm sido marcadas este ano, diferente dos últimos anos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O próximo passo”! É nome de filme isso? (rs) Nossos passos geralmente têm a distância de uma viagem, quase sempre cortando o pedágio. Acontece que estamos felizes pela retomada da banda, que se deve muito a demanda de público que temos neste momento. Tocamos em São Paulo pra cerca de 800, 900 pessoas, todas esperando pra ver o T-Zero. E isso acontece em cidades do interior também. Show tá pintando direto e vamos re-estruturar a banda pra atender essa demanda. Temos varias idéias e algumas pessoas boas pra nos auxiliar, então creio que este ano, pela energia positiva que esta rolando entre a gente, vai acontecer muito ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que acontece com o tão prometido “Diversão garantida no país da sacanagem”, que ainda não saiu? Vocês não pensam em lançá-lo de modo independente ou até em formato virtual, por exemplo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Temos praticamente tudo já gravado e estamos estudando como fazer este lançamento. Na verdade, vamos lançar primeiro um EP. A intenção é dividir este disco em dois lançamentos ou mais. O formato virtual, sem sombra de dúvidas, está em nossos planos. Já estamos inclusive testando isso no MySpace e outros. O que posso dizer é que os fãs que esperam algo do T-Zero ainda este ano vão ser atendidos! Fizemos uma audição no material outro dia e a qualidade e energia dele são impressionantes. Não temos nenhuma intenção de fazer a coisa mais bem produzida do mundo, como fizemos no passado, e estamos cagando pra nego que quiser criticar. Vai ser um lançamento privilegiando o que somos: uma banda de rock pesado e groovado descontrolada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gostaria que você falasse um pouco do começo da banda, ainda da época do Straw Dogs, até o nascimento do que é o T-Zero e quais eram suas intenções na época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, na época do Straw Dogs a intenção era fazer algo na linha Pantera, Suicidal Tendencies e Prong, que era o que ouvíamos na época. Outra boa intenção que tínhamos na época era a de beber que nem um porco na Pepis e tocar o horror na cidade usando uma Caravan ano 78! Quando mudamos para T-Zero, nos desprendemos de certas concepções e começamos a enxergar o que realmente éramos. Simplesmente tornamos o som objetivo e adquirimos novas influências, achando nossa identidade. Mas hoje ainda bebemos que nem uns porcos, mas não tanto como antes, já que tem nego namorando e casado na banda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E como foi aquele período entre 1998 e 1999, quando o “Ninguém Presta” foi lançado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O “Ninguém Presta” não foi lançado em 98 ou 99, foi lançado no final de 2000, sendo que foi gravado e mixado entre 99 e começo de 2000. Na ocasião de lançamento tivemos um bom apoio da gravadora, que bancou dois clipes caros. Aliás, gravar o clipe de “Ninguém Presta” foi uma puta curtição, tivemos um aparato bem legal. Também tivemos exposição nas rádios rock da época, fizemos até um ao vivo na Brasil 2000, dividindo o estúdio com O’Rappa. Mas a Indie, apesar de toda minha gratidão, era uma gravadora que não entendia do som que fazíamos e não teve sabedoria e nem paciência pra fazer as coisas da melhor maneira. Por outro lado, éramos moleques e inconseqüentes, e isso deve ter atrasado o lado de alguma maneira. No geral, foi ótimo, pois temos um puta disco gravado, que até hoje figura na lista dos “10 mais” de muitos artistas respeitados no mainstream.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vocês foram descobertos pelo Andreas Kisser, abriram o show do Sepultura da apresentação do Derrick Green no Brasil, foram contratados por uma gravadora (Indie Records) e tiveram um disco lançado. Isso é aquela tal “Grande Oportunidade de Sucesso” que toda banda espera ter. Depois de tudo isso a banda deu uma parada nesse “crescimento meteórico”, vocês têm o sentimento de que deixaram essa tal ‘grande oportunidade’ escapar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Grande Oportunidade de Sucesso” parece nome de livro pra vendedor, rapaz!!! Cara, “grande oportunidade escapar”??? Tá de brincadeira, né??? Velho, pensa comigo: a gente é uma banda de rock pesado do interior de São Paulo, que conseguiu com apenas uma demo tape de 3 musicas abrir show pro Sepultura no Anhembi, chamar a atenção do produtor do Paralamas, Charlie Brown Jr. e Ira, gravar um disco com este produtor, por uma gravadora, na época em que gravadoras faziam sentido, com os melhores recursos e nos melhores estúdios! Nesse processo conhecemos desde o próprio Sepultura, até o pessoal do Planet Hemp, Nação Zumbi, Ira, Charlie Brown Jr., Titãs, Rappa, Raimundos e todas as grandes bandas dos anos 90. Tocamos com algumas delas, lançamos um CD com participação de Andréas Kisser, João Gordo e Pavilhão 9, tivemos dois videoclipes dirigidos por Beto Brandt, um deles veiculado por algum tempo na TV Cultura, onde participamos do Musikaos, e na MTV, onde fizemos três programas com o João Gordo, inclusive tocando ao vivo, participamos com destaque na trilha sonora de um longa de sucesso (N. do R.: “O Invasor”), pelo qual ganhamos prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Brasília. Realizamos uma turnê para promoção do filme junto o Sabotage e Pavilhão 9. Em 2003 abrimos um show do Sepultura no Olímpia, em São Paulo, realizando um sonho de moleque que era tocar naquele lugar. Fizemos turnês patrocinadas pela Vans e AVB Brasil! Tocamos juntos com o Billie Graziadei, do Biohazad, e recentemente fomos convidados pelo Chorão, do Charlie Brown Jr., para atuar no seu filme “O Magnata”, onde temos uma cena tocando ao lado do Tiririca. Não sei se dá pra perceber, mas todas as oportunidades que tivemos foram aproveitadas! Estão aí na nossa história e sou da opinião que muito mais pode rolar. Não estamos ricos ainda? Não andamos de Ferrari? Não tamo comendo atriz da Malhação? Bom, se esse é o tipo de “grande chance” que você se referiu, não estamos mesmo! Mas acho que nosso comportamento ‘Fuck Off’ pode ser um pouco da razão. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-8440576464161279312?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/8440576464161279312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/tolerancia-zero-reverendo-karabina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8440576464161279312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/8440576464161279312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/07/tolerancia-zero-reverendo-karabina.html' title='Tolerância Zero / Reverendo Karabina'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/Sk6Y8hhCf4I/AAAAAAAAAGc/M-hRPUVD-qI/s72-c/Tzero+075pb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-3634666914373767051</id><published>2009-06-14T21:44:00.007-03:00</published><updated>2009-07-01T19:34:12.325-03:00</updated><title type='text'>EXCLUSIVO: EDU FALASCHI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SkvkYFi_X1I/AAAAAAAAAGM/l9-HA96NGtk/s1600-h/EDU+FALASCHI.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SkvkYFi_X1I/AAAAAAAAAGM/l9-HA96NGtk/s320/EDU+FALASCHI.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353623684516896594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“O ANGRA LANÇA CD NOVO EM 2010”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando uma camisa do último disco do Sepultura, A-Lex, &lt;a href="http://www.edufalaschi.com.br"&gt;Edu Falaschi&lt;/a&gt;, renomado vocalista da banda de Metal Melódico &lt;a href="http://www.angra.net"&gt;ANGRA&lt;/a&gt;, nos atendeu no Frans Café para uma entrevista exclusiva, logo após a divulgação do resultado das bandas finalistas do 6º Festival de Rock de Indaiatuba. Resultado este que teve dedo do próprio vocalista, atuando como jurado nas eliminatórias. Muito solícito, simpático e atencioso, ele nos falou sobre a volta do Angra (que esteve parado por dois anos devido a problemas internos e empresariais), de sua banda-solo Almah (pronuncia-se “almá”, como ele mesmo explicou), que continua com pé no acelerador, já preparando disco novo, e também do Festival local. Entre as respostas, ele deixou escapar também o provável motivo da saída do baterista Aquiles Priester do Angra. “Ele saiu porque tinha que sair. Acho que o peso da fama mudou a cabeça dele”, disse enfático! Segue o resultado do papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Como foi voltar com o Angra após um hiato de quase dois anos? Você chegou a pensar que a banda acabaria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não foi fácil! Quando demos a parada não achamos que demoraria tanto tempo assim, mas as coisas foram se arrastando e ficamos esse tempo todo sem tocar. Tanto que quando voltamos, quisemos, de cara, voltar aos palcos e fazer uma tour, ao invés de entrar direto em estúdio, pois isso levaria mais tempo ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Falando desta tour de volta, como está a receptividade da galera, já que vocês estão dividindo o palco com o Sepultura e os estilos são bem diferentes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Edu Falaschi: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tem rolado uma união incrível entre os públicos e não tivemos nenhum incidente, tanto que já nos organizamos para levar a tour para a Europa e Japão. Nem parece que ficamos tanto tempo parados, pois nosso público tem nos recebido de forma fantástica. Antes do início da tour com o Sepultura, fizemos um show só do Angra, em Fortaleza, e tivemos um público incrível de três mil pessoas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: E quais os planos para o Angra após este giro com o Sepultura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Devemos entrar em estúdio no fim do ano para lançar o novo disco em 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Com a volta do Angra, como ficará sua outra banda, o Almah?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Almah seguirá normalmente. Já estamos inclusive compondo o próximo disco da banda, que deve sair no fim deste ano. Não há problemas de conflito de agendas, pois a mesma pessoa que agencia os shows do Angra, que é de fato minha prioridade, cuida dos shows do Almah.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Como o Almah tem sido recebido pelo público em geral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estamos indo bem, inclusive no Japão, onde conseguimos vender quase dez mil discos, fato muito difícil hoje em dia, devido aos downloads que rolam na internet!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Voltando o assunto para o Festival de Rock de Indaiatuba, o que você acha de um evento como este e o que você tem a dizer sobre as bandas classificadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acho que todas as cidades deveriam ter um festival organizado como este. Já acompanhei vários outros festivais, não como jurado com estou aqui hoje, e a Secult está de parabéns pelo trabalho feito aqui. Deveríamos ter um desses em cada cidade do Brasil para dar oportunidades para mais e mais bandas surgirem por aí. Tem que ter mais, sempre! Quanto ao resultado, foi perfeito, pois foram para a final as melhores bandas dentro de cada estilo apresentado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Qual é sua dica para as bandas iniciantes/amadoras que participam desse tipo de festival?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Percebo uma coisa que não me agrada muito: poucas bandas têm ou buscam um estilo próprio. A maior parte delas fica sempre querendo imitar seus ídolos e eu não acho que o negócio seja por aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Mas, Edu, o primeiro disco do Angra pode ser comparado com trabalhos de bandas como Helloween e Gamma Ray. Não seria uma necessidade das bandas iniciantes “imitarem” seus ídolos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;De fato há esta necessidade, mas mesmo no primeiro disco do Angra há algo, ainda que bem pequeno, de música brasileira, que é uma das características da banda. Eu quis dizer que você tem que ter suas influências, mas deve procurar encontrar seu próprio estilo, sem tentar imitar seus ídolos. Sempre quando o Angra compõe temos três focos: a música clássica, o heavy metal e a música brasileira. Deste modo encontramos nosso próprio estilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: O que você tem a dizer sobre músicos que estudam bastante para ter bandas? Não seria um paradoxo visto que temos inúmeros artistas fantásticos autodidatas como Jimi Hendrix, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estudar é sempre bom, mas o músico tem que ter aquela coisa natural, o próprio carisma, e isso não é algo que vem com estudo. Conheço pessoas que se matam de estudar música, mas nunca serão bons de fato. Elas podem até saber tocar, mas não terão a capacidade de encantar multidões. O Kurt Cobain, do Nirvana, é um ótimo exemplo disso, pois mesmo sendo um músico limitado, seu carisma, suas composições e seu estilo bem loucão fizeram história no rock.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IRZ: Obrigado pelo tempo e pelas palavras ao Indaiá Rock Zine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Falaschi:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu que agradeço. É sempre um prazer estar aqui em Indaiatuba! Nos vemos na final!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Crédito da foto: Adriano Ferreira (Anistie)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-3634666914373767051?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/3634666914373767051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/exclusivo-edu-falaschi.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3634666914373767051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/3634666914373767051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/exclusivo-edu-falaschi.html' title='EXCLUSIVO: EDU FALASCHI'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SkvkYFi_X1I/AAAAAAAAAGM/l9-HA96NGtk/s72-c/EDU+FALASCHI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-5563957454899806424</id><published>2009-06-11T19:52:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T22:05:38.857-03:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: HUNGER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SjGMv8EbbeI/AAAAAAAAAFU/h6cMh5L-Zq0/s1600-h/HUNGER.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SjGMv8EbbeI/AAAAAAAAAFU/h6cMh5L-Zq0/s320/HUNGER.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346208987871931874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Back From The Dead!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles começaram em 2002, quando a cena Metal de Indaiatuba passava por um período de seca, e chegaram ao topo com participação em coletâneas, aberturas de show para bandas de renome do cenário nacional, prêmios em festivais e o com a preferência de 9 a cada 10 headbangers da cidade, sempre primando pela técnica apurada de seus integrantes e pela musicalidade diversificada que unia Thrash Metal com influencias progressivas. Mas no fim de 2007, a banda que parecia que decolaria, se separou e seus integrantes foram tocar seus projetos pessoais! Neste hiato, Mauro Izalbert, o incansável e abnegado vocalista/guitarrista conheceu o mainstream tocando com o Medo da Noite e como sideman de Wanderley Cardoso. Depois de quase 2 anos no “outro mundo” eis que eles voltam com tudo, com novos integrantes, deixando todos de boca aberta em sua primeira apresentação na cidade depois da volta, no badalado Festival de Rock e com o single “Demons in White” no &lt;a href="http://www.myspace.com/hungermetal"&gt;MySpace&lt;/a&gt; da banda, com a participação do mais que conhecido Fernandão (Treta, Endrah, Pavilhão 9, Rodox e outros) na bateria. É sobre isso e muito mais que Mauro conta ao zine com exclusividade. Hunger is back!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vocês passaram quase 2 anos sem tocar, devido sua ida ao Medo da Noite. Como e quando foi que bateu na cabeça que o Hunger deveria voltar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, nunca pensei em parar o Hunger. Pouco antes de “terminar” a banda , eu disse aos antigos integrantes que queria dar um tempo, pra poder trabalhar e  realizar algumas coisas pessoais, enfim, pra poder ganhar dinheiro mesmo e que depois que eu estivesse estabilizado, poderíamos voltar com a banda. Até tentei a volta com os caras, mas entre tentativas e tentativas, resolveram que não havia “clima” pra tocar comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como foi achar novos integrantes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Realmente muito difícil. Como já disse, tentei voltar com os antigos integrantes, mas não rolou por parte dos caras, então fui em busca de uma banda e por um acaso um dia estava ajudando uma outra banda no (Studio) HP Records e conversando com Aldo (produtor e dono do estúdio), vi que era possível gravar um single com participação do Fernando Schaefer. E pensei que feito isso, seria fácil arrumar integrantes. Nesse meio tempo consegui o guitarrista, Michel Pereira (guitarra), que já acompanhava e curtia a banda e também tinha sido meu aluno de guitarra e o Tiago Palmeiras (baixo) também tinha aceitado voltar pra banda, mas no meio da empreitada ele resolveu sair. Então durante todo o processo da gravação de “Demons in White”, o Hunger contava com Michel e eu. Procurar por baterista já era difícil e ainda íamos ter que achar um outro baixista, mas pesquisei e pesquisei pela internet e me arrisquei a convidar um baterista que fazia tópicos escrevendo de maneira entusiasmada e realmente demonstrando muita vontade. O nome dele é Israel Santana! Mandei o convite junto com uma prévia instrumental da “Demons in White” e ele me mandou um recado de volta dizendo que não acreditava que a música era nossa! Depois de umas conversas ele aceitou fazer um teste e pronto! Ele não precisou tocar mais que uma música pra ser “aprovado”. Só faltava um baixista e, depois de muita, mais muita procura, o Abner Rodrigues foi convidado e aceitou e, enfim, conseguimos montar a banda. Tanto o processo de gravação, como de formação da banda demorou uns 4 meses e, depois de tanta confusão, de tanta coisa, o resultado disso tudo supera o esperado, pois temos hoje uma banda unida, forte, num clima tão gostoso de se trabalhar com nunca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E o estilo? A música “Demons in White”, disponível no MySpace descreve bem este novo Hunger ou haverá ainda mais surpresas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com certeza haverá surpresas. Não conseguimos mais nos limitar, queremos ir longe e pra isso temos que ser ousados. Vão surgir coisas novas e diferentes, como vocais limpos, talvez mais orquestração! Enfim, nossa busca pela originalidade é o principal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;or que o uso de violino e cello na música? Fale um pouco mais dela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isso é uma coisa que tenho comigo desde muito cedo. Sempre fui fascinado pelo som do cello e era um sonho ter isso em uma música minha, ao contrário de que acham que sou fanático por Apocalyptica (rs). E o fato dessa escolha também remete ao clima que queria gerar na música, que critica as formas com que a igreja e a fé cega contaminaram a humanidade e contaminam até hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E quanto às afinações? Fiquei sabendo que vocês usaram pelo menos duas guitarras na apresentação do Festival de Rock...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, hoje em dia usamos duas afinações: Db e Drop B. Depois de algumas aulas de voz e de experimentar zilhões de afinaçoes no meu “estúdio” caseiro, optei por essas duas afinações que além de dar o peso que queremos ainda me permite trabalhar melhor a voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que você acha do festival este ano? Gostou da escolha para o show de encerramento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Achei que o festival voltou com força total, porque realmente o de 2007 e 2008 deixaram muito a desejar na minha opinião. A escolha do local (Tom da Terra) foi ótima porque poucas bandas tem chance de tocar num local assim com numa aparelhagem dessas e a escolha dos jurados também foi muito boa, porque os três realmente estão ou estiveram envolvidos com rock e metal de maneira musical, não só de opinião. Quanto à escolha de Paulo Miklos para encerramento, achei um pouco equivocada, não por caráter musical, mas por eu achar que num festival esperado por todos o ano inteiro, o artista pra fechar deveria ser um ídolo de massa tocando músicas conhecidas. Adoro o trabalho dele, mas confesso que conheço pouquíssimo sobre sua carreira solo; acho que o Titãs seria uma opção que agradaria a gregos e troianos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais os planos pra banda? Vão gravar mais músicas em breve? Muitos shows por vir?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bom, temos um clipe que está pra ser finalizado. Já gravamos a parte “banda” e agora falta finalizar algumas cenas com atores. Esperamos que até o comecinho de julho esteja pronto. Sobre gravar mais músicas ainda estamos em dúvida, porque temos alguns contatos e provavelmente nosso “debut album” sairá em 2010, então ainda temos muita coisa incerta sobre material novo. E os shows a gente tá pegando leve, já que é a volta da banda e tudo mais, estamos pegando o ritmo lentamente, mas temos algumas coisas legais por vir, no final de junho vamos tocar num concurso pra abrir o show do sepultura/angra. Também fomos convidados pra tocar no Hangar 110 em São Paulo com algumas bandas da Argentina (N. do E.: Ban This e Jesusmartyr), e mais alguns outros ainda! Não tem nada concreto. Ainda estamos numa fase meio “bagunça” na agenda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que você acha da atual cena de Indaiatuba, independentemente do estilo de rock?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acho a cena forte, tem banda pra caralho e o que acho mais louco é que todas são realmente de qualidade, claro que cada uma dentro do seu estilo. A cena hardcore/metalcore está bem unida e acho isso foda pra caralho! São coisas que eu realmente invejo dentro do metal, já que as bandas de metal de Indaiatuba não são NADA unidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que você tem a dizer sobre sua experiência como sideman do Wanderley Cardoso? O que aprendeu nesta empreitada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cara, realmente foi uma parada estranha na minha vida. Nunca me imaginei nessa posição e posso dizer que aprendi muita coisa, tanto o que devo fazer quanto o que não devo. Musicalmente, aprendi o quão você tem que estar preparado, porque quando alguém tá colocando dinheiro, as cobranças mudam, e muito, de figura. Aprendi como é importante ficar horas passando o som antes de tocar (rs) e aprendi a admirar muito o Wanderley Cardoso, que além de ter uma voz forte e muito técnica é uma pessoa de bom coração.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como é o mundo do mainstream? O que exatamente te “trouxe de volta” ao underground?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há muita coisa “glamorosa” e outras nem tanto. É muito legal poder ser bancado, viajar de avião, ficar em bons hotéis, tocar com som decente, conhecer lugares novos e tals, mas ao mesmo tempo você vê muita coisa que não condiz com seus valores, com seus ideais. Quando a beleza mostra sua cara feia, você começa a dar valor às coisas que você sequer prestava atenção antes. O que me fez voltar com o Hunger não foi isso, nem nada. A idéia já estava na minha cabeça desde sempre, alguns fatores só vieram apressar isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é mais importante na vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com certeza o amor e a paz que isso traz. Corri tanto atrás de tanta coisa, mas na verdade tudo que eu precisava sempre esteve do meu lado. Muitos amigos se foram, muitos chegaram e vi que não vale à pena abrir mão das coisas que te fazem bem por nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Algum recado final?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quero agradecer ao apoio de vocês do Zine, isso é uma baita iniciativa, quero mandar um muito obrigado às pessoas que torcem contra e à favor, todas ajudam de certa forma.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-5563957454899806424?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/5563957454899806424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/entrevista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/5563957454899806424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/5563957454899806424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/entrevista.html' title='ENTREVISTA: HUNGER'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SjGMv8EbbeI/AAAAAAAAAFU/h6cMh5L-Zq0/s72-c/HUNGER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-5500807254993205131</id><published>2009-06-11T19:50:00.000-03:00</published><updated>2009-06-11T19:51:18.534-03:00</updated><title type='text'>Live at Indaialands</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tolerância Zero – Sloven – É-Pow – Edhera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;05/06/09 – Pirata’s Bar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda! Está é a palavra perfeita pra definir este evento, organizado pelos caras do T-Zero no começo do mês! Normalmente ninguém bota uma fé em um showzinho de sexta-feira, cobrando entrada (R$ 3 homens e mulheres free), no bar do Teteu. Mas este surpreendeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de se duvidar da moral que o T-Zero ainda possui na cidade, mas ultimamente, o crescimento da cena local e o consequente aumento do número de shows têm deixado os eventos da cidade miados. Mesmo assim, vimos o Pirata’s inchado, com galera de todas as tribos: desde os bangers que badalam por lá todos os dias, até “dinossauros” da cena indaiatubana que há muito não eram vistos vendo shows. Isso tudo passando pelas tribos emo, new metal, motoqueiros, hardcore, “galera nada-a-ver”, pinguços, nóias etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parada começou com a galera do Edhera, mandando seu new metal com toques de metalcore e rap. Apesar da gritaria e do alto volume, a galera não deu muita bola pro show e preferiu ficar bebendo e conversando pelo bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi a vez do Sloven, banda de Sorocaba, do Rafael, da Muraro Instrumentos Musicais. Com pinta de veteranos, um baixista que lembrava um tiozão motoqueiro e um vocal berrador-macho eles mostraram muita coesão no seu groove metal, puxando bastante pro new. Banda bem ensaiada, mas, como de costume com estreantes, todos se limitaram a ficar olhando batendo o pé no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O É-Pow foi a maior surpresa da noite! De repente estou eu mijando e começo a ouvir um Rancid! “Mas que porra é essa! Que banda aqui tira Rancid!?!” E não é que os caras estavam mandando um! Voltei correndo pra ver e fui brindado com outro cover da banda californiana! Nisso eu olho pro lado e já juntou uma galera pra ver e dançar (sim, isso mesmo, dançar) ao ska-punk que eles mandavam! Muito legal! Aí, para relembrar os Anos 90, quando todo mundo ouvia Green Day e Offspring escondido e dizia na rua que odiava, eles mandaram um Sublime, mais Rancid e, pra alegria geral da nação, Offspring! Também rolou um Raimundos, fazendo a dança ska abrir um mosh! Muito legal 2!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que cover enche o saco e blá-blá-blá, mas àquela hora, normalmente esperando bandas que só tocam som próprio com gritaria, foi uma delícia lembrar da adolescência e se divertir com os sons inocentes que nos levou a ouvir rock!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma bela tesourada e de uma bem sucedida estréia, a galera do É-Pow deu lugar ao T-Zero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de shows fracos no Plebe, com o vocalista Campa bebendo além da conta e com os integrantes até brigando entre si em público, para o bem do Rock nacional, eles se acertaram! E como se acertaram! Foi o melhor show deles aqui em pelo menos uns 5 anos! A abertura com “Quem é normal” é simplesmente um convite à brutalidade! De longe foi o show que mais atraiu a galera na noite! Sem contar os sons novos, que estão muito foda! Confiram no MySpace dos caras! Pena que durou pouco mais de 25 minutos! Que venham mais eventos como esse!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-5500807254993205131?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/5500807254993205131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/live-at-indaialands.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/5500807254993205131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/5500807254993205131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/live-at-indaialands.html' title='Live at Indaialands'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-517701458866227485.post-5830406280408228260</id><published>2009-06-11T19:18:00.000-03:00</published><updated>2009-06-11T19:49:00.643-03:00</updated><title type='text'>Clássico: Master of Puppets (Metallica)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SjGJI5qkjUI/AAAAAAAAAFE/8-Sf9-ZOPHQ/s1600-h/Master_Of_Puppets-Frontal.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SjGJI5qkjUI/AAAAAAAAAFE/8-Sf9-ZOPHQ/s200/Master_Of_Puppets-Frontal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346205018676825410" /&gt;&lt;/a&gt;1985. O Edna Express cruzava os Estados Unidos em uma das pernas da turnê Ride The Lightning do então “Alcoholica”. Nesse período, entre os meses de setembro e dezembro, James Hetfield, Kirk Hammett, Cliff Burton e Lars Ulrich compuseram o que seria então seu primeiro álbum com total respaldo da Elektra, sua gravadora. Os primeiros temas finalizados foram Battery, Welcome Home (Sanitarium) e a instrumental Orion. Nas demos dava para perceber que o até então robusto thrash metal havia dado lugar a composições mais melodiosas e arranjadas, ainda que o peso característico permanecesse. Como fizeram no álbum anterior, foram gravar na Dinamarca, com o produtor Flemming Rasmussen. O resultado da empreitada foi o fenomenal Master of Puppets, considerado por muitos o melhor disco de thrash metal da história, ao lado de Reign in Blood, do Slayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em 3 de março de 1986, Puppets abria com Battery, um míssel thrash iniciado com um dedilhado em violão clássico, algo que virou tradição nas banda do estilo. A batida rápida e quebrada, além das palhetadas cavalgadas executadas na velocidade da luz, certamente acalmaram os fãs que esperavam uma “amansada” no som do quarteto. A faixa seguinte, que deu o título ao álbum, é um épico de oito minutos. Desde sua introdução, com palhetadas que sequer eram imaginadas possíveis até então, passando por seu grandioso refrão, “Apenas grite meu nome, pois vou ouvir você suplicar: Mestre! Mestre!”, depois pelo interlúdio com solos dobrados ao melhor estilo Iron Maiden, culminando na explosão do final da música, que descreve o pesadelo da dominação exercida pelos traficantes sobre os usuários de drogas, Master of Puppets, a música, é perfeita. Os vocais de Hetfield transbordavam de energia. Qualquer um que ouvisse ficava empolgado! Nem precisava gostar de Metallica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Thing That Should Not Be trazia na seqüência o primeiro flerte da banda com as afinações baixas que saturariam em St. Anger. A balada (praticamente obrigatória em discos oitentistas de metal) escolhida foi Welcome Home (Sanitarium). Como de costume, Hetfield arregaçava fazendo os dedilhados mais legais do metal e Kirk os solos mais inspirados. O lado B (do vinil) abria com Disposable Heroes, outro míssil thrash de oito minutos, com palhetadas incríveis e refrão pegajoso. Em seguida vem a cadenciada Leper Messiah, talvez a única música que comece com a contagem 1, 2, 3, 4, “5” da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima música do play era a instrumental Orion. Como o Metallica estava inspirado nesse som! Principalmente Cliff Burton e James Hetfield. Os solos e as linhas de baixo mostram a incrível falta que Burton faz nos dias de hoje, onde os baixistas se limitam a acompanhar as levadas de bumbo duplo. Já Hetfield fez um solo com marcação de valsa, que é o sonho de qualquer banda de metal melódico. Pra encerrar, outra cacetada: Damage, Inc. O início com outro solo de Cliff Burton é marcante. Os riffs que entram em seguida parecem a trilha sonora do martelo da capa do Kill ‘Em All. Magistral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a toa que o álbum teve seu vigésimo aniversário homenageado pela revista Kerang em 2006, com o lançamento de sua versão remasterizada com os oito clássicos executados por emergentes bandas do metal atual, como Trivium e Mastodon. É isso! Se Hetfield e cia. conseguirem lançar outro álbum no mesmo patamar, pode ter certeza que será o melhor disco de metal de todos os tempos. Por enquanto, o melhor é este aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/517701458866227485-5830406280408228260?l=indaiarockzine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/feeds/5830406280408228260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/crassicos-do-rock-master-of-puppets.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/5830406280408228260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/517701458866227485/posts/default/5830406280408228260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://indaiarockzine.blogspot.com/2009/06/crassicos-do-rock-master-of-puppets.html' title='Clássico: Master of Puppets (Metallica)'/><author><name>Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913055354924105610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SYkJCm9yAxI/AAAAAAAAAAg/3IZKSfzzJ90/S220/L%C3%A9o+-+Salto+14-06-08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_x35aH9zeVGc/SjGJI5qkjUI/AAAAAAAAAFE/8-Sf9-ZOPHQ/s72-c/Master_Of_Puppets-Frontal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
